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Prêmio Camões 2026 vai para portuguesa Lídia Jorge 02/07/2026
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Prêmio Camões 2026 vai para portuguesa Lídia Jorge – 02/07/2026 – Ilustrada

A escritora portuguesa Lídia Jorge foi anunciada, nesta quinta-feira (2), uma vez que vencedora do prêmio Camões, o mais importante reconhecimento da literatura em português.

É a maior glorificação de sua curso. Aos 80 anos, a autora passou a ser editada recentemente no Brasil pela Autêntica Contemporânea, que publicou seu novo romance “Misericórdia” e relançou “Diante da Manta do Soldado”.

A portuguesa passou pelo Brasil no ano pretérito, quando foi convidada da programação da Feira do Livro, em São Paulo, e fez lançamentos em outras cidades uma vez que Brasília.

Antes, Lídia teve alguns de seus principais trabalhos editados na Record, uma vez que “A Costa dos Murmúrios”, romance que marcou sua curso ao abordar a vida em Moçambique desconstruindo a narrativa colonial, e “O Vento Assobiando nas Gruas”.

A obra da autora também foi publicada pelo braço brasiliano da editora LeYa e pela Peirópolis, especializada em infantis, que publicou “A Instrumentalina”.

Seu livro de estreia, de 1980, foi “O Dia dos Prodígios”, fantasia que aborda a Revolução dos Cravos e foi recebida uma vez que abre-alas de uma novidade temporada da literatura portuguesa.

“Misericórdia”, de 2022, deu um novo fôlego à recepção de Lídia, se tornando um best-seller na Europa ao abordar um lar de idosos com atenção sensível à vetustez e a uma jovem cuidadora brasileira. O romance tornou a autora a primeira portuguesa a vencer o prêmio Médicis, atribuído a livros traduzidos ao francesismo.

“A sua escrita, marcada por uma prosa poética densa, aborda o pretérito ditatorial de Portugal, a exigência feminina, o impacto das transformações históricas na vida cotidiana, o significado das revoluções, a êxodo, as tensões entre a sociedade moderna e pós-moderna, os conflitos entre gerações, as rupturas familiares, com um estilo literário de poderoso fardo lírica e foco na memória coletiva”, diz o expedido do júri do Camões, afirmando que a decisão pela vencedora foi unânime.

É a terceira vez seguida em que o Camões reconhece uma escritora mulher –depois da angolana Ana Paula Tavares em 2025 e da brasileira Adélia Prado em 2024–, uma sequência inédita para o prêmio.

Lídia é a décima mulher a lucrar a premiação, realizada desde 1989. Já foram reconhecidas autoras fundamentais uma vez que Lygia Fagundes Telles, Sophia de Mello Breyner Andresen e Rachel de Queiroz.

A vitória da autora vai de pacto com uma tradição recente do Camões de intervalar vencedores entre escritores brasileiros, portugueses e de países africanos lusófonos. O último português a levar o prêmio foi João Barrento, em 2023.

O reconhecimento pelo conjunto da obra inclui um prêmio de 100 milénio euros (muro de R$ 590 milénio), outorgado pela Instalação Livraria Pátrio, por meio do Ministério da Cultura brasiliano, e pelo governo de Portugal.

A vencedora foi definida por um júri internacional formado por dois críticos brasileiros, dois portugueses, um angolano e um guineense, que cumprem mandatos bienais.

SAIBA QUEM FORAM TODOS OS VENCEDORES DO CAMÕES:

2025 – Ana Paula Tavares, Angola

2024 – Adélia Prado, Brasil

2023 – João Barrento, Portugal

2022 – Silviano Santiago, Brasil

2021 – Paulina Chiziane, Moçambique

2020 – Vítor Manuel de Aguiar e Silva, Portugal

2019 – Chico Buarque, Brasil

2018 – Germano Almeida, Cabo Virente

2017 – Manuel Feliz, Portugal

2016 – Raduan Nassar, Brasil

2015 – Hélia Correia, Portugal

2014 – Alberto da Costa e Silva, Brasil

2013 – Mia Couto, Moçambique

2012 – Dalton Trevisan, Brasil

2011 – Manuel António Pina, Portugal

2010 – Ferreira Gullar, Brasil

2009 – Armênio Vieira, Cabo Virente

2008 – João Ubaldo Ribeiro, Brasil

2007 – António Lobo Antunes, Portugal

2006 – José Luandino Vieira, Angola

2005 – Lygia Fagundes Telles, Brasil

2004 – Agustina Bessa-Luís, Portugal

2003 – Rubem Fonseca, Brasil

2002 – Maria Velho da Costa, Portugal

2001 – Eugênio de Andrade, Portugal

2000 – Autran Dourado, Brasil

1999 – Sophia de Mello Breyner Andresen, Portugal

1998 – Antonio Candido, Brasil

1997 – Pepetela, Angola

1996 – Eduardo Lourenço, Portugal

1995 – José Saramago, Portugal

1994 – Jorge Querido, Brasil

1993 – Rachel de Queiroz, Brasil

1992 – Vergílio Ferreira, Portugal

1991 – José Craveirinha, Moçambique

1990 – João Cabral de Melo Neto, Brasil

1989 – Miguel Torga, Portugal

Folha

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