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IA divide CEOs e trabalhadores nos EUA, mostram estudos
Tecnologia

IA divide CEOs e trabalhadores nos EUA, mostram estudos – 25/10/2026 – IA

The New York Times
Quando o objecto é lucidez sintético, CEOs e suas equipes não estão falando a mesma língua.

Cada vez mais, líderes empresariais destacam ganhos de produtividade em teleconferências de resultados e entrevistas e afirmam estar agindo de forma justa com seus funcionários à medida que implementam a tecnologia.

Mas os trabalhadores estão muito mais preocupados com a possibilidade de serem substituídos e não confiam nos executivos de suas empresas.

Uma pesquisa recente do Listening Project, do Milken Institute-Harris Poll, constatou que mais de dois terços dos líderes empresariais esperam estar em melhor situação financeira daqui a cinco anos por razão da IA, enquanto unicamente 27% da força de trabalho dos EUA pensam da mesma forma —uma diferença impressionante de 41 pontos percentuais.


Levantamentos mostram diferença forte entre otimismo de CEOs e receio de funcionários

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Catarina Pignato/Folhapress

Os trabalhadores também percebem um impacto transformador menor da IA do que as lideranças. Segundo um relatório da Wharton School divulgado neste mês, 73% dos líderes afirmam que a IA mudou significativamente a forma uma vez que o trabalho é realizado, em verificação com 58% dos funcionários em cargos iniciais e intermediários.

“Temos executivos em salas de cocuruto escalão e funcionários em baias movimentando a mesma economia, mas vivendo realidades completamente diferentes”, disse por e-mail John Gerzema, CEO da Harris Poll. “Há um eversão entre a esperança dos líderes quanto ao que a IA poderia trazer às empresas e a percepção dos funcionários sobre o que ela está tirando deles.”

O que talvez seja ainda pior é que os CEOs não parecem reconhecer essa desconexão nem perceber que estão perdendo a crédito de seus funcionários.

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Por exemplo: unicamente 15% dos CEOs disseram estar preocupados com a possibilidade de sua abordagem em relação à IA minar a crédito dos funcionários, segundo uma pesquisa divulgada neste mês pela consultoria de gestão BCG. No entanto, 40% dos trabalhadores afirmaram que seus CEOs não têm sido transparentes o suficiente sobre o impacto da IA em suas funções e trajetórias profissionais.

A suspicácia não favorece uma transformação bem-sucedida, disse Julia Dhar, líder da dimensão de pessoas e organizações da BCG na América do Setentrião e uma das autoras do estudo.

“Você não conseguirá fazer com que as pessoas de que precisa passem a usá-la de forma mais intensiva”, disse Dhar. “E há uma grande verosimilhança de possuir retrocesso ou retorno por secção de outras pessoas.”

Hemant Taneja, que comanda a empresa de capital de risco General Catalyst, disse que as conclusões do relatório da BCG não eram surpreendentes, mas refletiam uma veras com a qual ele se identificava.

“Quanto maior a anfibologia, mais é preciso se falar”, disse Taneja em entrevista. “Também estou sentindo na pele as dificuldades disso em meu próprio negócio.”

Ele afirmou que vem trabalhando para invadir crédito explicando a funcionários e fundadores suas decisões relacionadas à IA, mormente quando elas mudam.

“É preciso ter a vulnerabilidade de permitir que não temos todas as respostas”, disse Taneja. “Sabemos, em linhas gerais, para onde ir, mas não temos todas as respostas; por isso, não há problema em rever premissas e mudar de teoria.” Dhar contou que um CEO que ela conhece inicia conversas francas sobre IA perguntando aos funcionários da traço de frente: “Qual é a coisa mais sem sentido que fazemos nesta empresa?”. Segundo ela, a abordagem funciona porque não envolve julgamentos, e o CEO não precisa concordar nem prometer que investigará mais a questão.

“Mas você oferece às pessoas uma maneira muito fácil de fazer com que sua voz seja ouvida”, disse ela.

Tim Walsh, superintendente da dimensão de consultoria da KPMG, afirma que, quando visitante escritórios em diferentes cidades, faz questão de conversar tanto com os sócios da empresa quanto com os funcionários.

“Preciso entender uma vez que eles estão se sentindo, uma vez que a tecnologia está sendo recebida e quais são suas preocupações”, disse Walsh em entrevista. “Posso expor que, no meu nível hierárquico, é difícil obter essas informações.”

Walsh afirmou que ainda não dominou a arte de fazer com que funcionários sem cargos de chefia se abram completamente diante dele. A KPMG recorre a pesquisas anônimas com funcionários, nas quais os profissionais mais jovens podem se sentir mais à vontade para reclamar.

Apesar da dificuldade de invadir a crédito dos trabalhadores em relação à IA, há um paisagem positivo para os CEOs. A suspicácia dos americanos em relação a eles —e, especificamente, ao CEO da própria empresa— é menor do que a suspicácia em relação a outras instituições da sociedade americana, uma vez que veículos de informação, ONGs e o governo, segundo o Barômetro da Crédito Edelman, que mede os níveis de crédito há 26 anos.

A pesquisa também constatou que os funcionários nos EUA valorizam ouvir seus líderes falar sobre IA, mesmo quando eles não têm todas as respostas.

“As pessoas costumam ser muito realistas quanto à veras dos negócios, e seus pedidos muitas vezes são bastante modestos”, disse Dhar. “Elas dizem: ‘Eu só espero que os líderes sejam capazes de falar com honestidade e transparência sobre as mudanças que estamos fazendo e as razões por trás delas’.”

Folha

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