
Shakira se declara para o público e uiva no palco de Copacabana
Antes de subir ao palco da Praia de Copacabana neste sábado (2), Shakira já sabia a dimensão do que encontraria no Rio.
Depois de um show histórico no Zócalo, México, ela chegou a Copacabana para mais um capítulo marcante de sua trajetória.
O roteiro era familiar para os fãs brasileiros, mas não idêntico. Depois de trazer a turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” ao país em 2025, a cantora promoveu ajustes no repertório para a graduação monumental de Copacabana.
Na esteira das passagens de Lady Gaga e Madonna, Shakira sabia o peso simbólico dessa apresentação. Nas semanas que antecederam o show, alimentou a expectativa dos fãs nas redes sociais, definiu a noite porquê um sonho e escreveu um cláusula para o jornal O Mundo em homenagem à força das mulheres latinas.
Apesar do delongado de mais de uma hora, o público não desanimou. O maior trunfo da apresentação esteve na virilidade física da artista: ela conduziu a plateia com tanta intensidade que era difícil resistir ao impulso de dançar.
Shakira na sinceridade do show no Rio de Janeiro
REUTERS/Ricardo Moraes
A sinceridade com “La Fuerte” já antecipava o clima do espetáculo: uma filete eletrônica pulsante que serviu porquê enunciação de intenções. Na sequência, “Girl Like Me” reforçou uma das marcas da noite: a celebração das mulheres, principalmente das latinas.
O ritmo seguiu com “Las de la Intuición” e “Estoy Aquí”, embora esta última tenha aparecido em versão reduzida — breve demais para um dos hits mais queridos pelo público brasílio.
Shakira se apresenta na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
REUTERS/Ricardo Moraes
“Eu não posso confiar que estou com vocês. Pensar que cheguei cá com 18 anos… e agora olha isso. A vida é mágica. Não existe coisa melhor do que uma lobinha encontrar sua alcateia brasileira”, disse Shakira, antes de engatar “Empire” e “Inevitable”, filete em que exibiu sua potência vocal.
A emoção tomou conta quando imagens de seus filhos, Milan e Sasha, surgiram nos telões durante “Acróstico”. Escrita porquê uma epístola de paixão para os dois, a filete transformou o espetáculo em um vasqueiro momento de intimidade.
O clima esquentou com o medley de “Despensa Vacía”, “La Bicicleta” e “La Tortura”, uma síntese da latinidade que atravessa sua obra. São hits que sustentariam performances inteiras, mas um repertório tão extenso exige concessões.
Uma vez que era esperado, o vértice da dança veio com “Hips Don’t Lie”, quando seus quadris voltaram a justificar a nomeada construída ao longo de décadas.
Para alegria dos fãs, a colombiana inseriu “Lura” e “Can’t Remember to Forget You”, músicas que não são muito frequentes nos setlists dos shows mais recentes.
Homenagens às mães solos
“No Brasil existem mais de 20 milhões de mães solteiras, eu sou umas delas. Eu dedico esse show a todas elas”, falou na introdução de “Soltera”.
Quando chegou a vez de apresentar Anitta, Shakira a chamou de “rainha”. Essa foi a primeira vez que elas se cantaram juntas ao vivo “Choka Choka”.
Shakira e Anitta no Todo Mundo no Rio 2026
TV Mundo
Antes da loba, existiu a roqueira de cabelos pretos e, em um show desse porte, era impossível deixar os clássicos dos anos 90 de fora. Foi nesse momento que a cantora apostou na memória afetiva dos fãs, exibindo nos telões imagens do início de sua curso.
Ela engatou “Pies Descalzos, Sueños Blancos” e “Antología”, em uma versão acústica. Ela até tentou pedir ajuda para o público trovar, mas o público demorou a responder, e o clima esfriou por alguns instantes.
Santo Amaro no palco
Ter participações especiais em megashows não é novidade. Mas a presença de Caetano Veloso e Maria Bethânia pegou o público de surpresa já nos ensaios.
Sonho de Shakira de trovar com Caetano Veloso se realiza diante de milhões quase 30 anos em seguida entrevista.
Dilson Silva / Agnews
Ao lado de Bethânia e dos integrantes da bateria da Unidos da Tijuca, Shakira cantou “O Que É, O Que É?” (1982), um dos maiores sucessos de Gonzaguinha. Já o encontro com Caetano emocionou ao trovar “Leãozinho”, música que a colombiana entoa para o rebento Milan dormir.
Shakira e Maria Bethânia no Todo Mundo no Rio
TV Mundo
Repetindo o Rock in Rio de 2011, Shakira voltou a dividir o palco com Ivete Sangalo cantando “Pais Tropical”. Evidente que a baiana transformou a breve participação em uma mini micareta.
Ivete Sangalo e Shakira no Todo Mundo no Rio
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Embora tenha ocupado o maior palco da história do evento, isso não significou espeque em grandes cenários. Muito pelo contrário: a grandiosidade foi sustentada por elementos simples e pela força da performance.
Superadas as baladas e a fardo emocional, a reta final elevou novamente a temperatura com “Whenever, Wherever” e o hino da 2010 FIFA World Cup, “Waka Waka (This Time for Africa)”, com o influenciador do Multíplice da Maré Raphael Vicente.
Shakira veste look com bandeira do Brasil
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As areias de Copacabana se transformaram em uma floresta de lobas, uivando em coro enquanto os mandamentos da loba eram projetados nos telões e uma estrutura gigantesca de lobo invadia o palco. Até que a loba-mor surgiu para trovar “She Wolf” e “Bzrp Music Sessions, Vol. 53”.
Posteriormente mais de duas horas de show, ficou a certeza de que Shakira mantém um domínio de palco impressionante e uma voz que ainda carrega a força da jovem de 19 anos que conquistou o Brasil há quase três décadas.
Se Copacabana é, porquê a própria artista definiu, um altar da Terreno, essa noite ela ocupou o meio dele, reverenciada por uma poviléu de súditos da loba.
Cartela resenha sátira g1
Arte/g1
Fonte G1




