Fazer o gerenciamento permanente da secção elétrica da unidade de potência, poupar pneus e lastrar a trouxa aerodinâmica ideal virou uma espécie de malabarismo que o novo regulamento da F1 impôs aos pilotos nesta temporada. Na prática, o excesso de variáveis tem ausente os carros do limite e contribuído para corridas mais controladas do que disputadas.
“Queremos que os pilotos estejam acelerando ao sumo, principalmente na classificação, e isso não está acontecendo”, afirmou à Folha James Vowles, encarregado da Williams.
Para o britânico, posteriormente os três GPs que marcaram o início da temporada —Austrália, China e Japão —, é provável primar avanços importantes, principalmente na qualidade das corridas, mas também falhas que exigem ajustes imediatos.
“É bom ver que agora temos corridas de verdade. As três primeiras provas foram realmente muito boas. Se olharmos para o ano pretérito, no final da temporada, todos estavam exclusivamente seguindo uns aos outros com desempenho muito próximo”, explica Vowles.
Neste ano, a secção elétrica passou a responder por muro de 50% da potência totalidade dos motores híbridos, enquanto o restante continua vindo da esbraseamento. A novidade feitio obriga os pilotos a adotarem diferentes estratégias ao longo da volta para recarregar as baterias. Quando a trouxa elétrica se aproxima do termo, o coche perde bastante potência e velocidade.
“As regulamentações aerodinâmicas estão permitindo que os carros estejam mais perto do que antes, e a forma porquê estamos otimizando a pujança elétrica está permitindo ultrapassagens. Elas não são ultrapassagens fáceis, são um pouco imprevisíveis, mas geram boas disputas”, disse o encarregado da Williams.
Ao longo das primeiras etapas do calendário, foi generalidade testemunhar a ultrapassagens “iôiô”, onde os pilotos se revezaram em trocas constantes de posição, ocasionadas pela variação de trouxa nas baterias.
Max Verstappen, tetracampeão mundial, descreveu os carros de F1 de 2026 porquê “FE com esteroides”. Lando Norris, atual vencedor, também reprovou o novo regulamento e disse que o monoposto foi de “melhor da história” ao “provável pior”.
O principal problema identificado está no sistema de pujança. Em alguns momentos, principalmente nas retas, os pilotos precisam reduzir a velocidade para recarregar a pujança elétrica, o que compromete o desempenho e a lógica da pilotagem.
“Algumas ultrapassagens podem ser artificiais, mas não todas. Manobras porquê ultrapassar por fora na curva de número um em Xangai são reais e exigem habilidade. Já ultrapassagens fáceis em reta não são o ideal. Queremos manter o estabilidade: carros próximos, mas ultrapassagens que exijam coragem e habilidade”, afirma Vowles.
A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) divulgou alterações no regulamento da F1 em 2026 na última segunda (20). As mudanças estão divididas em quatro pontos: largadas, classificações, segurança durante as corridas e disputas na chuva
De entendimento com Vowles, F1, FIA e equipes discutiram muro de 55 propostas diferentes em reuniões nos dias 15, 16 e 20 deste mês. O objetivo é encontrar soluções ainda nesta temporada, sem esperar ciclos longos de mudança.
Entre as alternativas analisadas estão a redução da potência elétrica, o aumento da potência do motor a esbraseamento ou um novo estabilidade entre os dois sistemas. Todas buscam resolver o mesmo problema, ao evitar que os carros precisem desacelerar em momentos em que deveriam estar no sumo.
Para ele, o sistema se tornou excessivamente complicado, a ponto de nem sempre ser percebido pelos próprios pilotos. A teoria é tornar o comportamento do coche mais direto: quando o piloto exigir, o coche deve entregar bom desempenho.
Segundo a FIA, foram adotadas mudanças para evitar que um coche se aproxime rápido demais de outro, o que pode motivar acidentes, e para impedir diferenças bruscas de desempenho entre os veículos. Ou por outra, o uso de potência extra foi restringido para manter a disputa mais equilibrada.
Também foram implementadas melhorias voltadas à segurança em pista molhada para aumentar a visibilidade dos pilotos nessas condições. Um novo sistema foi desenvolvido para reduzir o risco de colisões quando um coche larga mais vagarosamente e outro vem logo detrás em maior velocidade —ele será testado em Miami e adotado oficialmente somente posteriormente análises técnicas.
“Precisamos encontrar uma solução que funcione em todos os circuitos, não exclusivamente em um”, afirma Vowles.
A próxima lanço da temporada acontece em Miami, nos Estados Unidos. A programação inclui uma corrida sprint –prova mais curta disputada no sábado (2), às 13h (de Brasília)–, além do Grande Prêmio, domingo (3), às 17h (de Brasília). O campeonato segue com provas no Canadá, nos dias 23 e 24 de maio. No totalidade, há 22 corridas previstas neste ano.





