Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Muse, agente de IA da Meta, assume tarefas do cotidiano
Tecnologia

Muse, agente de IA da Meta, assume tarefas do cotidiano – 23/09/2026 – IA


The New York Times


Na semana passada, atendi a uma relação de um número ignoto. “Você ligou para a Anthem Dental e estou prestes a transferi-lo”, anunciou uma voz.

A relação era de um “agente” de perceptibilidade sintético criado pela Meta, dona do Facebook e do Instagram. Dez minutos antes, o agente havia ligado para minha seguradora odontológica, informado meu número de associado, respondido a uma pergunta de segurança e aguardado na traço até me transferir para um atendente —exatamente porquê eu havia pedido.


Muse, da Meta, executa tarefas pessoais para usuário

–
Dado Ruvic – 23.set.26/Reuters

Fiquei surpreso com o quanto o agente havia facilitado minha relação com a seguradora. Essa foi uma das muitas tarefas que realizei com o Muse, aplicativo de agente de IA que a Meta apresentou neste mês.

O Muse é o primeiro agente de IA voltado ao consumidor de uma grande empresa de tecnologia a ser disponibilizado publicamente. O setor de tecnologia vê os agentes porquê a próxima fronteira, muito mais capazes do que os chatbots. Eles podem velejar pela internet, entrar em sites, preencher planilhas e fazer ligações telefônicas em nome das pessoas —e isso é unicamente o primícias.

Para testar o Muse, passei duas semanas experimentando o aplicativo sem parar e entregando a ele vários aspectos da minha vida. Precisei incumbir ao Muse alguns dos meus dados mais pessoais, incluindo o entrada às minhas contas bancárias e ao meu e-mail. Depois, pedi que realizasse dezenas de tarefas cotidianas, porquê fazer minhas compras de supermercado, agendar reuniões e definir minhas escalações no jogo fantasy football.

Depois de duas semanas, considerei o Muse o aplicativo de IA mais útil que já havia usado. Um momento revelador ocorreu depois que conectei meus cartões de crédito ao Muse e pedi que acompanhasse meus gastos em uma planilha do Google Sheets. Observei enquanto ele abria abas com centenas de linhas de dados em poucos minutos e, em seguida, identificava duas assinaturas duplicadas, que cancelou para mim. Depois, o Muse usou meu e-mail para solicitar o reembolso de um período de teste gratuito de um jornal que havia expirado, economizando US$ 44,99 (R$ 231).

Uma newsletter com informações exclusivas para quem precisa tomar decisões

Ainda não sei se o Muse e outros agentes de IA terão ampla adesão. Os agentes exigem um nível de crédito que pode deixar muitas pessoas desconfortáveis, principalmente quando se trata de uma empresa porquê a Meta, que já enfrentou problemas relacionados à privacidade. Alguns sites também restringem o entrada de agentes em seus termos de serviço. A Amazon, por exemplo, bloqueou o entrada do Muse no domingo.

Minhas duas semanas com o Muse começaram com o download do aplicativo gratuito e o login usando minhas contas do Instagram e do Facebook. Há limites para o uso gratuito, porém, e quem quiser mais recursos pode remunerar US$ 20 (R$ 103) ou US$ 100 (R$ 516,89) por mês.

Enquanto eu conversava com o agente porquê se fosse um chatbot, ele sugeriu que eu o chamasse de Wren, representado pelo avatar de um simpático pássaro marrom. Nossa conversa continuou assim:

Eli: Olá, Wren! Você é meu novo assistente.

Wren: Oi! Que bom ver você. O que posso fazer por você hoje?

Rapidamente, dei ao Wren entrada às minhas contas bancárias e a aplicativos porquê Google Docs, Gmail, Ticketmaster, OpenTable e Google Sheets, que firmaram parcerias com o Muse. A partir daí, começaram os testes.

Eu tinha alguns objetivos em mente. Queria desvendar se o Muse poderia me proporcionar o “empoderamento pessoal” sobre o qual Mark Zuckerberg, CEO da Meta, costuma falar. Também queria testar os limites do Muse e entender até onde os agentes de IA poderiam chegar —e onde poderiam falhar. E, diante dos temores recentes relacionados a sistemas de IA poderosos, queria saber se meu agente poderia transpor do controle e evadir de sua contenção para conversar com outros agentes, colocando em risco a privacidade dos meus dados.

