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México quebra maldição em Copas, e torcida vai às ruas
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México quebra maldição em Copas, e torcida vai às ruas – 01/07/2026 – Esporte

Ao entrar no campo do Azteca na noite desta terça-feira (30), o México não enfrentava exclusivamente o Equador. Havia também uma maldição.

Desde 1986, a Tricolor havia perdido todas as partidas de mata-mata por ela disputadas em Copas do Mundo. Todas essas derrotas jogando de virente, a mesma cor utilizada agora.

A última vitória ocorrera nas oitavas de 1986, contra a Bulgária, quando a seleção também era anfitriã do torneio —mas vestia branco.

Superstição ou não, a marca preocupava os mexicanos. No caminho para o estádio, o tema dominava rodas de conversa. “Acho que hoje vai, os sinais estão aí”, disse o ambulante Ángel Gomes, 27. Uma tempestade se formava sobre o Azteca, com fortes e frias rajadas de vento, neblina e raios. Para o varão, isso era um bom presságio.

O jogo foi retardado pelas condições meteorológicas. Os convocados da seleção vernáculo, porém, seguiram quentes para encurralar os sul-americanos e vencer a partida por 2 a 0, produzindo para mais. Apitado o término do confronto, as ruas da capital foram tomadas por uma sarau barulhenta.

Vuvuzelas anunciavam a marcha dos torcedores pelas vias do meio histórico da Cidade do México. Em carros e motos, eles passavam buzinando e cantando “Cielito Lindo”, clássica melodia do país. O governo do província precisou fechar ruas e avenidas para comportar a povaréu que passava sem rumo, mas estampando alegria.

Muitos ali já faziam planos para o próximo jogo da Tricolor, no domingo (5), contra Inglaterra ou República Democrática do Congo. “Se ganharmos, serão três dias de sarau e vigília para a presidência estatuir feriado vernáculo”, afirmou Julieta Yuta, 25, enfermeira que emendou um plantão com a comemoração.

Sem maldição para preocupá-los, os mexicanos estão leves e esperam varrer uma vez que uma tempestade leste mundial para, quem sabe, ocupar sua primeira estrela.

Uma vez que foi a partida

Durante a lanço inicial, o México foi superior, com maior volume de jogo e mais objetividade. A equipe começou pressionando o Equador, com as principais jogadas saindo pelo lado recta do ataque mexicano.

Foi por esse setor que, logo no início da partida, Romo cruzou para Raúl Jiménez. O centroavante infiltrou-se em velocidade, subiu mais do que o padroeiro e cabeceou perto da meta de Galíndez.

Aos 21 minutos, o ponta-direita Alvarado disputou a globo no meio-campo, levou a melhor e lançou Quiñones. O atacante arrancou de antes da traço do meio-campo, evitando o impedimento, avançou sozinho, driblou um zagueiro equatoriano e finalizou poderoso no esquina recta de Galíndez: 1 a 0.

Os mais fortes suspiros da torcida mexicana eram arrancados pelo jovem Gilberto Mora, 17, o segundo jogador mais jovem a disputar Copas. O jogador do Tijuana acelerava o jogo a todo momento, simbolizando o espírito da seleção na partida.

Aos 30 minutos, o México ampliou. Raúl Jiménez roubou a globo, tocou para Quiñones, recebeu de volta e finalizou no esquina da meta equatoriana, à esquerda do goleiro, para marcar um belo gol.

O Equador tentava explorar os contra-ataques e encontrar a resguardo mexicana desorganizada. A equipe também apostava nas jogadas individuais.

As principais chances surgiam pela combinação entre Angulo e Hincapié pelo lado esquerdo e pelas arrancadas de Yeboah. Em duas oportunidades, o atacante equatoriano levou risco ao gol mexicano na lanço inicial.

No segundo tempo, Equador se lançou mais ao ataque. O treinador Sebastián Beccacece fez mudanças para pressionar em procura da classificação, uma vez que substituir o zagueiro Ordóñez pelo fileira Medina. Ainda assim, o time mexicano foi superior.

Os equatorianos sofriam com um de seus principais problemas no Mundial: a falta de precisão. Antes da partida desta terça-feira, o time havia finalizado 46 vezes no torneio, mas convertido exclusivamente 4% das tentativas em gol.

Antes do jogo rematar, aos 49 minutos do segundo tempo, o lateral Hincapié foi expulso por resguardar a boca com a mão. O protocolo já havia sido ativado na partida entre Paraguai e Turquia, pela período de grupos do Mundial. Pela novidade regra da Fifa, essa ação é proibida e punida com o cartão vermelho.

Folha

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