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Johnny Marr volta ao Brasil com disco novo e show
Celebridades Cultura

Johnny Marr volta ao Brasil com disco novo e show em SP – 05/10/2026 – Ilustrada

Desde maio de 1983, quando lançou “Hand in Glove”, primeiro compacto do The Smiths e primeira colaboração com o cantor Morrissey, Johnny Marr vem marcando seu nome na história do indie rock uma vez que um dos guitarristas mais criativos e influentes.

Os Smiths duraram somente seis anos e fizeram quatro discos clássicos, mas Marr nunca ficou recluso ao pretérito e partiu para uma cintilante curso pós-Smiths, tanto uma vez que integrante de bandas uma vez que The Pretenders, The The, Electronic, The Healers, Modest Mouse e The Cribs, uma vez que colaborando com Pet Shop Boys, Talking Heads, Bryan Ferry, Hans Zimmer, Oasis e Pearl Jam, entre muitos outros.

Marr, 62 anos, acaba de lançar seu quinto disco solo, “The Age of Everything”, e virá a São Paulo para um show único no Tokio Marine Hall, em 24 de novembro. “Os Smiths sempre foram muito adorados na América do Sul, e recebo muitas mensagens de fãs brasileiros pela rede social”, diz o guitarrista. “Muitos desses fãs são jovens que nunca me viram tocar ao vivo, e acho simplesmente maravilhoso que eu tenha a chance, nessa temporada da minha curso, de ainda me apresentar para quem vai me ver pela primeira vez.”

Johnny Marr não tem problema em falar do pretérito, mas a assessoria do músico pediu que a entrevista não tocasse num tópico espinhoso —as brigas na prelo com o ex-parceiro Morrissey.

Marr prefere falar sobre o novo trabalho, “The Age of Everything”. “Estou muito orgulhoso do disco. Quando comecei a grafar as músicas, não percebi que havia um tema geral que ligasse as canções, mas uma noite, durante a temporada de masterização do álbum, eu estava andando de volta para mansão em Londres, de madrugada, e de repente me liguei que havia coisas nele que refletiam a maneira uma vez que eu vejo o mundo hoje”, diz Marr.

“O título [algo como a era de tudo] reflete essa sensação de que vivemos numa era de overdose de informação que tem a ver com a revolução do dedo e a vida em mídias sociais. Hoje um músico precisa fazer postagens, materiais e vídeos para publicar seu trabalho em redes sociais, e muitas vezes a música pode permanecer em segundo projecto”, ele diz.

“Me considero um sortudo porque fui alertado sobre isso por alguns amigos. Há uns 35 anos, conheci muito Keith Richards, e ele me disse, já naquela era, ‘Johnny, você tem que ser um músico em tempo integral, não um músico em meio-período. Não deixe o entorno atrapalhar a sua originalidade”.

Segundo Marr, as músicas de “The Age of Everything” vêm sendo testadas ao vivo há pelo menos um ano. “Muitas bandas dizem que adoram testar canções inéditas em shows, mas a verdade é que poucas fazem isso. Nós fizemos. Tocamos músicas que meu público não conhecia e usamos a reação das plateias para mudar algumas coisas no disco. Algumas músicas estavam muito lentas, outras muito aceleradas, algumas introduções estavam longas. Foi ótimo ter esse laboratório para testar o disco”.

Sobre o Brasil, Marr diz ter ótimas lembranças. “Estive aí pela primeira vez no termo dos anos 1980, com os Pretenders, num show que teve Simple Minds e Duran Duran, e todo mundo ficou surpreso com a animação das plateias brasileiras. Quando voltei com minha margem solo [em 2014], fizemos um show no Rio e, quando toquei o primeiro riff de ‘Upstarts’ [faixa do álbum “The Messenger”, primeiro disco solo de Marr], a plateia toda começou a fazer alguma coisa que eu nunca tinha visto antes: trovar os riffs de guitarra. Lembro que fiquei olhando para o público, maravilhado”.

Há três anos, Marr lançou um luxuoso livro chamado “Marr’s Guitars”, com fotos e textos sobre sua coleção de guitarras. Em setembro deste ano, para surpresa de muitos, a coleção foi leiloada em Londres. O leilão foi dividido em 111 lotes, incluindo guitarras e amplificadores, e recebeu ofertas de compradores de 34 países.

A guitarra Rickenbacker 330 Jetglo, de 1982, que Marr tocou no disco de estreia dos Smiths e aparece na capote do primeiro compacto do Oasis, “Supersonic”, foi arrematada por muro de R$ 2,4 milhões. No totalidade, o leilão arrecadou muro de R$ 24 milhões, e secção do valor foi destinada a duas organizações de filantropia no Reino Uno: The Guide Dogs for the Blind Association, que treina cães-guia para deficientes visuais, e The National Autistic Society, que cuida de pessoas autistas.

“Depois que lancei o livro, percebi que era hora de deixar aquela secção da minha vida para trás”, diz o guitarrista. “Algumas pessoas são nostálgicas e gostam de se apegar ao pretérito, mas eu não sou assim. A teoria de ver aqueles instrumentos espalhados pelo mundo e sendo tocados por outras pessoas bateu muito poderoso em mim. Eu senhor aqueles instrumentos, mas eles me deram 45 anos de muita alegria e estava na hora de dividir isso com os outros.”

Folha

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