A escritora portuguesa Lídia Jorge foi anunciada, nesta quinta-feira (2), uma vez que vencedora do prêmio Camões, o mais importante reconhecimento da literatura em português.
É a maior glorificação de sua curso. Aos 80 anos, a autora passou a ser editada recentemente no Brasil pela Autêntica Contemporânea, que publicou seu novo romance “Misericórdia” e relançou “Diante da Manta do Soldado”.
A portuguesa passou pelo Brasil no ano pretérito, quando foi convidada da programação da Feira do Livro, em São Paulo, e fez lançamentos em outras cidades uma vez que Brasília.
Antes, Lídia teve alguns de seus principais trabalhos editados na Record, uma vez que “A Costa dos Murmúrios”, romance que marcou sua curso ao abordar a vida em Moçambique desconstruindo a narrativa colonial, e “O Vento Assobiando nas Gruas”.
A obra da autora também foi publicada pelo braço brasiliano da editora LeYa e pela Peirópolis, especializada em infantis, que publicou “A Instrumentalina”.
Seu livro de estreia, de 1980, foi “O Dia dos Prodígios”, fantasia que aborda a Revolução dos Cravos e foi recebida uma vez que abre-alas de uma novidade temporada da literatura portuguesa.
“Misericórdia”, de 2022, deu um novo fôlego à recepção de Lídia, se tornando um best-seller na Europa ao abordar um lar de idosos com atenção sensível à vetustez e a uma jovem cuidadora brasileira. O romance tornou a autora a primeira portuguesa a vencer o prêmio Médicis, atribuído a livros traduzidos ao francesismo.
“A sua escrita, marcada por uma prosa poética densa, aborda o pretérito ditatorial de Portugal, a exigência feminina, o impacto das transformações históricas na vida cotidiana, o significado das revoluções, a êxodo, as tensões entre a sociedade moderna e pós-moderna, os conflitos entre gerações, as rupturas familiares, com um estilo literário de poderoso fardo lírica e foco na memória coletiva”, diz o expedido do júri do Camões, afirmando que a decisão pela vencedora foi unânime.
É a terceira vez seguida em que o Camões reconhece uma escritora mulher –depois da angolana Ana Paula Tavares em 2025 e da brasileira Adélia Prado em 2024–, uma sequência inédita para o prêmio.
Lídia é a décima mulher a lucrar a premiação, realizada desde 1989. Já foram reconhecidas autoras fundamentais uma vez que Lygia Fagundes Telles, Sophia de Mello Breyner Andresen e Rachel de Queiroz.
A vitória da autora vai de pacto com uma tradição recente do Camões de intervalar vencedores entre escritores brasileiros, portugueses e de países africanos lusófonos. O último português a levar o prêmio foi João Barrento, em 2023.
O reconhecimento pelo conjunto da obra inclui um prêmio de 100 milénio euros (muro de R$ 590 milénio), outorgado pela Instalação Livraria Pátrio, por meio do Ministério da Cultura brasiliano, e pelo governo de Portugal.
A vencedora foi definida por um júri internacional formado por dois críticos brasileiros, dois portugueses, um angolano e um guineense, que cumprem mandatos bienais.
SAIBA QUEM FORAM TODOS OS VENCEDORES DO CAMÕES:
2025 – Ana Paula Tavares, Angola
2024 – Adélia Prado, Brasil
2023 – João Barrento, Portugal
2022 – Silviano Santiago, Brasil
2021 – Paulina Chiziane, Moçambique
2020 – Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Portugal
2019 – Chico Buarque, Brasil
2018 – Germano Almeida, Cabo Virente
2017 – Manuel Feliz, Portugal
2016 – Raduan Nassar, Brasil
2015 – Hélia Correia, Portugal
2014 – Alberto da Costa e Silva, Brasil
2013 – Mia Couto, Moçambique
2012 – Dalton Trevisan, Brasil
2011 – Manuel António Pina, Portugal
2010 – Ferreira Gullar, Brasil
2009 – Armênio Vieira, Cabo Virente
2008 – João Ubaldo Ribeiro, Brasil
2007 – António Lobo Antunes, Portugal
2006 – José Luandino Vieira, Angola
2005 – Lygia Fagundes Telles, Brasil
2004 – Agustina Bessa-Luís, Portugal
2003 – Rubem Fonseca, Brasil
2002 – Maria Velho da Costa, Portugal
2001 – Eugênio de Andrade, Portugal
2000 – Autran Dourado, Brasil
1999 – Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal
1998 – Antonio Candido, Brasil
1997 – Pepetela, Angola
1996 – Eduardo Lourenço, Portugal
1995 – José Saramago, Portugal
1994 – Jorge Querido, Brasil
1993 – Rachel de Queiroz, Brasil
1992 – Vergílio Ferreira, Portugal
1991 – José Craveirinha, Moçambique
1990 – João Cabral de Melo Neto, Brasil
1989 – Miguel Torga, Portugal





