Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Rede social apagou provas sobre pedofilia, diz colaborador 26/08/2026
Tecnologia

Rede social apagou provas sobre pedofilia, diz colaborador – 26/08/2026 – Tec

A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, apagou evidências sobre assédio e exploração sexual de menores “em mais de uma ocasião”, disse Jason Sattizahn, ex-pesquisador de integridade e segurança da unidade de veras virtual da big tech.

O testemunho de Sattizahn faz segmento de uma ação contra a big tech nos Estados Unidos por práticas abusivas com o objetivo de viciar usuários jovens. Segundo Sattizahn, houve ordem direta para exclusão de “rastros documentais” que colocassem as marcas em risco.

A empresa rejeita as acusações dos 29 estados americanos que integram o processo. “Pesquisas não mostraram uma relação clara entre o uso de redes sociais por adolescentes e a falta de bem-estar”, afirmou o jurisperito da companhia Paul Schmidt.

Segundo testemunho de Sattizahn, publicado no último dia 18, a Meta começou a tratar as investigações sobre danos ligados às redes sociais “porquê riscos para a marca”, desde o vazamento de relatórios internos no termo de 2021 pela delatora Frances Haugen.

Na estação, vazaram estudos internos com conclusões sobre efeitos nocivos das redes sociais na saúde mental de adolescentes.

Nos documentos internos entregues à incisão do estado do Novo México, a companhia disse que mantinha um trabalho de pesquisa de ponta para identificar problemas relevantes. “É desanimador ver esse trabalho tirado de contexto e usado para a construção de uma narrativa falsa”, disse a big tech.

Embora a Meta tenha afirmado que continuaria com as investigações sobre danos a crianças, Sattizahn afirmou que a empresa começou a impor uma série de barreiras ao seu trabalho. Qualquer pesquisa sobre verificação de idade passou a envolver “potente interferência do time jurídico”.

A política sistemática de supervisão jurídica criou um “funil de manipulação”, afirmou o ex-funcionário. “A presença obrigatória de advogados em todas as fases da investigação científica servia para silenciar os cientistas, e os relatórios eram rotineiramente alterados.”

Segundo o pesquisador, os usuários com idades entre 13 e 17 anos foram classificados porquê público sensível. “Se um estudo científico pretendesse recrutar voluntários dessas faixas etárias, ou se houvesse uma suspeita razoável de que eles pudessem estar presentes no grupo de teste, a pesquisa sofria limitações severas sobre o que se podia perguntar ou registrar”, afirmou.

Sattizahn disse que ele mesmo recebeu ordens para extinguir dados de investigações sobre assédio e exploração sexual de menores nas plataformas da empresa. Quando ele registrava um relato na Alemanha, onde estava alocado em março de 2023, de uma mãe e seu rebento, de menos de dez anos, sobre assédio direcionado à gaiato e solicitações de fotos nuas, houve uma interrupção por ordem da chefia.

“A minha gerente direta e uma advogada da Meta me ordenaram explicitamente que apagasse e eliminasse de forma absoluta todos os dados recolhidos sobre os danos sexuais sofridos por menores naquele estudo”, relatou o ex-funcionário. Foi essa situação que o fez buscar as autoridades.

O relato do ex-funcionário é mediano para o argumento da criminação de que a big tech promove publicamente esforços de segurança enquanto internamente oculta riscos para os consumidores.

A Meta contestou a validade do testemunho de Sattizahn com o argumento de que as comunicações entre a empresa e seus advogados estão sob sigilo. As funcionárias envolvidas no caso disseram que as recomendações ao pesquisador visavam prometer o saudação às leis locais de proteção de dados e às políticas de privacidade da própria plataforma.

Reportagem recente da revista Wired mostrou que as imagens de desfeita sexual infantil não só persistem, mas também foram disseminadas por aplicativos de IA que tiram as roupas das pessoas sem consentimento. O TTP (Tech Transparency Project, Projeto para Transparência Tecnológica) identificou mais de 50 anúncios em imagem e vídeo com esse tipo de desfeita, segundo a publicação especializada.

A entidade confirmou o trabalho à Folha e disse que já enviou os conteúdos criminosos às autoridades.

Para a diretora do TTP Katie Paul, o material contradiz o esforço da big tech para se promover porquê um lugar seguro para menores de idade, com ferramentas de proteção porquê “as contas de juvenil”.

Paul menciona porquê exemplo as ações publicitárias da empresa com influenciadores. A empresa diz que trabalha com influenciadores “há anos” e divulga suas ferramentas de segurança por exigência regulatória.

“Se a Meta está revisando, aprovando e fazendo moeda com anúncios que colocam crianças em transe, isso torna mais difícil para que a empresa argumente que é capaz de proteger meninos e meninas”, afirmou a diretora.

A Meta removeu os conteúdos ainda no dia 5 de agosto, posteriormente contato da Wired. “A maioria desses anúncios teve alcance mínimo e muitos deles foram desativados antes que a revista os enviasse. Muitos desses anúncios também são anteriores à nossa tecnologia de IA [inteligência artificial] mais recente para detecção de violações já no upload”, disse a empresa em nota.

De conformidade com o enviado, a Meta removeu, no ano pretérito, mais de 36 milhões de publicações com referências à exploração sexual de menores, além de ter mobilizado esforços contra apps de remoção de roupas.

Também em testemunho no caso dos 29 estados americanos contra a Meta, o ex-diretor de engenharia Arturo Béjar afirmou que a diretriz interna da big tech era “priorizar lucros em vez de segurança no design das plataformas”.

Em conferência com acionistas no último dia 29, o CEO da big tech, Mark Zuckerberg, disse que monitora riscos legais e regulatórios que podem promover impacto significativo nos resultados financeiros da companhia.

“Seguimos observando escrutínio em relação a pautas ligadas a jovens em diversos mercados, com diversos julgamentos sobre o tema agendados para oriente ano nos EUA, os quais podem resultar em perdas materiais”, afirmou Zuckerberg.

Ele fez referência também ao veto ao Instagram e ao Facebook em diversos países. O tema também está em tarifa no Congresso brasílio, no projeto de lei nº 94 de 2026, em tramitação na Câmara dos Deputados.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *