No fisiculturismo, meses de preparação para uma competição podem ser arruinados caso a finalização –período que contempla a semana anterior ao campeonato– não saia conforme o planejado. Nessa tempo, o desportista já apresenta o mesmo nível de gordura corporal que apresentará em cima do palco e não há tempo para erigir mais tamanho muscular. Portanto, a única manipulação que pode ser feita é a de chuva.
Para isso, os fisiculturistas passam por um déficit calórico extremo e realizam manobras incomuns, uma vez que por exemplo a hiperidratação. Breno Penna Freire, mais divulgado uma vez que Tenente Breno, conta em entrevista à pilastra (realizada em 12 de agosto, três dias antes do Musclecontest Rio Pro, onde ele competiu) que chegou a tomar 10 litros de chuva em unicamente um dia –estratégia aliada a um déficit quotidiano de praticamente 3.000 calorias.
A reportagem esclarece que estratégias usadas por atletas profissionais nunca devem ser reproduzidas pelo público universal. É preciso consultar e ter seguimento de um médico especializado ao adotar qualquer prática para lucro de tamanho muscular ou para emagrecer.
“O meu preparador trabalha da seguinte forma: a partir de domingo [partindo do pressuposto de que a competição ocorra no sábado seguinte], 10 litros de chuva. Amanhã [dia 13] começa a reduzir. Provavelmente, já cai pela metade. Na sexta-feira [14, véspera da competição], uns 2 litros. No dia do show a gente praticamente não bebe chuva. Só imediatamente antes de subir no palco, onde fazemos a chamada petardo de sódio”, afirma o fisiculturista da categoria Classic Physique.
Durante a conversa, o desportista e militar de Belo Horizonte também explica a dieta severa: “Eu sou um rostro cumeeira e consigo preservar muita tamanho muscular, o que me possibilita manducar pouco para perder gordura sem sacrificar meus músculos. Logo tenho que fazer alguns dias com carboidrato muito ordinário. São refeições de unicamente proteínas e vegetais (…) Tenho 1,88 m de profundidade, meu gasto calórico basal é de aproximadamente 4 milénio calorias. No treino, vai aí um gasto de praticamente 800 calorias, e eu estou comendo unicamente 2 milénio calorias”.
Treino
Na última semana antes do campeonato, a sessão de musculação também pode mudar. Isso porque o corpo do competidor se encontra sob muito estresse e com um aporte calórico extremamente ordinário, o que deixa o desportista numa situação delicada. Geralmente, o volume (número de séries) é reduzido para que a intensidade (cargas utilizadas) possa ser mantida.
“Até sábado, o meu treino foi 100% normal. A única coisa que eu faço é reduzir um pouco as séries válidas. Eu fazia só uma série válida de cada treino, mas tentando manter a trouxa para manter a densidade”, conta Breno.
Ele também descreve a sua ramificação de treinos para esse momento: “Na segunda-feira, fiz peito e ombro. Terça-feira, costas e ulterior de ombro. Hoje fiz um treino de braço completo e abdômen. Amanhã, farei um treino com um ou dois exercícios de peito, um ou dois de costas e um de ombro. Depois, não tem mais treino (…) Nessa semana final, a gente mantém um treino mais rápido, com intensidade subida, mas não tão subida, porque agora não vai mais fabricar músculo”.
O indumento do desportista não ter citado o treino de membros inferiores pode motivar estranheza, mas essa também é uma estratégia comumente utilizada. Geralmente, os fisiculturistas não estimulam as pernas nos dias que antecedem a competição com o objetivo de acumularem o mínimo verosímil de líquidos nessa região, o que é lucrativo para o aprofundamento das divisões musculares: “No sábado, fiz meu último treino de perna, que é justamente para poder dar essa semana final de folga. A perna desinflama”.
O desportista mineiro, entretanto, alega que esse tipo de manobra varia de fisiculturista para fisiculturista. “Tudo depende da estratégia do desportista e de uma vez que ele responde. Uma vez que eu tenho um conjunto de pernas que é muito bom, o que sempre funcionou comigo foi tirar o treino faltando uma semana antes do show, mas alguns preferem manter. Aqueles que têm um pouco de deficiência de perna fazem mais um treino, porque ele perde um pouco de namoro, mas ganha um pouco de volume. Logo é tudo muito individual”, constata.
Outro ponto é o treino aeróbico, uma vez que por exemplo esteira e escada: “Durante toda a preparação, eu ficava de 45 a 90 minutos na esteira. Nessa semana final, ele tirou o cardio, porque cá eu já não vou mais queimar gordura (…) O excesso de cardio na semana final pode trazer uma informação e encomiar o cortisol. Isso ajuda a segurar a chuva. Logo, estrategicamente, às vezes é melhor você fazer menos do que mais, porque muito estresse no corpo faz seu corpo finalizar não respondendo da melhor maneira”.
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