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Pussycat Dolls faz show para público nostálgico 31/10/2026
Celebridades Cultura

Pussycat Dolls faz show para público nostálgico – 31/10/2026 – Ilustrada

Duas décadas depois a formação, e entre idas e vindas de uma reunião, o The Pussycat Dolls fez seu primeiro show no Brasil, nesta sexta (30). Elas compensaram o tempo com acenos especiais ao país durante a apresentação, o que incluiu figurinos nas cores da bandeira brasileira, frases em português e uma escola de samba com rainhas de bateria no palco.

O grupo feminino que dominou as paradas nos anos 2000 se apresentou para metade da capacidade do Nubank Parque, em São Paulo. Elas cantaram e dançaram para fãs nostálgicos, que nunca tiveram a chance de ver por cá o grupo, separado em 2009. Mas as Dolls vieram com exclusivamente três das seis integrantes: Nicole Scherzinger, Ashley Roberts e Kimberly Wyatt.

O PCD, porquê também são chamadas, tinha anunciado uma reunião com cinco integrantes –sem a cantora Melody Thornton– e uma turnê mundial com três passagens no Brasil, em 2020. O retorno comemorado, porém, foi cancelado devido à pandemia de Covid. Na ocasião, lançaram “React”, primeiro single em 11 anos.

Uma vez que esquenta para a turnê que saiu do papel, “PCD Forever”, lançaram outro single, “Club Song”, porquê trio. “Não traga seu namorado para o clube”, cantam elas no início da música.

Os dois singles se somaram aos sucessos que formam os álbuns “PCD” (2005) e “Doll Domination” (2008) –porquê “Buttons”, “Don’t Cha”, “I Hate this Part” e “Stickwitu”– para inventar a setlist desta sexta-feira, que destacou ainda músicas da curso solo de Nicole Scherzinger.

O trio subiu ao palco com meia hora de demora, vestindo calças e jaquetas largas nas cores da bandeira do Brasil. Depois de festejar a reunião e a “redefinição” do Pussycat Dolls com frases e fotos delas quando crianças nos telões, cantaram o hit “When I Grow Up”, acompanhadas de meia dúzia de dançarinos.

Minutos depois, arrancaram as roupas folgadas para dar lugar a collants transparentes, que cobriam exclusivamente as principais partes do corpo com muito cintilação. Fizeram milhares na plateia, formada sobretudo por millennials, gritar que não precisam de um varão em “I Don’t Need a Man”.

Num dos pontos altos da apresentação, levaram uma dúzia de fãs para dançar “Buttons”, que representaram muito a missão. Em “Don’t Cha”, que encerrou a noite, levaram instrumentistas de uma escola de samba e rainhas de bateria dançaram no palco com elas.

O trio, hoje na filete dos 40, exibiu os elementos que tornaram o Pussycat Dolls popular: as performances sexy e as músicas acompanhadas por coreografias em cima de salto cocuruto, com muito rebolado, espacates e bateção de cabelo. Elas dançaram em cima da mesa, de cadeiras, fizeram quatro trocas de figurinos, sempre justíssimos e mínimos.

A formação atual, por outro lado, dá ainda mais a sensação de “Nicole Scherzinger e dançarinas”. É ela que comanda os vocais. Ashley e Kimberly se dedicam à dança e surgem porquê backing vocal pontualmente.

Cada uma ganha uma performance solo. Nicole, que ganha minutos a mais, apresentou a música que lhe rendeu um Tony pela peça “Sunset Boulevard”. Mais recentemente, ela se reinventou porquê atriz de teatro músico. Com o término do grupo, ela se dedicou à curso solo e teve longos períodos porquê jurada dos programas The X Factor e The Masked Singer.

O The Pussycat Dolls surgiu inicialmente em 1995, porquê um grupo de dança burlesca, fundado pela coreógrafa Robin Antin –que fez uma participação peculiar e subiu ao palco. Elas conseguiram chegar ao estrelato com a soma de Scherzinger, em 2003, que se tornou a vocalista principal.

A formação que se popularizou nos anos 2000 era composta, além de Scherzinger, por Ashley Roberts, Carmit Bachar, Jessica Sutta, Kimberly Wyatt e Melody Thornton. As Dolls fizeram grande sucesso mercantil, com faixas dominando as rádios e canais de TV de música ao volta do mundo.

Em 2010, veio o proclamação definitivo da separação, depois saídas de integrantes e brigas internas. Anos depois, a fundadora chegou a processar Nicole Scherzinger, alegando quebra de contrato.

O Pussycat Dolls retorna num momento em que o público também sente falta de grupos femininos do pop –que teve nomes populares porquê Spice Girls, Destiny’s Child e, das últimas gerações, Little Mix e Fifth Harmony, todos descontinuados.

Esse espaço vazio é hoje preenchido por formações que saíram da indústria do k-pop: Blackpink e Katseye. Estas últimas têm adotado uma estética que remete ao PCD, com figurinos mínimos e coreografias recheadas de rebolados.

Folha

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