Esqueça as análises e estatísticas, esqueça as intrincadas contas para instaurar confrontos com terceiros colocados (nem a Fifa entende), esqueça os recordes diários.
Zero disso faz muita diferença na intensa procura pela audiência de um público cada vez mais jovem e do dedo.
E, nesta Despensa do Mundo, não é a Mundo que tem concorrentes no seu pé. Ela é que está correndo detrás de rivais digitais, principalmente na figura da CazéTV.
Para ser “cool”, os diferentes canais do grupo Mundo estão fazendo de tudo.
Em um dia, uma repórter vai ao México para interagir com mariachis (o que não é exatamente o top 10 da originalidade); no outro, apresentadores e comentaristas tentam imitar no estúdio a comemoração surfista de Matheus Cunha; na TV ensejo, uma enquete é lançada para perguntar ao testemunha qual seu parente preposto da Despensa: Vozinha, papai, tiozão ou mãinha.
No entanto, pelo menos nas redes sociais, o tiro parece ter saído pela culatra.
Toda tentativa de fazer perdão em qualquer tentáculo da emissora é devidamente gongado ou ridicularizado por segmento dos internautas.
Normalmente as críticas são no mesmo tom, e sempre com a conferência. “Olha a Mundo tentando fazer perdão uma vez que a CazéTV”, ou “a Mundo não consegue ser engraçada para a geração mais novidade e ficou boba para a mais velha”.
Não relevam nem a presença de Fábio Porchat diariamente nas noites do Médio da Despensa —ele estava no trio da comemoração surfista—, enfim, o moço ganha vida fazendo perdão, e muito.
Curiosamente, qualquer micagem, piada ou bobagem do mesmo gênero é definida uma vez que “orgânica” ou “genial” quando é feita pela CazéTV; mas vira “ridículo” ou “traslado” no principal meio de notícia do país. Às vezes, a mesma piada.
É verdade que nem tudo são espinhos. As narrações de Everaldo Marques (na primeira Despensa depois de Cristo sem Galvão Bueno) têm sido elogiadas, assim uma vez que comentários de Ana Thaís Matos.
De certa forma, é uma vez que se o internauta tivesse oferecido o aval para o meio do dedo de Casimiro Miguel fazer o que quiser: está tudo liberado. Só que a Mundo não ganhou o mesmo respaldo ou consentimento popular/online.
Trajo é que a CazéTV largou na frente, muito na frente, no quesito principal da Despensa: os jogos. Só o meio do dedo tem todas as 104 partidas da competição em sua grade.
Aliás, a emissora do Rio também tentou fazer a piadinha da Despensa com delay. Na internet, não deu patente —mas, segundo a pilar Outro Ducto, de Gabriel Vaquer, teve um aumento considerável na venda de anteninhas na Shopee e Amazon.
A Ge TV foi criada em setembro de 2025 com a missão de dividir o bolo da Cazé. Contratou várias pessoas entre jornalistas, influencers, narradores, influencers, ex-jogadores-comentaristas, influencers e influencers.
Exatamente uma Despensa detrás, quando o Brasil encerrava sua participação na período de grupos com itinerário para Camarões, a CazéTV tinha alguma coisa em torno de 3,6 milhões de inscritos. Um Mundial depois, já está perto de 36 milhões.
Curiosamente, um outro rival uniu dois metaversos que já foram sucessos globais no mesmo mundo, Tiago Leifert e Galvão Bueno, no SBT.
Durante muito tempo, Leifert agiu uma vez que a conexão perfeita entre esporte e público do dedo, mesmo quando a emissora torcia o nariz.
Em entrevista ao Charla Podcast no ano pretérito, logo depois da geração do Ge TV, ele —que esteve avante do Mundo Esporte de 2009 a 2015— elogiou o lançamento e desejou sucesso aos amigos. Também lembrou, porém, que tentou muitas vezes aumentar a presença do dedo do esporte na Mundo, sem sucesso.
“A Mundo tinha muito terror de qualquer coisa que pudesse canibalizar a audiência deles”, disse, lembrando que não podia nem falar os nomes de redes sociais, uma vez que Twitter ou Facebook.
No Mundial de 2010, o Médio da Despensa comandado por Leifert, em tom relaxado, também fez sucesso, principalmente ao rir de si próprio. O apresentador brincou com o famoso caso “cala boca, Galvão”, que viralizou na internet e assustou até o narrador.
“A Mundo é tão grande e tem tanto quantia que todas as decisões que a prejudicaram de alguma forma foram sempre responsabilidade dela. Se ela quisesse ter feito isso antes, ela poderia, ela tinha os recursos e tinha os direitos, ela não fez porque ela não quis, e aí nasceu a Cazé”, opinou o narrador do SBT.
Leifert reconhece que a emissora está corrigindo o curso. “Tem muita gente boa lá, e muito recurso. E quando a mamãe vem…”, brincou ele, sobre a força de negociação da Mundo.





