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Gremista vai de fusca até os EUA para ver o
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Gremista vai de fusca até os EUA para ver o Brasil na Copa – 21/06/2026 – Esporte

Se o hino do Grêmio eternizou o verso “até a pé nós iremos” em 1953, o torcedor gaúcho Guilherme Martin, 33, mostrou que também dá para seguir o time de fusca —e muito longe.

O gremista, que acompanhava o clube viajando pela América do Sul de carruagem, ampliou seu roteiro neste ano e já percorreu mais de 20 milénio quilômetros para observar aos jogos da seleção brasileira na Despensa, nos Estados Unidos.

Possuinte do projeto “Até de Fusca Nós Iremos”, Martin saiu de Porto Jubiloso, no Rio Grande do Sul, no início do mês de março. De lá para cá, passou por 13 países até chegar a terras americanas.

O projeto teve início em 2024, quando o gaúcho decidiu escoltar o clube pela América do Sul. O primeiro orientação foi La Silêncio, na Bolívia, em partida contra o The Strongest pela Despensa Libertadores.

“Até o final do ano pretérito, eu já tinha percorrido mais de 80 milénio quilômetros andando por Argentina, Chile, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Peru, além de quase todos os estados brasileiros para ver os jogos do Grêmio na Série A”, disse Martin em entrevista à Folha.

A relação do torcedor com o futebol começou na puerícia. Rebento de pais colorados, ele passou a frequentar o idoso estádio Olímpico com amigos quando tinha 10 anos.

“Na dez de 90, o Grêmio ganhou muitos títulos e a criancice da minha rua era gremista. Acho que acabei sendo influenciado por isso. Quando o Grêmio está mal, a minha família debocha.”

Com o passar dos anos, as idas ao estádio no bairro Azenha, na capital gaúcha, transformaram-se em viagens para escoltar o time, relembra o gaúcho.

“Quando comecei a trabalhar e ter o meu numerário, passei a viajar para ver os jogos do Grêmio. Comecei pelo interno do estado nos campeonatos regionais, aí fui para o primeiro jogo fora do Rio Grande do Sul e depois para as partidas da Libertadores. Eu sempre gostei de viajar para ver jogos do Grêmio de ônibus ou avião, quando dava.”

A história do projeto, porém, quase terminou poucos meses depois de debutar. Em uma viagem à Argentina, uma pedra lançada por um caminhão atingiu o para-brisa do fusca e obrigou Martin a procurar conserto em Buenos Aires.

Para recolher numerário, decidiu vender uma miniatura da taça da Libertadores comprada nos periferia do La Bombonera, estádio do Boca Juniors. A iniciativa mobilizou murado de 50 seguidores no Instagram.

Ao cruzar a fronteira entre Argentina e Uruguai, as autoridades entenderam que ele transportava a mercadoria para comercialização irregular. A miniatura foi apreendida, e o fusca também ficou retido.

“Comprei o meu primeiro fusca em 2021 e o perdi na fronteira em junho de 2024. Em agosto, comprei outro, que é o que eu uso hoje, para dar ininterrupção ao meu projeto”, conta Martin.

O veículo anterior foi renovado somente neste ano, em fevereiro, quando ele conseguiu regularizar a situação.

O segundo fusca escolhido pelo gremista é um padrão de 1971 e tem a pintura azul em homenagem ao tricolor gaúcho. O capô está adesivado com o escudo do time. As portas levam a logomarca do projeto, e o teto conta com uma bandeira do Brasil.

O projecto de levar o fusca à Despensa dependia da aprovação do visto americano. Com o documento em mãos em junho do ano pretérito, o torcedor começou a organizar a viagem que cruzaria o continente rumo aos Estados Unidos.

“No final das contas, pesquisei na internet e vi que não era tão complicado. Na grande maioria das fronteiras, pedem passaporte e documento do carruagem. Lá [EUA], tu tens que fazer um seguro e um documento de importação temporária para cruzar o país. Cada país ofídio um valor”, conta Martin.

A estimativa inicial para bancar a viagem era de R$ 80 milénio. Segundo o gaúcho, os gastos ficaram entre R$ 80 milénio e R$ 90 milénio somente na ida, sem descrever o retorno ao Brasil em seguida o Mundial.

Vaquinha virtual

Para financiar a façanha, Martin utilizou economias pessoais, abriu uma vaquinha virtual e promoveu sorteios nas redes sociais.

Hoje, ele trabalha uma vez que fundador de teor e soma mais de 178 milénio seguidores, que acompanham registros da viagem. Antes, atuava uma vez que dealer de pôquer em competições.

“Eu me planejo para rodar de 500 a 600 quilômetros por dia. À noite, procuro postos de gasolina para parar em segurança e tomar banho.” A velocidade média do carruagem nas viagens se mantém em 80 km/h.

Ao longo do caminho, ele contou com a ajuda de amigos e seguidores que o receberam em suas casas em países uma vez que Chile, Colômbia, Panamá e Costa Rica. As hospedagens ajudaram a reduzir os custos da jornada.

Para transpor o trecho entre Colômbia e Panamá, o fusca foi transportado em um contêiner. Martin fez a travessia em um veleiro pelas ilhas de San Blas, no Caribe, graças a uma parceria com uma empresa sítio.

“A secção mais complicada para mim foi o México, porque lá não existem muitos postos para parar. Eu fiquei até uns três dias sem tomar banho. Coisa mais triste do mundo”, conta.

Contratempos no trajeto

Perrengues também marcaram a viagem de Martin. Na Argentina, dois pneus traseiros estouraram ao mesmo tempo depois de o fusca passar por um buraco.

Na Colômbia, Martin teve celular e drone roubados, além de enfrentar falhas nos freios, que se repetiram no México.

No Panamá, a quebra dos parafusos que sustentavam a caixa de câmbio o deixou quatro dias parado.

Ao chegar aos Estados Unidos, ainda precisou mourejar com um grande vazamento de óleo.

O torcedor cruzou a fronteira dos Estados Unidos em 3 de junho e chegou a Novidade York no dia 9.

Sem entradas compradas até logo, conseguiu ingressos para as partidas da seleção brasileira uma vez que representante da torcida jovem do Grêmio no Movimento Virente e Amarelo, ligado à União das Torcidas. Segundo ele, os tíquetes foram comprados com valores aquém do mercado.

A intenção é permanecer no país até o termo da Despensa do Mundo mesmo que o Brasil não avance na competição.

Depois, o gaúcho deve percorrer a histórica rota 66, passando pela Califórnia, antes de iniciar o retorno a Porto Jubiloso.

Folha

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