Nicolas Cage vive Homem-Aranha traumatizado em Spider-Noir – 27/05/2026 – Ilustrada
Novidade York está imersa no caos. A metrópole é dominada por uma máfia que impõe uma rotina de terror à população. Enquanto a influência desse grupo cresce, a credibilidade do poder público desaba. A devassidão, enfim, é uma veras nos mais altos escalões da prefeitura. Para piorar, a única pessoa que poderia tirar a cidade desse cenário desapareceu posteriormente uma crise existencial.
Em “Spider-Noir”, o Varão-Aranha vivido por Nicolas Cage abandonou seu alter-ego para levar uma vida discreta uma vez que o melancólico detetive Ben Reilly. A produção que estreia nesta quarta-feira (27) no Prime Video é o retrato de um herói que não quer grandes poderes nem grandes responsabilidades.
A repúdio ao heroísmo é uma postura dissemelhante daquela adotada pelas versões mais conhecidas do personagem. No filme de 2002, estrelado por Tobey Maguire, o jovem Peter Parker recebe de bom grado os poderes adquiridos posteriormente ser picado por uma aranha.
Já os Homens-Aranha vividos por Andrew Garfield e Tom Holland nos filmes subsequentes da franquia pareciam mais preocupados em salvar o dia do que em sentenciar se deveriam ou não usar a máscara de herói.
Dessa vez, porém, as coisas são diferentes. Já no primeiro incidente, vemos um Varão-Aranha importunado não por inimigos poderosos, mas por traumas do pretérito.
A mulher do personagem morreu de forma trágica posteriormente ele não conseguir salvá-la de um acidente. Inconformado com a morte, o detetive coloca o uniforme em uma caixa de madeira, esconde o objeto detrás de uma parede e se aposenta da vida de herói.
“Ele é um faceta que teve um pouco imposto, ou seja, não pediu por esses poderes”, diz Oren Uziel, um dos criadores de “Spider-Noir”, em entrevista com jornalistas ao lado do elenco da série. Na ocasião, Cage não estava presente em razão de conflitos de agenda. “Com essa obra, queremos pensar em uma vez que a imposição muda a vida de uma pessoa. Por isso, desde o prelúdios, o personagem se mostra reticente.”
A relutância a que Uziel se refere não é a única diferença em relação às versões anteriores do Varão-Aranha. A série se passa nos anos 1930, período em que os Estados Unidos estavam mergulhados em uma crise econômica gerada pela quebra da bolsa de valores, em 1929. Os cenários, portanto, evocam uma atmosfera soturna, elemento que contrasta com o tom efusivo e juvenil das adaptações cinematográficas.
Apesar de retratar uma Novidade York decadente, a série tem o glamour e a sofisticação do cinema noir. Popular entre os anos 1940 e 1950, esse gênero apostava em produções cheias de contraste entre luz e sombra para narrar histórias de suspense com personagens moralmente ambíguos. Fazem secção do movimento longas clássicos uma vez que “À Meia Luz”, de 1944, “Ocaso dos Deuses”, de 1950, e “No Silêncio da Noite”, também de 1950.
O flerte com essa linguagem é secção principal dos quadrinhos que inspiraram a produção. Lançado em 2009 pela Marvel, esse trabalho ganhou visibilidade mundial em 2018. À era, Cage deu voz à versão escolha do herói no filme “Varão-Aranha no Aranhaverso”. A participação do detetive, porém, era restrita a poucas cenas.
Foram necessários oito anos para ele lucrar protagonismo. “É um mundo em que não vimos o Varão-Aranha ainda”, diz Uziel, acrescentando que a estética noir dos quadrinhos aumentou o libido de ajustar a história. “Sempre fui um grande amante do noir. Por isso, precisava alcançar a oportunidade de levar para a tela um gênero e um personagem que eu senhoril tanto.”
O fascínio por esse gênero fez com que o roteirista filmasse a série em preto e branco, estética propriedade do cinema noir. O Prime Video também disponibilizou versões coloridas para quem prefere uma atmosfera mais contemporânea. “Com isso, tivemos a chance de dar aos fãs de cada gênero um gostinho de um pouco que eles não tinham visto antes.”
O noir não inspirou unicamente os elementos visuais da série, mas norteou também a construção dos personagens. É o caso, por exemplo, de Cat Hardy, vivida pela atriz Li Jun Li. Sedutora e glamurosa, ela personifica a “femme fatale” –arquétipo que a lendária Rita Hayworth encarnou em filmes uma vez que “Gilda”, de 1946, e “A Mulher de Shanghai”, de 1947.
“Meu duelo ao viver essa personagem foi prometer que o público não me odiasse”, afirma Jun Li, arrancando risadas dos colegas de elenco. “Por isso, eu quis humanizar a Cat o supremo provável e fazer justiça a um roteiro que já era sensacional.”
A personagem tem uma vez que guarda-costas o misterioso Flint Marko, papel de Jack Huston. Em seguida o escudeiro desvanecer, ela recorre aos serviços do detetive Ben Reilly para encontrá-lo.
É justamente esse trabalho que faz o investigador vestir de novo a máscara de super-herói para entrar no submundo de Novidade York, um lugar escravizado por um mafioso chamado Cabelo de Prata, interpretado por Brendan Gleeson.
Para realizar essa missão, o detetive tem uma vez que aliada a divertida Janet, sua secretária de longa data. O vínculo dos dois, porém, extrapola a esfera profissional.
“Busquei fazer com que essa relação parecesse ter química para que o público acreditasse que eles se conhecem há dez anos”, diz Karen Rodriguez, a tradutor da personagem.
A atriz diz que atuar ao lado de Cage foi um duelo suplementar em razão do nervosismo que sentia. O artista, enfim, é um dos rostos mais conhecidos de Hollywood, o que pode intimidar muita gente. Em seguida as primeiras gravações, no entanto, o nervosismo deu lugar à surpresa. “O nível de expertise dele enriqueceu muito o meu trabalho.”
Outro parceiro importante do detetive é Robbie Robertson, um jornalista vivido por Lamorne Morris. Habituado a participar de tramas contemporâneas, o ator precisou de tempo para refletir sobre uma vez que erigir um personagem dos anos 1930.
“Levou algumas cenas para encontrar a força vocal do meu personagem e entender uma vez que ele se expressa, porque as gírias eram diferentes. Outrossim, eu improviso muito, logo tinha coisas que eu não podia falar”, diz o artista —laureado no Emmy uma vez que melhor ator coadjuvante pela série “Fargo”.
Enquanto a maior secção dos personagens de “Spider-Noir” guarda segredos, o repórter vivido por Morris quer revelar o que está escondido. Por isso, ele empreende uma espécie de cruzada contra a pataratice e a devassidão, problemas que o ator considera muito contemporâneos.
“São questões atemporais das quais nunca vamos evadir. Mas, tanto no pretérito quanto no presente, precisamos de pessoas que possam ser firmes em suas convicções para procurar a verdade.”





