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BTS: Como é ZM illennial, café do pai de Jimin em
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BTS: Como é ZM-illennial, café do pai de Jimin em Busan – 04/11/2026 – K-cultura

Mal entra na ZM-illennial, o visitante se depara com uma mesa tomada por fotos, algumas delas adornadas por coroas e asas, de Jimin, integrante do BTS. Há também buquês de flores, cartas, bandeiras e pelúcias. Parece um santuário.

É só um gostinho dos milhares de presentes deixados por fãs de diferentes países na cafeteria administrada pelo pai do ídolo de k-pop, Park Hyun-soo, na Coreia do Sul.

Ingénuo em 2019, o moca fica na cidade natal do cantor e dançarino: Busan, no litoral sul do país, a 400 km da capital Seul. Fãs do mundo inteiro viajam até lá para saber o espaço e prestar homenagem.

As Armys, porquê são chamadas as fãs do BTS, podem ter a sorte de cruzar com o próprio Park, que costuma atender a clientela e receber as lembranças. Ele não estava durante a visitante da reportagem.

Um letreiro grande com as iniciais JM decora a ingresso, além de flores e uma estátua grande de um boneco sentado na laje, tocando violão e equilibrando caixas coloridas na cabeça. Um edital do planeta traz a frase “Espero que você seja uma pessoa preciosa”.

A porta subida costuma permanecer fechada, o que dá a sentimento de que a cafeteria não está ensejo –mas basta empurrá-la para entrar. O espaço, ausente dos pontos turísticos, funciona todos os dias, das 10h às 22h.

O salão espaçoso tem estilo industrial, com tijolos, concreto e encanação à vista. Meio kitsch, a decoração faz um apanhado de objetos variados. Há quadros do cantor e com imagens de touros, de comida, réplicas de pinturas de Andy Warhol, vegetalidade, itens de marcenaria e artesanatos.

Cadeiras e sofás têm formatos e cores diversos, do epiderme preto a estampas peludas de vaca. Janelas grandes deixam entrar a luz originário. As lembranças deixadas pelas fãs completam o envolvente.

Os presentes das Armys brasileiras estão lá em peso. São banners, artes, fotos, quadros, cartas e até notas de real, entre outros. Bandeiras estampadas com o rosto de fãs e que mesclam as bandeiras brasileira e sul-coreana se destacam. “Com Jimin até o termo” é uma das mensagens nos vários bilhetes.

Fãs também enviam flores. Uma floricultura de Busan, Forest Jin Flower Shop, recebe com frequência pedidos de diferentes países —inclusive do Brasil. Para festejar o natalício de Jimin, em 13 de outubro, um grupo de brasileiras encomendou arranjos. Os funcionários os entregam e posicionam em lugares escolhidos por Park, dizem os proprietários da floricultura.

Outrossim, objetos originais do grupo de k-pop ficam expostos ao público. Entre eles, troféus de premiações musicais e álbuns autografados.

Para consumir e tomar, o cardápio em inglês ajuda na hora de escolher. O menu de bebidas traz diferentes tipos de cafés e opções sem cafeína, com preços que vão de 5.000 a 8.000 wons (R$ 20 a R$ 32). O mais pedido é o cremoso latte gelado com creme de laranja e de ube, fruta nativa do sudeste asiático, responsável por dar uma coloração roxa –cor que é símbolo do BTS. Custa 7.500 wons (R$ 30).

O roxo também aparece na cobertura de um bolo de Oreo. Uma vitrine exibe vários docinhos. O carro-chefe é o tiramisu, que além da receita tradicional é pronto na versão red velvet, com bolachas vermelhas, cobertura e recheio de creme, por 7.700 wons (R$ 31). Ele é onusto no açúcar, em contraste com as sobremesas coreanas, pouco doces.

Salgados porquê folhados ficam expostos numa mesa para o cliente se servir e esquentar num micro-ondas por conta própria, formato de serviço generalidade nas cafeterias coreanas. Também há opções de sanduíches. Os preços ficam na tira de 9.000 wons (R$ 36).

Por lá também são vendidos produtos porquê boné (R$ 122), moletom (R$ 323), camiseta (R$ 143), power bank (R$ 118) e copo térmico (R$ 143), a maioria na cor roxa ou com estampa de gatinho. O mais barato é um cartão-postal, por 2.000 wons (R$ 8).

O público, porém, tem um ano para visitar a cafeteria. A ZM-illennial acaba de anunciar seu fechamento, marcado para novembro de 2027, posteriormente sete anos. O motivo não foi informado.

A jornalista viajou a invitação do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul


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Folha

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