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Crítica: EA FC 27 diverte, mas inova pouco a preço
Esporte

Crítica: EA FC 27 diverte, mas inova pouco a preço alto – 25/09/2026 – Esporte

O novo “EA Sports FC 27” retrata muito a polarização que marca nossa estação. Pode ser um verdadeiro catalisador de paixão ou de ódio, de diversão ou de frustração. Principal game de futebol do mercado que chega oficialmente nesta sexta-feira (25), o título tenta inovar e emendar problemas do jogo anterior. Mas não parece convencer que realmente vale o seu preço.

O game anual desenvolvido pela EA (Electronic Arts) chega às lojas virtuais por até R$ 349 em sua versão padrão nos consoles. Há duas versões superiores, Ultimate e Ultimate Plus, vendidas por até R$ 499 e R$ 749,50 (maior preço da história da saga), respectivamente.

Meses antes de seu lançamento, quando a comunidade de apaixonados por games de futebol acompanhava as novidades do título, o sentimento era de frustração. Pipocavam nas redes sociais críticas ao preço cimeira e à falta de teimosia e de originalidade.

É fácil encontrar comparativos recentes entre o “FC 26” e jogos antigos da própria saga, quando ainda se chamava “Fifa”. Títulos uma vez que “Fifa 13”, “Fifa 14” e “Fifa 17”, tidos pelos fãs uma vez que muito superiores aos games atuais, seguem deixando saudade. O “FC 27” tem acertos, mas não contribui muito para que essa nostalgia seja amenizada. Sinal de que a crise dos jogos de futebol não tem data para completar.

“The Grounds” e o mundo desimpedido

O principal modo de “FC 27”, vendido pelo marketing da empresa desde o pregão do jogo, é o “The Grounds”. Espécie de mundo desimpedido, inspira-se diretamente em A Cidade, planta criado em “NBA 2K”, principal game de basquete há anos.

Na prática, o planta de “The Grounds” é uma soma ao modo “Clubs” com a reciclagem do falecido modo Volta, sucessor místico dos antigos jogos “Fifa Street”. Trata-se de uma reciclagem de ideias antigas. Isso não quer manifestar que a teoria seja ruim, pelo contrário. “The Grounds” é recreativo e funciona uma vez que um modo Curso de desportista online.

Você cria seu avatar, personaliza o boneco uma vez que muito entender e pode explorar o planta para jogar partidas 1×1, 2×2, 3×3, 5×5, rachões e outros passatempos, ou focar as partidas competitivas 11×11 do “Clubs”.

O planta, no entanto, é pequeno. Possui três bairros inspirados em Paris, Buenos Aires e Londres. Em um só dia, é verosímil esgotar as possibilidades de “The Grounds”. A EA precisará ser criativa e incrementar o modo para que esse potencial enjoativo diminua.

Um aviso importante: The Grounds está disponível exclusivamente para a novidade geração de consoles e para PC —donos de PlayStation 4, Xbox One e Nintendo Switch 1 ficaram de fora. O preço do game para as diferentes gerações não muda, saindo por até R$ 349 na edição Standard.

Novo mercado de transferências no modo Curso de treinador

Leste foi o maior acerto do jogo deste ano. O mercado de transferências no modo Curso de técnicos foi reformulado e enxugado. As cenas de negociações que tomavam o tempo do jogador foram cortadas. A quantidade de propostas que acontecem no mundo aumentou significativamente.

Agora, uma mecânica de “chapéus” pode deixar as tratativas mais inesperadas: se você assestar as bases contratuais com um clube e um desportista, mas um time concorrente chegar com uma proposta mais subida, sua tentativa de contratação pode completar frustrada. Também vai depender do interesse do jogador em ser transferido para o rival, uma vez que na vida real.

Ouso manifestar que só houve acertos por segmento da EA no modo Curso de treinador. O modo Curso de desportista, no entanto, continua deixando a desejar. Falta originalidade da empresa para dar ao gamer uma experiência mais realista e menos enjoativa.

Com um só treino um desportista de grave potencial consegue virar titular; em sua estreia, ao fazer o mínimo, que é ser submisso taticamente e não errar passes, sua nota pode chegar a mais do que 9,5. São detalhes que prejudicam a diversão de quem prefere jogar offline em vez de usar o modo Clubs online, por exemplo.

Mudanças na jogabilidade ao proteger

A gameplay do novo “FC 27” sofreu alterações substanciais nas mecânicas de resguardo. Tutelar agora virou um processo manual. A desenvolvedora diminuiu a quase zero a interferência da perceptibilidade sintético nos botes, interceptações e posicionamento dos zagueiros.

As escolhas do “gamer” têm peso. Saltar linhas e adotar uma marcação subida no campo competidor tem um preço: o risco de deixar a resguardo desprotegida e vulnerável a passes em profundidade. Errar um posicionamento na risca de impedimento tem um dispêndio: certamente qualquer atacante ficará na rostro do gol. E fazer uma dividida no tempo inexacto no meio-campo? Pode ser infalível. A mecânica exige paciência e prudência ao marcar, mas é muito satisfatória.

A jogabilidade autêntica, criada para espelhar um futebol mais realista, sofreu leves mudanças. O jogo parece mais pesado e físico. A gameplay competitiva, no entanto, segue totalmente voltada à responsividade (trasladar rapidamente na tela os comandos dados no joystick). O problema dessa jogabilidade é ser rápida demais ao ponto de parecer atabalhoada. Demanda ajustes.

As animações do jogo têm o mesmo problema dos games anteriores. Falta maior teimosia, polimento e realismo à movimentação dos atletas em campo. E os goleiros continuam sendo um ponto negativo do título: são capazes de fazer defesas monumentais ou de deixar passar bolas no meio do gol com pulos esquisitos.

Bahia e Botafogo licenciados

Dois clubes brasileiros estão totalmente licenciados dentro do “EA FC 27”, Bahia e Botafogo. O tricolor e o alvinegro contam com escudos, nomes, faces e atributos realistas de todos os atletas, além de uniformes 1 e 2 incluídos. É verosímil contratar os jogadores no modo Curso de técnico ou usá-los no modo de desportista, mas não dá para comandar os dois clubes uma vez que treinador.

Ainda fazem falta, porém, os estádios (Nascente Novidade e Nilton Santos), e simples, mais times do Brasil, mas é um bom início. As equipes que disputam as Copas Libertadores e Sul-Americana neste ano estão no jogo, com escudos e uniformes fidedignos, mas elencos fictícios.

Ultimate Team e microtransações

Coche-chefe do jogo, o modo Ultimate Team ganhou exclusivamente uma novidade. Agora, há uma mecânica de galeria, com a qual o gamer pode colecionar as cartinhas obtidas dentro do jogo. Ajuda a diminuir a sensação de que uma epístola menos valiosa é descartável e dá uma maior sensação de progressão no modo.

As microtransações continuam na loja do Ultimate Team e, agora, no The Grounds (que absorveu o Clubs), com a venda de pacotes dos chamados “FC Points” por muitos reais (há opções que chegam a R$ 799,90) e “itens aleatórios”. Máquina de lucrar da Electronic Arts, as vendas fizeram com que o game continuasse com a classificação indicativa para maiores de 18 anos pelo segundo ano seguido.

O jornalista recebeu uma reprodução do jogo com entrada antecipado para teste.

Folha

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