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Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado
Brasil

Semana Mundial do Aleitamento Materno marca início do Agosto Dourado

A Semana Mundial do Lactação Materno (SMAM) traz porquê tema em 2026 Amamentação para um prelúdios de vida sustentável: fortaleça o que funciona, uma diretriz internacional da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA) que orienta as mobilizações do Agosto Dourado.

O Ministério da Saúde reforça que a proteção, a promoção e o escora à amamentação ocorrem de forma ampliada neste mês. “O amamentação materno é fundamental para a nutrição adequada, a garantia da segurança cevar e a redução da pobreza no país.

O tema da amamentação voltou a ser a verdade da Lorrany Duarte com o promanação da pequena Elisa, há uma semana.


Brasília (DF), 30/07/2026 - Lorrany Duarte recebe atendimento no banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 30/07/2026 - Lorrany Duarte recebe atendimento no banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Lorrany Duarte recebe atendimento no banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga- Marcelo Camargo/Filial Brasil

Mãe pela segunda vez, Lorrany quer oferecer seu leite em livre demanda, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses, para que a filha cresça saudável. “Desenvolve mais a moçoilo e a isenção fica sem problemas.”

O libido da dona de moradia vem escoltado da memória da vivência da primeira filha, há 9 anos, que, com um mês de vida, passou a ser alimentada com fórmula infantil em substituição ao leite materno. “Ela sempre foi muito debilitada, passava mal, sempre ficava doente e demorou muito tempo para crescer, para se desenvolver”, lamentou.

Para superar as dificuldades iniciais para amamentar a segunda filha, a dona de moradia tem exposto com o escora e a experiência da mana mais velha Marielly Duarte, mãe de três crianças.

De olho na sobrinha, Marielly incentiva a mana a teimar no amamentação para não repetir a história anterior. “Eu já tirei um monte de leite dela na petardo [de sugar o leite]. É melhor do que tirar na mão. Agora, uma semana depois, já está saindo rapidinho. Tornou-se mais fácil”


Brasília (DF), 30/07/2026 - Marielly Duarte e Lorrany Duarte recebem atendimento no banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Brasília (DF), 30/07/2026 - Marielly Duarte e Lorrany Duarte recebem atendimento no banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Marielly Duarte e Lorrany Duarte recebem atendimento no banco de leite humano do Hospital Regional de Taguatinga – Marcelo Camargo/Filial Brasil

Fórmulas infantis

Em entrevista à Filial Brasil, a presidente do Departamento Científico de Lactação Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (DCAM-SBP) Rossiclei Pinho alertou para os obstáculos impostos pela desinformação e, sobretudo, pelo assédio mercantil da indústria a médicos para récipe de fórmulas infantis para lactentes e crianças da primeira puerícia e a pressão sobre as famílias.

“O que a gente percebe é que há um marketing muito grande dizendo que essas fórmulas substituem o leite materno, e não substituem. […] É o lobby na porta do hospital, nas redes sociais, nos consultórios, nas datas festivas. Essas indústrias de vitualhas tentam de várias formas fazer um assédio ao profissional de saúde”, constata.

Exceções para prescrever fórmulas

A fórmula é segura e necessária unicamente quando há recomendação de um pediatra ou nutricionista, diz a perito.

A pediatra classifica as fórmulas infantis porquê vitualhas ultraprocessados voltados a situações específicas, porquê nos casos em que a mãe possui contraindicação médica para amamentar (porquê a mãe que vive com HIV), situações que não pode realizar o amamentação, ou não obtém sucesso no processo e, ainda bebês que têm alergias. 

“Só quem pode prescrever fórmula infantil até um ano de idade é um médico, de preferência um pediatra ou nutricionista. Só que a mãe chega, hoje, em uma farmácia e compra a fórmula que quiserem, que qualquer profissional prescreve.

Rossiclei Pinho aponta que, nos últimos cinco anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria tem investido no fortalecimento da formação acadêmica e médica dos próprios pediatras, principalmente, sobre os critérios na récipe de fórmulas infantis, domínio do manejo prático da amamentação, diante de complicações porquê dor, fissuras mamilares ou ingurgitamento (“leite empedrado”). “O leite materno vai ser o melhor para o resto da vida da moçoilo”, destacou a Dra. Rossiclei Pinho.

Redução de custos

A pediatra destaca também o ponto de vista socioeconômico da promoção do amamentação humano, que  alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU):

“A família tem uma redução dos custos financeiros, visto que não vai precisar comprar fórmulas nem medicamentos, já que esse bebê vai permanecer menos doente, e também vai ter menos carência ao trabalho. Por termo, a mãe vai conseguir se programar melhor na vida futura para seu retorno ao trabalho, já que o rebento dela vai estar mais saudável, listou a dra. Rossiclei Pinho.

Proteção permitido

No Brasil, existe a Norma Brasileira de Comercialização de Provisões para Lactentes e Crianças de Primeira Puerícia (NBCAL), amparada pela Lei 11.265/2006, que proíbe o recebimento de patrocínios financeiros ou materiais por médicos em pessoa física.

Adicionalmente, a legislação impede a propaganda de mamadeiras, bicos artificiais e chupetas, veda a distribuição destes produtos a recém-nascidos de cimeira risco e determina que as embalagens destes não utilize fotos de crianças e frases que induzam à incerteza quanto à capacidade das mães de amamentarem seus filhos.

As determinações vão ao encontro dos alertas da Sociedade Brasileira de Pediatria de que o uso de bicos artificiais (porquê mamadeiras e chupetas) pode comprometer a amamentação, causando:

  • A confusão de bicos, por modificar a mecânica de sucção da moçoilo com o ponta sintético
  • Menor incitação para a produção de leite
  • Desmame precoce.

“Nós desestimulamos o uso de bicos que possam competir com a amamentação, que são as chupetas e as mamadeiras”, destacou a representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, Rossiclei Pinho.

O que funciona

 A Semana Mundial do Lactação Materno de 2026 tem o objetivo de substanciar a premência de reconhecer, valorizar e ampliar estratégias que já demonstraram resultados positivos na proteção, promoção e escora ao amamentação materno.

Em agosto de 2024, o Brasil assumiu o compromisso de atingir 70% de amamentação materno individual nos primeiros seis meses de vida até 2030 — meta mais subida do que os 60% de amamentação exclusiva no peito até os seis meses de idade, fixados pela Câmara Mundial da Saúde, em novembro do mesmo ano.

O histórico brasílico é de avanços. O país saltou de 4,7% de amamentação individual na dez de 1980 para 45,8% em 2019, conforme dados da primeira edição do Estudo Vernáculo de Nutrição Infantil (Enani), coordenado pela Universidade Federalista do Rio de Janeiro.

A pesquisa vernáculo de base domiciliar tem porquê objetivo calcular as práticas de amamentação, o consumo cevar e o estado nutricional de crianças de até seis anos (72 meses). Em 2025, a pesquisa ainda está em tempo de coleta de dados, realizando visitas a famílias com filhos de até 6 anos em todo o Brasil.

A representante da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o aumento regular da amamentação humana no país comprova a eficiência das políticas públicas consolidadas, porquê a Política Vernáculo de Atenção Integral à Saúde da Párvulo.

“Nossas políticas públicas estão interligadas com todo o contexto do atendimento da moçoilo. Hoje, por exemplo, o amamentação materno é uma estratégia de saúde pública para diminuir a mortalidade infantil, a mortalidade materna, diminuir a desigualdade social. Todo esse entrada a informações é uma política pública”.

Fonte EBC

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