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Eleições: Livrarias articulam movimento inédito pró Lula 22/10/2026 Walter
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Eleições: Livrarias articulam movimento inédito pró-Lula – 22/10/2026 – Walter Porto

Um grupo de murado de 60 livrarias brasileiras tem se articulado para tutorar publicamente o voto em Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL) no segundo vez das eleições.

O “Movimento das Livrarias pelo Brasil” distribui postagens padronizadas nas redes sociais, compartilhadas em conjunto pelas empresas. Com palavras de ordem uma vez que “Livro é horizonte” e “Quem lê vota pelo Brasil”, os textos comparam as propostas dos dois candidatos, ressaltam que o projecto de governo do senador do PL não menciona palavras uma vez que “livros” ou “leitura” e pedem voto no petista.

A iniciativa partiu da livreira capixaba Elisa Quadros, dona da recém-aberta Lúcia Livraria, na cidade de Anchieta. Angustiada com o cenário político, ela se posicionou em prol da democracia na página da loja em setembro. Depois, ampliou sua repercussão com uma foto da Constituição e a frase “nesse livro ninguém mexe”.

O movimento se tornou coletivo e ganhou impulso com a ajuda de Agatha Kim, sócia da livraria paulistana Aigo, que tem curso sólida na publicidade e organizou uma ação coordenada. Hoje, as postagens alcançam empresas sediadas em dez estados brasileiros.

São sobretudo livrarias independentes, de rua, e não redes maiores uma vez que Leitura, Curitiba e Vila. Há lojas paulistas uma vez que Megafauna e Bibla, gaúchas uma vez que Baleia e Taverna, fluminenses uma vez que Blooks e Leonardo da Vinci, brasilienses uma vez que a Circulares, baianas uma vez que a LDM e sul-matogrossenses uma vez que a Hamor.

Para efeito de mensuração, a Associação Pátrio de Livrarias estima que haja mais de milénio lojas do tipo no Brasil. Mas veteranos do setor dizem não se lembrar de movimento de caráter eleitoral parecido.

A ANL, presidida por Alexandre Martins Fontes, diz que não pode se posicionar uma vez que instituição. Mas a Livraria Martins Fontes integra o movimento pró-Lula e Alexandre afirma que “não cansa de fazer o L”.

A Câmara Brasileira do Livro, instituição meão do setor que organiza eventos uma vez que o Prêmio Jabuti e a Bienal do Livro de São Paulo, diz que “não manifesta escora institucional a candidatos ou partidos políticos”, afirmando simbolizar “um setor plural e diverso”. (Veja a nota completa ao termo da poste.)

É uma posição parecida com a do Sindicato Pátrio dos Editores de Livros, responsável pela Bienal do Rio de Janeiro, que afirma ser “uma entidade de caráter apartidário, que mantém diálogo institucional com representantes de diferentes partidos e esferas de governo”. A Liga Brasileira de Editoras, que congrega iniciativas independentes, é das poucas que se manifestam, com postagens favoráveis à democracia.

A resguardo do voto no PT não é consenso dentro do mercado editorial, que inclui alas conservadoras e empresários favoráveis ao bolsonarismo, menos vocais. Nos comentários às postagens do movimento das livrarias, há pessoas que se afirmam leitoras e clientes reclamando do posicionamento das empresas, sintoma de uma vez que está cindido o pleito mais apertado desde a redemocratização.

Veja o posicionamento completo da CBL

“A Câmara Brasileira do Livro (CBL) tem posições claras sobre as políticas públicas que considera prioritárias para o desenvolvimento do setor editorial e para a promoção do livro e da leitura no Brasil.

Porquê entidade representativa de um setor plural e diverso, a CBL não manifesta escora institucional a candidatos ou partidos políticos.

Nesse sentido, em setembro, a CBL, em conjunto com a Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros) e o Sindicato Pátrio dos Editores de Livros (Snel), enviou missiva ensejo aos candidatos à Presidência da República com propostas para o fortalecimento das políticas públicas de ensino, livro e leitura.

Entre as prioridades estão a ininterrupção e o aprimoramento dos programas públicos de compra de livros, o fortalecimento do Projecto Pátrio do Livro e Leitura (PNLL), a ampliação do aproximação às bibliotecas, a formação de leitores e a proteção dos direitos autorais, inclusive diante dos desafios da lucidez sintético.

Depois as eleições, a CBL manterá o diálogo com os Poderes públicos e com os representantes eleitos, em resguardo de políticas públicas duradouras para o setor.

A entidade entende que o compromisso com o livro, a leitura e a ensino deve transcender governos e orientações partidárias, constituindo uma prioridade de Estado.”


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Folha

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