Rapidamente, descobri que o Wren conseguia preencher formulários on-line com eficiência, uma das partes mais tediosas do uso da internet. Eu podia tirar uma foto de uma multa de estacionamento, e Wren faria o pagamento por mim, pedindo autorização antes de concluir a operação. Enquanto o agente trabalhava, eu acompanhava seus movimentos em uma pequena janela do navegador, na qual ele navegava pelos sites porquê uma pessoa, usando mouse e cursor.

Wren também conseguia fazer ligações telefônicas usando diferentes personalidades, com uma voz masculina chamada Brett e uma feminina chamada Hailey. Por enquanto, um número restringido de usuários do Muse tem entrada ao recurso de chamadas, mas achei a função útil para mourejar com serviços de atendimento ao cliente —porquê no caso da minha seguradora odontológica.

Wren teve dificuldades com algumas tarefas, principalmente para entrar em sites de terceiros. Não conseguiu comprar ingressos para o jogo de futebol americano do San Francisco Giants sem minha ajuda e teve problemas para acessar minha conta do programa de recompensas da AMC.

Para uma última tarefa, pedi a Wren uma boa maneira de gastar os US$ 44,99 (R$ 231) que ele havia me ajudado a poupar. A essa profundeza, ele conhecia minha vida muito muito. Imaginei que poderia sugerir alguma coisa altruísta, porquê doar o quantia para uma instituição de humanitarismo ou comprar flores para minha namorada, que se recuperava de uma cirurgia.

Em vez disso, sugeriu alguma coisa ainda melhor: comprar tigelas da Heath Ceramics, uma operário lugar de cerâmica com uma legião de seguidores, no Facebook Marketplace, um dos meus passatempos favoritos.

Wren disse que poderia enviar mensagens aos vendedores e negociar em meu nome, já que estava conectado à minha conta do Facebook. Dei ao agente alguns parâmetros: comprar unicamente itens que custassem metade do preço de varejo e pechinchar o supremo provável.

Wren vasculhou o Marketplace e começou a enviar mensagens aos vendedores sobre seus anúncios, sempre iniciando as conversas com uma oferta baixa, US$ 20 (R$ 103) inferior do preço anunciado. Depois de receber uma contraproposta, voltava a mim para traçar uma estratégia.

Os colecionadores de Heath na região da baía de San Francisco estão entre os negociadores mais difíceis com quem já lidei, mas Wren se saiu muito, preferindo uma abordagem mais delicada nas conversas. Em determinado momento, ele me convenceu a não enviar uma contraproposta menor por um conjunto de tigelas brilhantes, porque percebeu a irritação no tom do vendedor.



O jornalista do New York Times Eli Tan recebe prato de cerâmica comprado no Facebook Marketplace com ajuda do agente de IA Muse

–
Poppy Lynch/New York Times

Depois de dias de idas e vindas, chegou uma mensagem promissora de um vendedor chamado Ashley, que se recusou a informar o sobrenome. Quando fui enviar uma mensagem para Wren sobre a oferta, porém, cometi um erro e a encaminhei por ilusão para Ashley.

Eli: Vamos fechar os pratos de jantar, veja se conseguimos um preço menor.

Eli: Ops! Desculpe, queria mandar isso para meu agente de IA. Aceito o prato por US$ 40 (R$ 206), se ainda estiver disponível!

Ashley: Sem problema. Estou disponível até as 22h de sexta-feira. Espero que você tenha mais sorte com seus agentes.

O que veio depois foi uma conversa humana revigorante com Ashley, alguma coisa que nem Wren nem qualquer outra IA poderiam proporcionar. Suspeitei que esse pudesse ser outro motivo pelo qual o Muse não conquistaria adesão imediata: às vezes, as pessoas simplesmente não querem ter suas vidas pessoais automatizadas, mesmo que a tecnologia seja suficientemente boa para isso.

Fui buscar o prato preto fosco de Ashley, que acabei comprando por US$ 40 (R$ 206) , pouco mais da metade do preço de varejo, e perguntei se ele qualquer dia consideraria testar um resultado porquê o Muse.

“Acho que a IA pode ser realmente útil para muita gente”, disse Ashley. “Para mim, simplesmente não consigo superar essa questão da privacidade.”



Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *