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Medina encerra jejum e assume vice liderança do ranking 03/11/2026
Esporte

Medina encerra jejum e assume vice-liderança do ranking – 03/11/2026 – Esporte

O brasiliano Gabriel Medina, tricampeão mundial, conseguiu um tubo quase perfeito para vencer, nesta terça-feira (3), a edição principiante da lanço da WSL (World Surf League), nas Filipinas, disputada em ondas pesadas e tubulares geradas por um tufão, enquanto a californiana Caitlin Simmers superou uma lesão para ocupar a prova feminina.

Foi a primeira vitória de Medina no giro desde abril de 2023, quando faturou a lanço de Margaret River, na Austrália. Com o triunfo na Ásia, ele assume a vice-liderança do ranking na temporada 2026, detrás do brasiliano Yago Dora, atual vencedor mundial, derrotado por Medina nas semifinais.

A próxima e última lanço do giro mundial acontece em Pipeline, no Havaí, de 8 a 20 de dezembro.

A bancada de recife de direita de Cloud 9, na ilhéu de Siargao, dificilmente poderia ter tido uma estreia melhor no maior palco do surfe, com ondulações consistentes supra da fundura da cabeça, cortesia do distante tufão In-fa, formando-se ao longo de toda a competição.

Grandes multidões acompanharam a disputa de uma torre e avançaram pelo recife para chegar mais perto da ação, comemorando as ondas e recolhendo pranchas quebradas quando os surfistas caíam.

Na final, enfrentando o australiano Jack Robinson —um rabino dos tubos—, Medina começou possante, encaixando um belo tubo, seguido de algumas manobras potentes, para receber 7,5 de 10.

Robinson assumiu a liderança ao completar alguns tubos de nível intermediário, enquanto Medina manteve a calma, aguardando a vaga ideal: um pico de chuva azul cristalina, com o duplo da fundura de um surfista, que formou um tubo gigantesco percorrendo perfeitamente a extensão do recife.

Depois de perder para Robinson na semifinal dos Jogos Olímpicos de 2024, no Taiti, Medina não estava disposto a deixar a oportunidade evadir: desceu a parede da vaga e atravessou várias seções antes de trespassar com os braços cruzados sobre o peito, recebendo uma extraordinária nota 9,43 e somando 16,93 nas duas ondas.

Robinson reagiu com um tubo profundo, encerrando a vaga com uma grande rasgada deitado para trás, que lhe rendeu 8,23 e um totalidade de 14,50 na bateria, mas não conseguiu encontrar uma vaga que lhe desse a liderança.

“Sim, isso significa muito”, disse Medina, de 32 anos, que havia ficado em segundo lugar três vezes neste ano. “Venho me esforçando muito durante o ano inteiro e viajando bastante com minha equipe. Eu realmente queria uma vitória neste ano.”

Ingresso irregular custa bateria a líder do ranking na disputa feminina

Simmers, de 21 anos, avançou por pouco nas quartas de final contra a portuguesa Yolanda Hopkins, apesar de receber uma penalização por interferência na remada e tolerar um incisão na perna ao não conseguir trespassar do caminho quando a rival saía de um tubo.

A californiana, que competia com sete pontos no tornozelo, estava perdendo para a havaiana Carissa Moore —líder do ranking mundial— na reta final da semifinal, quando Moore entrou na vaga sem ter a prioridade. Com isso, Moore recebeu uma penalidade por interferência, o que lhe custou a bateria.

Na final, Simmers, campeã mundial de 2024, levou a melhor nas primeiras trocas, atravessando um tubo complicado e executando uma manobra potente na seção final para receber 6,33 de 10, enquanto a australiana Isabella Nichols sofreu algumas quedas.

Nichols também competia lesionada, depois passar por uma cirurgia para tratar uma torcedura grave no tornozelo sofrida ao chegar à final em Fiji, em agosto, e não esperava estar recuperada a tempo deste evento.

Ainda assim, a desportista de 29 anos, de Queensland, vinha embalada na competição, aproveitando ondas limpas e tubulares, e encontrou outro belo tubo para receber uma nota 7 e assumir a liderança.

Mas Simmers reagiu com outra combinação de tubo e manobra e resistiu a algumas quedas pesadas para terminar com 12 pontos na soma das duas ondas, contra 10,77 de Nichols.

“Esta é uma das minhas ondas favoritas no mundo, e acho que quase chorei ao vogar para aquela bateria, porque senti o carinho de todas as pessoas que estavam assistindo dentro d’chuva. Foi realmente um momento lindo”, disse Simmers.

Simmers subiu três posições, para o terceiro lugar no ranking, e chegará a Pipeline na perseguição à atual campeã australiana Molly Picklum e à havaiana Moore.

Folha

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