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Milei oferece Argentina como refúgio para IA sem regras
Tecnologia

Milei oferece Argentina como refúgio para IA sem regras – 29/09/2026 – IA


Buenos Aires

| The New York Times
Santiago Oría, cineasta pessoal e estrategista de mídia do presidente prateado Javier Milei, ficou impressionado quando viu os vídeos de uma jovem influenciadora no Instagram. A mulher era articulada e grandiloquente ao tutorar posições favoráveis ao governo.

“Ela é inteligente; é superbonita”, disse Oría em entrevista. “Eu disse: temos que dar a ela mais visibilidade.”


Presidente argentino diz que país não pretende regulamentar IA de forma antecipada

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Brendan Smialowski – 22.set.26/AFP

O problema é que a influenciadora, Libertarian Lucía, era uma geração feita por lucidez sintético. Oría, depois de perceber isso, disse que perdeu o interesse, mas não se incomodou com o ilusão.

“É totalmente inofensivo”, afirmou. “Não há zero de prejudicial.”

A visão de Oría reflete a abordagem mais permissiva do governo Milei em relação à lucidez sintético. Milei apresenta a Argentina porquê um refúgio para uma IA sem regulamentação, enquanto líderes ocidentais enfrentam dificuldades para mourejar com uma tecnologia que muitos temem simbolizar ameaças existenciais à humanidade e até executivos de empresas de tecnologia defendem a geração de proteções.

“Na lucidez sintético, a Argentina estará na vanguarda da liberdade”, disse Milei na Câmara Universal das Nações Unidas, em Novidade York, ao declarar o “compromisso de não regulamentar a IA de forma antecipada”.

Milei, que propôs a geração de “empresas não humanas” administradas por agentes de IA, procura atrair investimentos estrangeiros para a construção de data centers na Patagônia. Ele também publica continuamente teor gerado por IA nas redes sociais.

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Na Câmara da ONU, muitos líderes mundiais concordaram sobre a premência de enfrentar os riscos da IA, mas as estratégias divergem em diferentes partes do mundo.

A visão de Milei, em alguns aspectos, se aproxima da de seu coligado político, o presidente Donald Trump, que argumenta que a regulamentação sufoca a inovação e o desenvolvimento econômico e favorece a China. A União Europeia introduziu algumas regras, mas, em grande secção, existe um vazio entre as políticas governamentais e o rápido progresso das capacidades da IA.

A Argentina está a milhares de quilômetros dos principais data centers, localizados nos Estados Unidos e China, e não é um participante relevante no setor. Ainda não está evidente se as propostas de Milei e os investimentos em IA no país chegarão a se concretizar.

Mas Milei, o único presidente libertário do mundo, procura colocar a Argentina no debate global com a ousada proposta de apostar tudo na tecnologia.

Yuval Noah Harari, historiador israelense e filósofo do horizonte, afirmou que a teoria de Milei de produzir empresas não humanas poderia levar à geração de um “Estado de IA”, no qual algoritmos operariam fora do alcance da legislação criminal. Os agentes, escreveu ele, não poderiam ser dissuadidos de cometer atividades ilegais “porque a sanção definitiva que impede executivos e funcionários humanos de fazê-lo — a prisão— é irrelevante para as IAs”.

DO LADO DA LIBERDADE

O ministro prateado responsável pela desregulamentação, Federico Sturzenegger, disse que a teoria de introduzir empresas não humanas operadas por agentes de IA veio de Emiliano Kargieman, um dos empreendedores de tecnologia mais bem-sucedidos da Argentina.

“Eu meio que apresentei a eles minha teoria mais maluca”, disse Kargieman em entrevista. A Argentina, onde a força de trabalho é de murado de 15 milhões de pessoas, poderia ter milhões de robôs gerando receita para o país, afirmou. Com isso, disse, a Argentina “poderia desempenhar um papel econômico muito mais importante no mundo”.

O governo gostou da proposta. “Eu disse: ‘isso é meio lícito’”, afirmou Sturzenegger.

Milei anunciou que buscaria ratificar uma lei permitindo a geração de empresas cujas operações poderiam ser realizadas por agentes de IA sem funcionários humanos.

