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Cabo Verde: Não viemos à Copa para passear, diz zagueiro
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Cabo Verde: Não viemos à Copa para passear, diz zagueiro – 26/06/2026 – Esporte

Durante boa segmento da puerícia, Diney Borges viveu em Tarrafal, cidade do setentrião da ilhéu de Santiago que tem pouco mais de 6 milénio habitantes. Saiu cedo de Cabo Virente para perseguir o sonho de ser jogador em Portugal. Agora, o zagueiro se vê no núcleo da maior campanha da história do futebol de seu país nesta Despensa do Mundo.

Posteriormente empatar com a Espanha e arrancar um 2 a 2 diante do Uruguai, Cabo Virente chega à última rodada da período de grupos da Despensa do Mundo com chances reais de classificação para o mata-mata em sua primeira participação no torneio. Para quem acompanha de fora, a trajetória tem sido tratada porquê uma das grandes histórias da competição. Dentro do elenco, porém, a surpresa é menor.

“Para o grupo, zero disso é uma surpresa. Sempre tivemos muito a noção do nosso real valor. Viemos sabendo que não estávamos no Mundial para passear. É a oportunidade de uma vida e não podemos fazer menos do que dar a vida”, afirmou à Folha.

Com pouco mais de meio milhão de habitantes, o arquipélago africano garantiu vaga pela primeira vez em seguida terminar avante de Camarões nas Eliminatórias Africanas.

Diney vê as atuações nesta Despensa porquê consequência de uma identidade construída ao longo dos últimos anos.

“Fomos coesos para tutelar, mas nunca nos escondemos, e fomos ousados para guerrear uma das melhores seleções do mundo. Nunca demonstramos temor e fomos fiéis, mais uma vez, a nós mesmos e à nossa filosofia de jogo”, disse.

A próxima partida será contra a Arábia Saudita. Uma vitória pode colocar a seleção africana na período eliminatória —há chances mesmo com o empate. Apesar do cenário favorável, o oração permanece precatado.

“Não muda zero. A preparação para a partida é a mesma. Sabemos que a responsabilidade é maior, as pessoas esperam grandes coisas de nós, os torcedores já nos acompanham e têm alguma expectativa, mas nós estamos blindados ao rumor extrínseco.”

“Temos um sonho muito grande de nos classificarmos. Sabemos que isso depende de nós, mas não vamos entrar em campo sozinhos”, afirmou.

A campanha também aproximou ainda mais Cabo Virente do público brasílico. Além da língua portuguesa, os dois países compartilham referências culturais que aparecem no cotidiano do arquipélago. Diney cita Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo entre os jogadores que admira.

“Há uma predominância da cultura brasileira e portuguesa na cabo-verdiana. Pelas músicas, pelas novelas, por algumas expressões, por algumas tendências. Somos povos-irmãos.”

Posteriormente o empate contra a Espanha, o goleiro Vozinha se tornou a grande história da Despensa, ganhou as redes sociais e hoje já passa dos 15 milhões de seguidores.

“É bom sentir que as nossas partidas estão sendo apreciadas pelos torcedores por todo o mundo. O Vozinha é um grande goleiro, um grande líder e, supra de tudo, uma pessoa que merece tudo o que está acontecendo. Estamos mais focados na nossa seleção do que nas carreiras a nível individual”, pontuou.

Segundo ele, o pedestal vindo do Brasil tem sido perceptível ao longo da competição.

“Há uma grande proximidade com o povo brasílico e temos sentido muito pedestal, inclusive de torcedores brasileiros ao longo da competição.”

O zagueiro conta que frequentemente recebe mensagens de brasileiros nas redes sociais.

“Acho muito engraçado porque, às vezes, recebo mensagens privadas e comentários de torcedores dizendo: ‘Vem para o meu clube’. É um orgulho enorme ter esse carinho. Gostaria, um dia, de jogar no futebol brasílico. Aprecio o campeonato.”

Hoje no Al Bataeh, dos Emirados Árabes Unidos, Diney construiu a maior segmento da curso longe de morada, de onde saiu no início da puberdade. Passou por Portugal e Marrocos antes de chegar ao Oriente Médio. Diz ter aprendido a resiliência nos anos de formação no futebol português, mas guarda um carinho privativo pelo período marroquino.

“Em Marrocos foi onde fui mais feliz. Ser vencedor, da maneira que fui, é um tanto rememorável. Não há palavras para descrever tudo o que vivi.”

Ainda assim, o momento atual parece ocupar um lugar próprio em sua trajetória. Aos 31 anos, ele evita estabelecer limites para o que Cabo Virente pode depreender.

“Mantenho a mesma postura. Temos de pensar jogo a jogo. Agora temos uma final pela frente diante da Arábia Saudita e é somente nisso que estamos focados”, afirmou. “Mas, de jogo para jogo, temos visto aumentar a responsabilidade. As pessoas estão nos acompanhando, as pessoas querem ver o que vamos fazer a seguir.”

Folha

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