Jair Ventura, 47, tinha só 38 anos em 2017 quando passou a ser assinalado porquê o principal rosto de uma novidade geração de treinadores capaz de mudar a arranhada imagem do país depois da guião por 7 a 1 da seleção brasileira para a Alemanha, na Despensa de 2014.
Naquele ano, o jovem técnico havia conseguido descolar a sua imagem da do pai, o ex-ponta Jairzinho, o Furacão da Despensa de 1970, graças a um trabalho surpreendente avante de um Botafogo de recursos escassos —semifinalista da Despensa do Brasil, chegou até as quartas da Libertadores, só caindo para o Grêmio, que seria vencedor do torneio.
Quase uma dez depois, entre questionamentos e rótulos, ele vive uma novidade período elogiada na curso desde que assumiu o Vitória em setembro do ano pretérito. Já são 57 partidas, próximo de igualar o segundo trabalho mais longevo da curso.
“Estou feliz com o meu novo momento, mas também não me iludo: a segurança é zero no futebol. A gente sabe porquê é a vida do treinador. Basta uma sequência de jogos negativos e as cobranças já vêm e já não presto de novo”, disse à Folha.
Estigmatizado por um longo período pela notabilidade de retranqueiro durante as passagens principalmente por Santos e Corinthians, Ventura conduziu a equipe baiana a uma arranque surpreendente em 2025, salvando-se do rebaixamento com um aproveitamento de 55% dos pontos disputados em 14 partidas —7 vitórias, 2 empates e 5 derrotas.
Nascente foi o quinto trabalho em que assumiu uma equipe na degola e teve triunfo. Antes, já havia conseguido o feito com o Botafogo, em 2016, o Sport, em 2020, o Juventude, em 2021, e o Goiás, em 2022. Por isso, agora lida com um outro rótulo: o de ser visto porquê um “técnico bombeiro”.
“O que as pessoas pensam de mim não me define. Eu saudação a opinião de todo mundo, mas sei do meu tamanho e daquilo que sou capaz”, afirmou o técnico. “Se dizem que sou bombeiro, retranqueiro… está tudo manifesto. Que possam continuar esses rótulos e eu possa continuar fazendo o que mais senhoril com a qualidade que tenho entregado.”
Cumprida a meta inicial, neste ano o treinador conquistou o título da Despensa do Nordeste e avançou às quartas de final da Despensa do Brasil ao expelir adversários de peso no cenário pátrio, porquê Flamengo e Athletico-PR.
O novo bom momento contrasta com o de nomes antes citados porquê promissores, porquê Zé Ricardo, Maurício Barbieri, Alberto Valentim, Eduardo Barroca e outros, que passaram a ter seus potenciais em xeque, além de perderem espaço devido à chegada em volume de estrangeiros.
“Aquela nossa geração veio na leva da premência de reciclar o futebol brasílico. Alguns estão mais sumidos de forma injusta, mas acho que a gente tem que se reinventar também. Se eu de repente não tivesse esses feitos, de entender novas formas de jogar para livrar times e invadir acessos, para ser sincero, estaria mais sumido”, analisa.
“Hoje sou um treinador muito melhor do que o que começou em 2016, o que dirá do ano pretérito. Precisamos de mais ideias, às vezes as minhas vêm até treinando na ateneu, escutando música. Corro para o conjunto de notas da percentagem e anoto. Na última semana, criei um trabalho tático inédito que nunca havia feito em dez anos.”
A intensidade que Jair exibe na risca lateral do campo ajudou a erigir uma poderoso identificação com a torcida no Barradão. Posteriormente a classificação diante do Athletico-PR —a equipe havia perdido o primeiro jogo por 2 a 0, e passou goleando por 4 a 0—, concedeu entrevista adoptado a um torcedor que invadiu o campo para comemorar.
A disputa também esquentou os ânimos inclusive com o técnico competidor, Odair Hellmann, com quem bateu boca à extremo do gramado e depois respondeu depois a classificação dizendo precisar estudar mais.
“Eu sou mais um torcedor ali na extremo do campo, sou um rostro que vibro, jogo junto. Lembro de um lance em que o jogador cabeceou para o gol e o torcedor me filmou cabeceando junto. Eu sou esse rostro de coração, que se entrega, sente a guião e comemora do mesmo jeito que a torcida.”
“Eu e o Odair somos contemporâneos, fizemos a licença da CBF juntos. Ali o que acontece no jogo fica no jogo, os dois querem vencer”, minimiza sobre a rusga com Hellmann. “Eu tenho saudação e carinho pelo Papito, amizade fora de campo. Ele também extravasa para caramba, porquê eu.”
O maduração no extracampo foi moldado em passagens por cenários conturbados, porquê a gestão política do Santos e do Corinthians em 2018. Problema que ele conta não viver no Vitória, onde recebe, pela primeira vez, salários adiantados.
“Foi o único clube que vi fazer isso em dez anos. É difícil chegar para trabalhar com um jogador sem receber por três, quatro meses. O campo fica pesado, não tem jeito”, explica.
Apesar da chance de título na Despensa do Brasil, o time luta na tábua do Brasiliano desde a volta da Despensa do Mundo, tendo conquistado somente uma vitória em seis jogos disputados. Neste domingo (23), terá o clássico contra o Bahia no Barradão.
Ele diz não fazer mais projeções a longo prazo. Um dos sonhos que sempre revelou publicamente era o de treinar uma equipe fora do país. Agora brinca: “Se não me quiserem mais por cá, ao menos já tenho quatro chances de um dos ameaçados vincular para o bombeiro”.





