O Ministério da Rancho detalhou nesta quinta-feira (30) porquê vai funcionar o novo sistema de cobrança de impostos da reforma tributária sobre o consumo, que permitirá o recolhimento automático dos tributos ligados ao consumo no momento do pagamento de uma compra. Chamado de split payment (pagamento dividido, em tradução livre), o protótipo começará de forma gradual.
No início, o split payment valerá unicamente para alguns meios de pagamento, porquê Pix, boleto e transferências. Cartões e vouchers (porquê tíquetes repasto e alimento) ficam para depois.
O recolhimento automático não incide sobre transferências entre pessoas físicas nem representa uma taxação do Pix.
A tributação incide na emissão de nota fiscal de uma compra de muito ou de serviço de uma empresa, porquê no protótipo atual. O que mudará é a forma de recolhimento dos tributos introduzidos pela reforma tributária, que substituirão os tributos atuais sobre o consumo.
A reforma tributária trocará quatro tributos atuais que incidem sobre as vendas por unicamente dois: a Imposto sobre Bens e Serviços (CBS) – tributo federalista, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) – administrados pelos estados e municípios.
O Ministério da Rancho publicou a regulamentação da cobrança da CBS nesta quinta-feira, e o Comitê Gestor do IBS publicou a regulamentação do IBS, com as mesmas regras para os dois textos.
A teoria mediano é simples: separar involuntariamente o valor do imposto no ato da compra, sem que a empresa precise recolher depois. Hoje, o consumidor paga o valor totalidade ao vendedor, que só posteriormente repassa o tributo ao governo.
Em entrevista coletiva, o ministro da Rancho, Dario Durigan, explicou que a implementação será gradual e com foco em adaptação das empresas.
“Estamos indo para uma novidade temporada, mas com muita tranquilidade”, afirmou. “Vamos estar em processo de adaptação, sem penalidades, com orientação, o que também garante um tirocínio e uma fluidez para o próximo ano.”
Porquê funciona o split payment
No novo protótipo, o imposto será descontado involuntariamente quando o pagamento for processado.
Em uma compra de R$ 100, por exemplo, se R$ 20 forem tributos, o sistema divide o valor no momento do pagamento. O cliente continua pagando R$ 100, mas R$ 80 vão para a empresa e R$ 20 são enviados diretamente ao governo.
Essa separação acontece no momento em que o pagamento é efetivado no sistema financeiro, quando o moeda sai da conta do comprador.
Quais meios de pagamento entram primeiro
Na temporada inicial, o sistema será restringido a meios mais simples e rastreáveis: Pix, boleto bancário e transferências eletrônicas.
Cartões de crédito, débito e vouchers ficarão de fora nesse primeiro momento e serão incluídos unicamente nas etapas seguintes.
Aliás, o uso do sistema poderá ser opcional no início e deve encetar, principalmente, em operações entre empresas.
Dois modelos de operação
O regulamento prevê duas formas de calcular quanto será separado de imposto: o protótipo padrão e o protótipo simplificado.
No chamado protótipo padrão, o sistema usa as informações da nota fiscal para calcular exatamente o valor do tributo daquela operação. Antes de liberar o pagamento ao vendedor, a instituição financeira consulta uma base de dados pública para saber quanto deve ser retido.
Já no protótipo simplificado, o operação é feito por estimativa. Em vez de usar o valor exato da operação, aplica-se um percentual pré-definido sobre o totalidade da compra. Esse percentual pode variar por setor ou empresa.
Esse protótipo será usado principalmente quando não houver informações completas na hora da transação.
O que acontece se houver erro
Se o sistema retiver imposto a mais, o valor deverá ser devolvido ao vendedor em até três dias úteis. Se reter a menos, a empresa continua responsável por remunerar a diferença.
Ou seja, o novo sistema automatiza o processo, mas não elimina a obrigação do tributário.
Compras parceladas
Nas vendas a prazo, o imposto não será cobrado de uma vez só. Em vez disso, será dividido ao longo do pagamento.
A cada parcela paga pelo cliente, uma secção proporcional do tributo será recolhida involuntariamente.
Essa lógica também vale para a antecipação de recebíveis, quando a empresa recebe o moeda antes do prazo por meio de bancos. Mesmo nesses casos, o imposto só é separado conforme o cliente paga cada parcela.
Expansão do sistema
O projecto do governo é ampliar gradualmente o split payment para todos os meios de pagamento e tipos de operação.
No horizonte:
- todos os sistemas de pagamento terão que se harmonizar;
- o protótipo passará a valer também para vendas ao consumidor final;
- o uso do sistema tende a se tornar obrigatório.
As instituições financeiras terão papel mediano nesse processo, sendo responsáveis por separar e repassar os valores dos tributos, embora não sejam responsáveis diretas pelo pagamento do imposto.
Por que o protótipo está sendo criado
O split payment faz secção da reforma tributária sobre o consumo, que substitui vários tributos atuais por um protótipo mais simples, fundamentado no chamado Imposto sobre Valor Confederado (IVA), formado pela CBS e pelo IBS.
O objetivo é:
- reduzir a sonegação;
- simplificar o pagamento de impostos;
- aumentar a transparência;
- integrar dados entre União, estados e municípios.
Em temporada de testes em 2026, a implementação do IVA começa, de vestimenta, em 2027, quando a CBS e o IBS entrarão no sistema.
Proteções sociais e setoriais
O regulamento detalha dispositivos da reforma tributária, porquê:
- Simples Pátrio, sem alterações estruturais;
- tratamento diferenciado para pequenos produtores, transportadores autônomos e nanoempreendedores;
- alíquotas reduzidas ou zero para saúde, instrução, cesta básica e outros;
- geração de critérios objetivos para o enquadramento de pessoas físicas porquê contribuintes nas operações com bens imóveis.
- cashback tributário: restituição de secção do imposto pago para famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico e com renda per capita de até meio salário-mínimo.





