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'Sinhá Moça', 'Rei do Gado', 'Terra Nostra': relembre novelas de
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'Sinhá Moça', 'Rei do Gado', 'Terra Nostra': relembre novelas de Benedito Ruy Barbosa

‘Terreno Nostra’, ‘Sinhá Moça’: as novelas marcantes de Benedito Ruy Barbosa
O dramaturgo e plumitivo Benedito Ruy Barbosa, responsável de novelas uma vez que “Pantanal” e “Terreno Nostra”, morreu nesta terça-feira (7) em São Paulo. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor).
Espargido por verdadeiras sagas, o dramaturgo construiu histórias que atravessam o universo rústico brasiliano, exploram a volubilidade cultural – com interesse próprio na imigração italiana – e apresentam amores intensos.
Seu legado inclui tramas icônicas uma vez que “Meu Pedacinho de Soalho” (1971), “Pantanal” (1990), “O Rei do Manada” (1996) e “Terreno Nostra” (1999), marcadas por protagonistas de “bom caráter, formalidade para a luta, crença em valores positivos” – uma vez que o próprio determinou.
O g1 separou 10 novelas para você saber melhor a obra de Benedito Ruy Barbosa:
‘Paraíso’
Exibida entre 1982 e 1983, a trama girou em torno da paixão entre o peão José Eleutério (Kadu Moliterno), o “Fruto do Diabo”, e Maria Rita (Cristina Mullins), a “Santinha”. Eles vivem no interno em meio a lendas locais, boatos de milagres e fortes disputas políticas entre os seus pais.
Santinha e Zé Eleutério vivem um conturbado romance referto de idas e vindas. Posteriormente ela quase se matrimoniar com outro devido a uma promessa religiosa, ela abandona o nubente no altar para terminar nos braços de seu verdadeiro paixão.
‘Cabocla’
Destaque nos anos 1970, a romance se passa nos anos 1920, destacando a história de Luís Jerônimo (Fábio Jr.), que deixa o Rio de Janeiro para tratar uma pneumonia e acaba conhecendo e se apaixonando pela cabocla Zuca (Gloria Pires).
A história também destaca a poderoso disputa pelo poder político regional entre os influentes coronéis Boanerges (Cláudio Corrêa e Castro) e Justino (Gilberto Martinho).
‘Pantanal’
Sucesso que ganhou releitura na TV Orbe em 2022, a primeira versão foi transmitida na extinta Rede Manchete.
A história retrata o pecuarista José Leôncio (Cláudio Marzo) tentando se reaproximar do fruto urbano, Jove (Marcos Winter), que volta ao Pantanal posteriormente anos. O rapaz, que é vegano, choca o pai rústico e se apaixona por Juma Marruá (Cristiana Oliveira), jovem arredia que carrega a mito de se transformar em onça.
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‘Renascer’
Outra romance de Benedito Ruy Barbosa que fez sucesso nos anos 1990 e ganhou releitura em 2024.
Nela, o coronel do cacau José Inocêncio (Antônio Fagundes) rejeita o fruto caçula, João Pedro (Marcos Palmeira), culpando-o pela morte da mãe no parto. O ruína entre eles cresce quando o pai se apaixona e se vivenda com Mariana (Adriana Esteves), namorada e macróbio paixão de João Pedro.
‘O Rei do Manada’
Antonio Fagundes em cena de ‘O Rei do Manada’
Cida Souza/TV Orbe
Envolta na histórica rivalidade entre os Mezenga e os Berdinazi, a obra traz um marcante debate social sobre a reforma agrária através dos sem-terra.
O tecido de fundo é a paixão entre o pecuarista Bruno Mezenga (Antônio Fagundes) e a boia-fria Luana (Patricia Pillar). Ela perdeu a memória em um acidente e nem imagina que pertence à linhagem da família rival.
‘Terreno Nostra’
Ana Paula Arósio em cena de ‘Terreno Nostra’
Jorge Baumann/TV Orbe
No término do século XIX, os jovens italianos Matteo (Thiago Lacerda) e Giuliana (Ana Paula Arósio) se apaixonaram a bordo de um navio rumo ao Brasil.
Ao desembarcarem para trabalhar no moca, eles se perdem e enfrentam uma jornada enxurro de mentiras para se reunirem.
‘Esperança’
Mais uma romance com personagens de origem italiana, “Esperança” retrata os anos 1930, sob o impacto da Grande Depressão.
Na obra, o jovem italiano Toni (Reynaldo Gianecchini) imigra sozinho para o Brasil em procura de uma vida melhor, posteriormente o pai rico de sua querida, Maria (Priscila Fantin), proibir o romance. Prenhe, ela acaba forçada a matrimoniar com outro.
A história do responsável que mais retratou o mundo rústico nas novelas
‘Sinhá Moça’
Lucélia Santos, Marcos Paulo e Sérgio Viotti em “Sinhá Moça”
Ror
No clássico da teledramaturgia exibido pela primeira em 1986 e ambientado no período escravocrata do Brasil, Sinhá Moça (Lucélia Santos) retorna ao interno paulista e passa a confrontar o pai escravocrata, o Barão de Araruna (Rubens de Falco).
Defensora da liberdade, ela se apaixona pelo libertador Rodolfo (Marcos Paulo), sem saber que ele liberta escravos secretamente à noite.
‘Velho Chico’
Lucy Alves e Domingos Montagner em cena de “Velho Chico”
Orbe/Estevam Avellar
Veiculada em 2016 e última romance do responsável, a trama foca na disputa por terras e poder entre famílias nos anos 1960.
Maria Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner) vivem um paixão proibido que resulta na gravidez dela, mas o fruto, Miguel, é criado por outro varão posteriormente mentiras.
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Trajetória
O mais velho entre cinco irmãos, Ruy Barbosa nasceu em Gália, no interno de São Paulo, em 1931, e passou a puerícia na vizinha Vera Cruz, uma região de cafezais habitada por imigrantes japoneses e italianos.
Com a morte precoce do pai, precisou trabalhar desde cedo para ajudar a família. Ao longo da juventude, trabalhou uma vez que facilitar em uma firma mercantil, vendedor de verduras e faxineiro, até conseguir um trabalho uma vez que revisor no jornal “Estado de S. Paulo”.
Responsável Benedito Ruy Barbosa
João Miguel Júnior/TV Orbe
O palato pela escrita levou Benedito a produzir seu primeiro romance, “Queima Insensível”, que foi adequado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte, primórdio de sua trajetória uma vez que roteirista.
Sua estreia na televisão aconteceu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por emissoras uma vez que Excelsior, Record e TV Cultura. Em 1971, escreveu “Meu Pedacinho de Soalho”, romance produzida por uma parceria da Cultura com a Orbe e exibida por ambas.
Cinco anos depois, assinou com a Orbe, onde deu início a uma sequência de sucesso na fita das 18h. Nessa idade, adaptou o romance de Ribeiro Couto em “Cabocla” (1979).
Em 1990, ao se transferir para a TV Manchete, Benedito escreveu “Pantanal”, que inovou ao utilizar locações externas e explorar a cultura e os mistérios do bioma brasiliano.
Com o sucesso, retornou à Orbe para redigir “Renascer” (1993), trama ambientada no interno baiano e marcada pelo duelo de gerações do coronel José Inocêncio. Ambas seriam refilmadas décadas depois, escritas por seu neto, Bruno Luperi.
Com “O Rei do Manada” (1996), Benedito abordou a rivalidade entre duas famílias de imigrantes italianos, enquanto discutia temas uma vez que a posse de terreno e a reforma agrária.
Já em “Terreno Nostra” (1999), retratou o drama dos italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX.
Benedito Ruy Barbosa
Reprodução/TV Orbe
Ruy Barbosa também revisitou suas próprias obras. Em 2006 e 2014, assinou as refilmagens de “Sinhá Moça” e “Meu Pedacinho de Soalho”.
Na versão enxurro de cores da segunda obra, declarou que finalmente conseguiu colocar no ar ideias que a Repreensão havia barrado na primeira versão, durante a ditadura militar.
Em 2016, escreveu “Velho Chico”, ambientada na fictícia cidade de Grotas do São Francisco, no sertão nordestino. A romance trouxe um embate de gerações e a disputa por terreno e poder no interno do Brasil.
“Antes de mais zero, uma romance precisa ter uma grande história de paixão”, definiu Benedito Ruy Barbosa em prova ao Memória Orbe.
Benedito Ruy Barbosa
TV Orbe

Fonte G1

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