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Guerra, evento do UFC e compromissos afastam Trump da Copa
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Guerra, evento do UFC e compromissos afastam Trump da Copa – 03/07/2026 – Esporte

Alexis Lalas, 57, histórico ex-zagueiro da seleção dos Estados Unidos e atualmente comentarista da Despensa do Mundo na Fox, emissora solene do torneio no país com as narrações em inglês, descreve Donald Trump uma vez que “presidente do futebol”.

“Não consigo pensar em outra governo em que tenha havido mais futebol emanando do Salão Oval”, disse o padroeiro durante um programa do meio dias antes da franqueza do Mundial.

Desde que a esfera rolou, porém, Trump ainda não foi visto em nenhum estádio, nem mesmo nas partidas da seleção americana, classificada às oitavas de final em seguida vencer a Bósnia, por 2 a 1, na quarta-feira (1º) —os americanos não venciam um jogo de mata-mata da Despensa havia 24 anos.

O republicano ainda estava em seu primeiro procuração, em 2018, quando a candidatura de Estados Unidos, México e Canadá ganhou o recta de sediar a Despensa do Mundo deste ano. Ele atuou diretamente para levar o torneio para a América do Setentrião, sendo indicado uma vez que principal articulador da campanha.

Desde que retornou ao poder, em janeiro de 2025, Trump permitiu que Gianni Infantino, presidente da Fifa, fosse visto no Salão Oval da Morada Branca mais vezes do que qualquer líder político mundial.

Mesmo em visitas de chefes de Estado, o futebol se fez presente no gabinete do presidente americano, com a exibição de uma réplica da taça da Despensa do Mundo detrás de sua cadeira presidencial.

Até agora, porém, o único envolvimento solene de Trump com a Despensa durante o torneio foi o proclamação, feito por Infantino, de que o republicano entregará a taça ao vencedor na cerimônia da final no estádio MetLife, no dia 19 deste mês, em Novidade Jersey.

A Morada Branca, mas, ainda não confirmou a presença do republicano no palco da decisão. No ano pretérito, ele participou da cerimônia de fechamento da Despensa do Mundo de Clubes e entregou a taça ao Chelsea em seguida a vitória do time inglês sobre o Paris Saint-Germain.

Desde o início da Despensa deste ano, a verosímil presença de Trump nos estádios, sobretudo em partidas dos EUA, tem sido tema recorrente nas entrevistas na Morada Branca. As respostas, porém, têm sido marcadas por insinuações de que o presidente ainda pode surpreender.

“Uma coisa que posso expor sobre o meu patrão, o 47º presidente —eu o conheço há, nossa, quase 30 anos a esta profundeza— é que ele gosta de fabricar suspense”, afirmou Andrew Giuliani, diretor-executivo da Força-Tarefa da Morada Branca para a Despensa do Mundo, em entrevista ao The Telegraph.

“Ele gosta de deixar as pessoas na expectativa. Portanto, tudo o que posso expor é: acompanhem, porque tenho certeza de que haverá algumas surpresas”, disse.

Nesta semana, Giuliani voltou a ser questionado sobre o tópico e repetiu a mesma resposta. “Meu patrão gosta de suspense, logo acho que vocês terão que permanecer atentos.”

Ao ser questionado se a carência de Trump estava relacionada a preocupações sobre segurança, o diretor negou. Segundo ele, o republicano tem estado ocupado com outros compromissos, uma vez que o evento do UFC realizado na Morada Branca em 14 de junho —dois dias em seguida a estreia americana na Despensa com vitória sobre o Paraguai por 4 a 1—, as comemorações dos 250 anos da independência dos EUA e assuntos de governo.

“Não foi por nenhum incidente de segurança. Porquê vocês podem imaginar, ele é um varão bastante ocupado. Mas acredito que tenha conversado com o presidente da Fifa mais de uma dúzia de vezes desde que foi eleito, em novembro de 2024. Portanto, ele continua muito envolvido com esta Despensa do Mundo.”

A justificativa da Morada Branca coincide com a agenda do presidente nas últimas semanas. Desde o início da Despensa, Trump participou da reunião do G7, na França, de 15 a 17 de junho, acompanhou as negociações que resultaram no proclamação do cessar-fogo entre Israel e Irã e segue envolvido nas tratativas sobre a guerra.

Uma semana antes, estava no Madison Square Garden, em Novidade York, onde acabou vaiado pela torcida presente para o terceiro jogo das finais da NBA entre os New York Knicks, do qual Trump é torcedor, e o San Antonio Spurs —a equipe nova-iorquina ganhou a série depois por 4 a 1.

Primeiro presidente em treino a comparecer a um jogo da liga de basquete, o republicano causou evidente transtorno aos torcedores na chegada à redondel devido ao extenso perímetro de segurança montado por seus agentes. A tradicional sarau da torcida no entorno do Madison Square Garden naquela noite teve de ser transferida para o Bryant Park, a alguns quarteirões de intervalo, fora do perímetro.

Caso ele decida escoltar no estádio alguma partida da Despensa, é esperado que o esquema de segurança também seja reforçado.

Apesar da agenda intensa em meio ao Mundial, a carência de Trump contrasta com a atitude de outros líderes dos países-sede.

Embora não tenha presenciado a estreia do Canadá contra a Bósnia, no dia 12 de junho, pois estava em uma reunião na França, o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, acompanhou a partida entre Canadá e Qatar, na segunda rodada da período de grupos, em Vancouver.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que não compareceria aos jogos em protesto contra o preço dos ingressos.

Convidada pela Fifa para escoltar o jogo de estreia da seleção mexicana contra a África do Sul, no Estádio Azteca, ela doou seu ingresso para uma jovem indígena chamada Yolett Cervantes Cuaquehua, que venceu um concurso do governo mexicano.

Carney e Sheinbaum, assim uma vez que Trump, são esperados na cerimônia de fechamento da Despensa.

Folha

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