Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

Thélyson Orélien: Editora rompe com escritor por uso de IA
Celebridades Cultura

Thélyson Orélien: Editora rompe com escritor por uso de IA – 23/10/2026 – Ilustrada

A editora canadense Boréal rompeu a parceria com o noticiarista haitiano-canadense Thélyson Orélien posteriormente concluir que há indícios do uso de lucidez sintético no seu romance “C’Était Ça ou Mourir”. A decisão ocorre semanas posteriormente o livro ser retirado da lista de semifinalistas do Goncourt, o maior prêmio da literatura em francesismo.

A polêmica começou em 21 de setembro, quando uma conta anônima no X afirmou ter submetido o romance ao Pangram, programa de detecção de IA. “Testamos vários trechos, de diferentes partes do manuscrito, e obtivemos quase sempre o mesmo resultado: 100% IA.”, dizia a publicação.

Dois dos responsáveis por essa conta foram posteriormente identificados porquê Samuel Fitoussi, colunista do jornal francesismo Le Figaro, e Pierre-Thomas Eckert, pesquisador da universidade espanhola Villanueva.

A criminação ganhou repercussão na prensa francesa, com diferentes veículos divergindo sobre o provável uso de IA na obra.

Orélien sofreu mais um baque quando o jornal Libération recuperou um texto seu de 2012, que no prefácio plagiava o livro “O Despertar dos Mágicos”, de Louis Pauwels e Jacques Bergier, originalmente publicado em 1960.

Com isso, o Goncourt retirou Orélien da disputa, afirmando em expedido que “os plágios dos quais o responsável foi culpado ao longo do tempo e que acabam de ser revelados, assim porquê os resultados convergentes de diversas análises realizadas por pesquisadores e jornalistas confiáveis, que apontam que [o livro] é, muito provavelmente, em grande secção, resultado de lucidez sintético”.

Na ocasião, a editora Boréal respondeu publicamente que era importante não tirar conclusões precipitadas: “Infelizmente, neste momento, não podemos confirmar nem negar as acusações que pesam sobre o responsável.”

Nesta semana, no entanto, a Boréal voltou a falar sobre o caso com um novo posicionamento. Em seguida uma investigação mais aprofundada, a editora confirmou indícios de que lucidez sintético foi usada no processo de escrita e afirmou que não fará novas tiragens do livro nem publicará outras obras de Orélien.

Em nota, a editora afirmou que o responsável se recusou a fornecer documentos para a estudo. A Boréal reuniu, logo, as versões do romance que tinha e encomendou uma estudo externa, a qual identificou vestígios de marcadores de IA nos metadados de alguns arquivos.

“Para nós, a questão fundamental é a crédito entre autores e editores. Em seguida o surgimento das acusações, continuamos confiando em Thélyson Orélien, que nos assegurava nunca ter recorrido à tecnologia. Essa certeza foi agora desmentida. Nessas circunstâncias, não podemos dar ininterrupção à nossa relação profissional.”

Ao longo de todas as acusações, Orélien disse não ter usado IA na escrita. No primórdio do mês, em expedido enviado à AFP, o responsável chamou as acusações de “calúnia e heresia”.

Ele afirmou ter usado ferramentas de IA para pesquisa, principalmente para expressões estrangeiras. “Nenhuma frase deste livro foi criada por uma máquina, tampouco o sentido ou a estrutura de uma história que vem das minhas vísceras.”

“C’Était Ça ou Mourir” (em tradução livre, “era isso ou morrer”) já vendeu mais de 35 milénio exemplares e venceu os prêmios franceses Fnac, Méduse e Plume.

A obra narra, em primeira pessoa, a trajetória de um professor que deixa o Haiti em meio à violência de gangues e entra em uma jornada perigosa atravessando 12 países até encontrar refúgio no Canadá.

Em sua enunciação mais recente sobre o caso, durante o festival Les Correspondances, na França, Orélien disse que vai se recolher até que as coisas se acalmem. “Há um libido não exclusivamente de estrebuchar o livro, mas sobretudo a minha voz.”

Acusações de uso de lucidez sintético estão se tornando cada vez mais comuns no mundo literário.

Neste ano, outros casos de repercussão foram o de Jerry Falade, responsável de “Call Me, I’ll Hide the Body” que teve o livro cancelado pelo próprio agente nos Estados Unidos; Mia Ballard, que viu seu “Shy Girl” ser retirado das prateleiras do Reino Unificado pela editora; e H.M. Wolfe, que teve o sucesso de seu livro “Daggermouth” questionado posteriormente suspeitas levantadas pela revista americana The Atlantic.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *