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Todo o dinheiro do mundo está nos EUA, diz cartola
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Todo o dinheiro do mundo está nos EUA, diz cartola da CBF – 24/06/2026 – Esporte

Do terraço do escritório no décimo marchar do prédio 2020 Ponce, em Coral Gables, Bruno Costa aponta para diferentes direções da paisagem. Depois de quase uma hora de entrevista, o diretor do escritório da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) em Miami tenta transformar em imagem o argumento que justifica a presença física da entidade nos Estados Unidos.

Sem interromper seu raciocínio, ele indica onde ficam os escritórios da Fifa (Federação Internacional de Futebol), da Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Setentrião, da América Meão e Caribe) e o consulado brasílio. Adiante no horizonte, também é provável ver o estádio do Inter Miami, atual time do planeta prateado Lionel Messi.

“Tudo está cá”, resumiu à Folha.

A região representa em Miami um papel semelhante ao dos bairros corporativos de São Paulo, concentrando escritórios, bancos, consulados e sedes de multinacionais. “Os maiores bancos americanos e do mundo estão cá. É uma vez que se fosse a Faria Lima de Miami”, comparou, antes de dar outra dimensão. “Todo o moeda do mundo está cá nos Estados Unidos.”

A escolha do sítio, feita pelo próprio diretor, teve essa vizinhança uma vez que fator determinante. O espaço foi inaugurado em agosto do ano pretérito.

Quase um ano depois, ao reportar os resultados obtidos desde a inauguração, o dirigente preferiu evidenciar ganhos institucionais e de relacionamento. Não apresentou, porém, números sobre contratos fechados, receitas geradas, investidores atraídos ou recursos efetivamente direcionados ao futebol brasílio por meio do escritório.

Segundo ele, um dos “objetivos centrais” é conectar investidores americanos com clubes e federações do Brasil. Vice-presidente da Federação de Futebol do Estado de Rondônia, o dirigente explicou que sua função é apresentar as melhores oportunidades no futebol brasílio levando em conta as diferenças regionais.

“É importante mostrar que existe um ecossistema inteiro além dos grandes clubes. Em muitos estados, investimentos relativamente pequenos podem gerar enorme impacto social, esportivo e de visibilidade”, afirmou.

Costa sustentou que o principal valor da operação está na geração de uma rede de contatos capaz de aproximar a CBF de entidades esportivas, empresas e governos. “As pessoas sabem que, se chegarem até nós, a mensagem vai chegar ao departamento claro”, disse.

Apesar da localização estratégica e do oração de internacionalização, a estrutura física é enxuta. Costa afirma ser o único funcionário fundamentado permanentemente em Miami. Segundo ele, os demais departamentos da CBF utilizam o espaço de forma eventual, quando estão nos Estados Unidos.

“Cá é uma embaixada realmente. Eu toco o escritório. Minha esposa ajuda no pacote, uma vez que eu falo. Ela ajuda. Não é funcionária”, disse o dirigente. “Porquê se fosse a primeira-dama”, brincou.

Enquanto o dirigente concedia a entrevista, Marcela Costa, esposa de Bruno, coordenava a organização de um evento no escritório, marcado para a noite desta terça-feira (23), quando os patrocinadores da seleção brasileira visitariam o sítio –véspera do confronto entre Brasil e Escócia, em Miami, pela última rodada da temporada de grupos da Despensa.

Ao comentar sobre a relação da CBF com os parceiros, Bruno Costa fez uma conferência direta com a estratégia mercantil da AFA (Associação Argentina de Futebol), que também mantém presença em Miami e intensificou sua atuação internacional depois o título conquistado na Despensa do Mundo de 2022.

“A AFA aproveitou o momento do Messi. A CBF tem que espancar na marca Brasil”, afirmou. “Eles estão num momento de parabéns, mas batem muito no ‘Messi, Messi, Messi’. A CBF não pode permanecer presa exclusivamente a um jogador”, criticou.

Posteriormente a conquista, e pela força global da imagem de Lionel Messi, a AFA passou a estruturar uma expansão mercantil mais agressiva fora do país, com início de frentes internacionais, aproximação de mercados estratégicos e fortalecimento de acordos de patrocínio. A chegada de Messi ao Inter Miami, em 2023, ajudou nesse processo.

No lado brasílio, insiste Costa, a lógica tem de ser dissemelhante. A internacionalização não deve depender de um desportista, mas da consolidação da marca institucional da seleção.

É nesse ponto que ele conecta o debate ao futebol feminino. Segundo ele, o mesmo padrão de presença internacional pode ser decisivo para a próxima lanço de desenvolvimento da modalidade, principalmente no mapeamento de atletas formadas fora do Brasil.

O escritório em Miami, ele afirma, já funciona uma vez que ponto de reparo e conexão com jogadoras com dupla nacionalidade ou formação no sistema universitário americano.

“É um fluxo que pode lucrar ainda mais relevância no ciclo que antecede a Despensa do Mundo feminina de 2027, no Brasil”, afirmou.

Folha

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