Integrantes da oposição argentina e especialistas em recta levantaram alertas. Embora a IA não possa ser responsabilizada, “as consequências de seus erros são sofridas por indivíduos muito reais”, advertiu Alan Daitch, profissional prateado em IA, ao site de notícias Infobae. Ele defendeu a regulamentação.

Sturzenegger afirmou que o governo ajustou o projeto para tentar aprová-lo no Congresso. Pela versão atualizada, as empresas poderão ser administradas integralmente por agentes de IA, mas deverão manter um responsável humano que terá a responsabilidade jurídica final. Segundo ele, o marco lícito foi concebido principalmente para conceder incentivos fiscais a empresas administradas por agentes de IA.

“Queremos que a Argentina seja um lugar onde seja simpático transfixar uma empresa”, disse Sturzenegger. Se países europeus e estados americanos impuserem regras rígidas, a Argentina poderia se tornar uma terreno de possibilidades sem regulamentação, afirmou.

DATA CENTERS NA PATAGÔNIA

Nos Estados Unidos, o desenvolvimento dos data centers provocou uma reação cada vez maior em diferentes espectros políticos, devido às preocupações com a demanda por eletricidade e chuva e a temores mais amplos sobre o impacto da IA nos empregos e na sociedade.

Autoridades argentinas apresentam o país porquê uma opção. A Patagônia —uma extensa região de planícies áridas e montanhas cobertas por geleiras— é pouco povoada, tem uma oferta crescente de robustez graças às grandes reservas de petróleo e gás de xisto e possui um clima naturalmente indiferente que pode ajudar a resfriar grandes instalações de servidores.

Com uma indústria de data centers relativamente pequena, a Argentina está muito detrás de polos consolidados da região, porquê Brasil e Chile, mas um número crescente de empresas demonstra interesse no país. No ano pretérito, a OpenAI assinou uma epístola de intenções com uma empresa argentina para estudar um grande projeto de data center para IA.

Ainda há muitos desafios, incluindo a fragilidade da rede elétrica do país, controles cambiais e o cimalha dispêndio de construção da infraestrutura de transmissão. Milei, porém, propôs um incentivo fiscal generoso para atrair investimentos significativos em lucidez sintético e outras tecnologias emergentes, com atenção peculiar a grandes data centers. O programa precisa ser autenticado pelo Senado.

LIMITES CADA VEZ MAIS DIFUSOS

O potencial da Argentina porquê polo de IA enfrenta um horizonte incerto, mas, por enquanto, Milei se mostrou um entusiasta da tecnologia. Ele adotou a IA porquê uma instrumento importante de informação política, usando-a para ajudar a impulsionar seu sucesso viral nas redes sociais.

“Temos que adotá-la sem pavor”, disse Oría, o estrategista de mídia.

Milei publica com frequência seu alter ego criado por IA, que geralmente aparece mais jovem, mais musculoso e com o maxilar mais quadrilátero. Ele já apareceu porquê o Varão-Aranha, porquê jogador de futebol ao lado de Lionel Messi e, mais recentemente, em uma conversa com Domingo Faustino Sarmiento, presidente prateado que morreu em 1888.

Sua equipe de informação afirma que as imagens não são uma tentativa de enganar, mas uma instrumento para potencializar a presença de Milei na internet com um fluxo contínuo de teor. O objetivo é produzir imagens que Santiago Pacheco, responsável pela produção do teor gerado por IA para as redes sociais de Milei, descreveu porquê “estranhas”, “heroicas” e “épicas”.

Ainda assim, o hábito de Milei de republicar com frequência imagens de IA feitas por fãs muitas vezes torna indistinta a fronteira entre sátira criativa e ilusão. Em janeiro, enquanto incêndios florestais atingiam a Patagônia, Milei compartilhou uma imagem em que aparecia ao lado de bombeiros combatendo as chamas, embora não tivesse viajado até a região atingida pelo lume.

Muitos criticaram o indumentária de que, na imagem criada digitalmente, Milei aparecia apertando a mão de um bombeiro, enquanto, na verdade, seu governo havia despegado recursos destinados aos órgãos responsáveis pelo combate aos incêndios.

Mas até mesmo dentro de sua própria equipe, especialistas em IA recomendam cautela.

“A fronteira está ficando cada vez mais difusa”, disse Pacheco, acrescentando: “precisamos estar muito conscientes dos riscos”.



Folha

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