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Koff: Festival de cinema coreano grátis percorre o Brasil
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Koff: Festival de cinema coreano grátis percorre o Brasil – 25/08/2026 – K-cultura

O Korean Film Festival (Koff) surgiu em Piracicaba, cidade a 160 km de São Paulo, e em quatro edições conseguiu triplicar seu rotação e se firmar uma vez que festival independente de referência do gênero, atraindo tanto os fãs da k-cultura quanto cinéfilos.

Gratuito, a mostra de cinema começou no município do interno paulista na última semana e chega a Fortaleza nesta terça-feira (25). Depois, passa por Salvador (27 a 29/8), Curitiba (10 a 16/9), Recife (14 a 16/9), Belo Horizonte (15 a 20/9) e São Paulo (1º a 7/10). A programação une filmes independentes, premiados em festivais internacionais e estrelados por nomes populares. Nesta edição, são 60 longas e curtas.

Quando o projeto foi idealizado, em 2021, Márcia Kling não tinha nenhum contato com a Coreia do Sul, conta a fundadora do Koff. O festival foi ratificado pelo Programa de Ação Cultural (ProAC) do governo de São Paulo e, em seguida conseguir patrocínios, ganhou a primeira edição em 2023, em Piracicaba e na capital paulista.

O festival do gênero mais tradicional é a Mostra de Cinema Coreano, organizada há 15 edições pelo Núcleo Cultural Coreano no Brasil, com incentivo do governo asiático.

O Koff pegou um terreno fértil, com a popularização da cultura coreana no Brasil, sobretudo em seguida a pandemia. “A Coreia do Sul é um país que está na voga por várias razões”, diz o curador Rubens Rewald. “Sempre se fala sobre o soft power, os k-dramas, o k-pop, a culinária. O cinema coreano é um dos embaixadores desse movimento”, avalia o cineasta.

O audiovisual do país asiático explodiu mundialmente com a vitória de “Sevandija”, de Bong Joon-ho, uma vez que melhor filme no Oscar de 2020. Antes do prêmio, no entanto, o setor já ganhava tração na cinefilia com sucessos cults uma vez que “Oldboy” (2003) e comerciais, a exemplo de “Invasão Zumbi” (2016).

Rewald destaca uma vez que a terreno natal do k-pop consegue “fazer um cinema potente que não se afasta do público”. “É um cinema mercantil com uma pegada autoral”, resume.

O principal repto, no início do projeto, foi “mostrar ao público brasílio que o cinema sul-coreano vai muito além dos títulos que alcançaram sucesso internacional no cinema e na televisão, uma vez que ‘Sevandija'”, afirma Kling. A idealizadora conta que o festival foi crescendo com o boca a boca com escolas e público locais e hoje atrai espectadores de municípios vizinhos do interno paulista.

Em 2024, ele foi incluído no calendário solene de Piracicaba. Lá, o evento é escoltado por um pequeno festival de comida típica coreana. Debates e masterclasses completam a agenda.

A mostra começou a ser procurada por produtores, espaços culturais e até fã-clubes de artistas coreanos de outras capitais, diz Kling. O rotação cresceu, e com ele o repto de aprazer a públicos que pedem títulos muito diferentes, diz a fundadora.

Também conseguiu invocar a atenção de produtoras e cineastas asiáticos, o que permite importar blockbusters e produções premiadas —alguns exibidos uma vez que estreia na América Latina. O evento é organizado em uma mostra não-competitiva, com seleção dos curadores, e outra competitiva, oportunidade a inscrições para produções da Coreia do Sul e do Brasil.

Para esta edição, receberam inscrições de 457 longas e curtas, contam. “Quando a gente conversa com os diretores e atores coreanos dentro do espectro do cinema, não do espectro ‘K’, a gente fala de arte, processo criativo, desafios, e isso faz um diferencial grande”, diz Kling.

Os curadores tentam lastrar a programação para aprazer tanto os fãs de k-drama e k-pop quanto os cinéfilos. Neste ano, traz uma seleção de clássicos da dez de 1950 e 1960, mas também exibe “The First Ride” (2025), comédia estrelada por Cha Eun-woo, cantor da boyband Planeta e um dos galãs mais populares das séries de lá.

Outro filme adicionado a pedido de fãs é “Boy” (2025), drama que combina transgressão e romance. No elenco, estão Seo In-guk, outro cantor e ator popular por cá, e Choi Yun-jin, ex-integrante do grupo Nmixx.

“O Guardião do Rei” (“The King’s Warden”; 2026), segundo filme mais visto na história do cinema coreano, abriu o festival. O longa estreou em fevereiro e em três meses atraiu quase 17 milhões de espectadores —num país cuja população é de aproximadamente 50 milhões de pessoas. Dirigida por Jang Hang-jun, a trama é inspirada na história real do rei deposto Danjong, da dinastia Joseon (1392 a 1897).

Kling e Rewald destacam títulos uma vez que “Funky Freaky Freaks” (2025), comédia que segue adolescentes à margem da sociedade em Seul, “The Mutation” (2025), que aborda racismo ao escoltar um varão sul-coreano preto, e “People Want Meat” (2025), sobre três idosos em situação de rua que dão pequenos golpes em restaurantes para manducar.

“A Única Saída” (2025), de Park Chan-wook, também ganha sessões. Vale ainda ver “O Mundo do Paixão” (2025), aclamado pela sátira e exibido na última Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

Ingressos para as sessões gratuito podem ser retirados no Sympla ou na bilheteria dos locais. Para a programação completa e endereços, acesse o site do Koff.


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Folha

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