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Parque Olímpico do RJ reduz pretensões esportivas 04/08/2026
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Parque Olímpico do RJ reduz pretensões esportivas – 04/08/2026 – Esporte

Dez anos em seguida o término dos Jogos do Rio de Janeiro, a prefeitura começa a dar os primeiros passos para entregar à gestão privada o Parque Olímpico da Barra da Tijuca, principal espaço do megaevento esportivo.

Na conferência com os planos iniciais, foram abolidas as pretensões de ampliar o Meio Olímpico de Treinamento do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e de erguer prédios na dimensão. No lugar, a intenção é erigir um parque temático ligado ao Rock in Rio, com resort, montanha-russa e roda gigante. O novo projeto, porém, já registra atrasos.

O ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmou que o novo padrão, em vias de oficialização, é melhor do que o planejado há dez anos.

“No início era para ser prédio, não vai ser mais. Foi uma adaptação para melhor do legado. Seria um monte de espigão numa dimensão já sufocada com problemas viários. Esse potencial construtivo vai ser distribuído pela Barra da Tijuca. Agora será um meio de entretenimento que vai trespassar. Essas coisas não acontecem em dez anos”, disse o ex-prefeito, que conduziu a preparação da cidade para os Jogos em seus dois primeiros mandatos (2009-2016).

O atual prefeito, Eduardo Cavaliere (PSD), disse que “poucas cidades no mundo conseguiram preservar e dar uso permanente ao legado de uma Olimpíada porquê o Rio”.

“O Parque Olímpico é um patrimônio da cidade, e estamos garantindo que ele cumpra exatamente o papel para o qual foi concebido: servir à população. Fizemos uma gestão responsável, reduzindo custos para o tributário, atraindo investimentos privados e preservando espaços fundamentais para o esporte de sobranceiro rendimento”, afirmou Cavaliere.

Quase todo o Parque Olímpico deve ser dirigido pela Rock World, empresa que organiza o Rock in Rio.

A empresa venceu a licitação para gerir a Estádio Carioca 1, o Velódromo e o Meio Olímpico de Tênis, equipamentos que ainda eram geridos pela prefeitura. Pagará uma outorga fixa de R$ 19,5 milhões.

Ela também faz segmento de um consórcio com o banco Genial Investimentos que planeja a construção de um parque temático de 385 milénio metros quadrados combinado a um meio de negócios.

O grupo quer explorar a dimensão que foi usada para a logística do evento, sem arenas. O projeto ainda depende de uma negociação com a Caixa Econômica Federalista e a concessionária Rio Mais, que construiu segmento do Parque Olímpico e inicialmente usaria os terrenos para a construção de prédios.

“A prefeitura cumpriu todas as etapas que cabiam ao poder público. Elaborou o projeto urbanístico, aprovou a legislação e criou todas as condições para que a Operação Urbana Consorciada pudesse ser implantada”, disse a prefeitura, em nota.

O município, porém, ainda não editou decreto regulamentando a operação urbana. O masterplan do projeto, que pela lei deveria ter sido entregue em julho, não foi oficializado.

“As etapas previstas estão sendo conduzidas de maneira gradual. A prefeitura mantém crédito na viabilidade da iniciativa e na concretização do projeto, que contribuirá para o desenvolvimento da região e para a valorização do legado olímpico”, afirmou em nota a Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos do município, responsável pelo projeto.

Os novos planos não contemplam investimentos esportivos prometidos à estação dos Jogos. Havia o projeto de construção de uma pista de atletismo e de alojamentos para atletas. O COB afirma que solicitou a obra ao município, que ainda não foi realizada.

“É importante lembrar que o Meio Olímpico de Treinamento nunca foi formado somente pelas Arenas 1, 2 e 3. O projeto sempre contemplou os equipamentos da Barra da Tijuca e de Deodoro. E se tornou veras. Hoje, o Parque Aquático Maria Lenk e a Estádio Multiuso (Farmasi Estádio) são usados permanentemente pelo COB. A Estádio Carioca 1 recebe competições nacionais e internacionais, porquê o Campeonato Pan-Americano de ginástica rítmica realizado oriente ano. O Velódromo mantém uma intensa programação esportiva, e a Vila Olímpica atende murado de 2.000 pessoas com a oferta de 33 modalidades esportivas e de lazer gratuitas para os cariocas”, afirmou a prefeitura, em nota.

A Estádio Carioca 2, que inicialmente seria usada para novidade dimensão de treinamento dos atletas olímpicos, vai se tornar um instituto federalista.

O COB afirma que chegou a julgar concorrer pela governo da Estádio Carioca 1, concedida à iniciativa privada, mas desistiu porque “não houve viabilidade financeira e operacional, pois exigiria um grande investimento para uma instituição sem fins lucrativos”.

Entre os estádios do Parque Olímpico, o principal “elefante branco” é o Meio Olímpico de Tênis, que ficou ocioso por quase todo o período de dez anos. Na maior segmento desta dezena, ele esteve sob governo do governo federalista. A redondel também está incluída no pacote da licença à Rock World.

“Desde que o município retomou o projeto de legado, a redondel [de tênis] voltou a ser utilizada pela população. Apesar de não receber grandes competições com a frequência de outros equipamentos, não significa que esteja sem função. A prefeitura, por exemplo, utiliza esse espaço em diversas atividades, porquê as colônias de férias promovidas para crianças e jovens”, declarou a gestão Cavaliere, em nota.

Tanto a Estádio 1 porquê o Meio de Tênis poderão ser explorados comercialmente pela novidade concessionária.

O Velódromo deve ser mantido para atividades esportivas e sociais. O sítio abriga o Museu Olímpico, que será dirigido pela Rock World. A redondel sofreu um incêndio em sua cobertura em abril. A prefeitura vai investir R$ 10,7 milhões para a reconstrução, com previsão de desenlace em seis meses.

A prefeitura tem também planos de usar o Meio de Mídia porquê um multíplice de datacenters voltado para perceptibilidade sintético. A teoria, porém, ainda se resume a um memorando de intenção.

A concretização dos projecto do legado só ocorreu nos últimos anos. O delonga se deveu, principalmente, ao desabrigo do planejamento feito pelo ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), que assumiu o município em 2017.

Paes retomou em 2021 o projecto de desmontagem da Estádio do Horizonte, que sediou a competição de handebol, para a construção de quatro escolas. Elas foram inauguradas ao longo de 2024, em Bangu, Campo Grande, Rio das Pedras e Santa Cruz, bairros da zona oeste. No mesmo ano, a Estádio 3 se converteu numa escola pública.

A piscina do Estádio Olímpico Aquático foi instalada num parque em Inhoaíba, também na zona oeste.

Folha

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