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Genética pode influenciar lesões em atletas 19/06/2026 Equilíbrio
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Genética pode influenciar lesões em atletas – 19/06/2026 – Equilíbrio e Saúde

Existe uma veras que muitos conhecem, mas poucos enxergam. Para perceber o melhor desempenho, os atletas precisam destinar horas intensas de treinamento. Isso pode originar fadiga muscular e microlesões que se acumulam ao longo da curso.

As lesões são conhecidas porquê um calcanhar de Aquiles de muitos jogadores e comissões técnicas. Imagine destinar anos de treinamento para atingir o auge do desempenho físico e, às vésperas da competição mais importante da curso, ver esse sonho ser interrompido por conta de uma lesão —porquê a que ocorreu com o lateral recta da Seleção Brasileira Wesley, rachado do time dias antes da estreia na Despensa do Mundo?

E é um pouco que, infelizmente, acontece muito, porquê mostram as pesquisas de nossa equipe do Laboratório de Pesquisa de Ciências Farmacêuticas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Lapesf-UERJ), em parceria com o Instituto Vernáculo de Traumatologia e Ortopedia (Into).

Analisamos 627 atletas profissionais e observamos que 80% já haviam sofrido alguma lesão durante a curso esportiva. Articulações, músculos e tendões foram os mais afetados. Outrossim, tapume de 20% apresentaram mais de uma estrutura anatômica comprometida, o que pode prejudicar ainda mais a sua curso esportiva.

As lesões repetidas representam um dos maiores desafios na curso do desportista. Mas, por que alguns se lesionam com mais frequência e outros parecem ser mais resistentes, mesmo estando sujeitos às mesmas condições de treinamento e exigências físicas?

A resposta pode estar no DNA

Diversas pesquisas do nosso grupo já mostraram que as diferenças no DNA podem aumentar ou reduzir a suscetibilidade genética de atletas para lesões. Publicamos trabalhos que mostram, por exemplo, variações em genes envolvidos no processo inflamatório, na produção de colágeno, na estrutura do tecido musculoesquelético, na formação de novos vasos sanguíneos e na capacidade de reparação dos tecidos depois esforço físico.

Outrossim, variantes genéticas também podem influenciar a percepção de dor. Tanto aquela dor que sentimos depois qualquer tirocínio físico rigoroso, quanto em casos em que há indícios de uma lesão musculoesquelética.

Existe um gene, espargido porquê FAAH (Fatty Acid Amide Hydrolase), que participa do sistema endocanabinoide, um dos responsáveis por regular funções relacionadas à resposta ao estresse, à inflamação e à percepção da dor. Portanto, avaliamos as variações desse gene em 345 atletas profissionais de diferentes modalidades esportivas, incluindo jogadores de futebol.

E observamos que aqueles que possuíam uma versão identificada porquê FAAH rs324420 tiveram maior verosimilhança de relatar dor musculoesquelética, mormente em regiões previamente lesionadas.

Recentemente, expandimos o estudo para mais 130 jogadores profissionais de futebol, de diferentes clubes do estado do Rio de Janeiro, e os resultados foram parecidos.

A mesma versão genética do gene FAAH foi associada a um risco aumentado de manifestar dor musculoesquelética depois a prática esportiva. Outrossim, esses jogadores tiveram tapume de duas vezes mais chances de sentir dor em regiões do corpo previamente acometidas por lesões musculares, articulares e tendinopatias.

Ou seja, as lesões esportivas não dependem somente do treinamento, da técnica ou de fatores ambientais. A genética também pode desempenhar um papel importante, influenciando a forma porquê o organização responde ao esforço físico, porquê sentem ou respondem à dor, à inflamação, ao processo de recuperação dos tecidos e a ocorrência de lesões.

Uma vez que os testes genéticos podem facilitar na curso esportiva do desportista?

Quando fatores genéticos são analisados, juntamente com características clínicas e específicas de cada desportista, porquê idade, sexo e fardo de treinamento, é provável identificar aqueles com maior predisposição a desenvolver lesões ou dor. Isso contribui para o desenvolvimento e emprego de estratégias personalizadas de prevenção, treinamento e desvelo com a saúde do jogador.

Mais do que melhorar o desempenho, saber o perfil genético de cada desportista pode proporcionar carreiras mais longas, seguras e saudáveis. Assim, podem perceber seu sumo potencial, com menor risco de lesões, porquê é o caso do famoso Cristiano Ronaldo da seleção de Portugal, que aos 41 anos é o jogador de traço mais velho da Despensa do Mundo da FIFA 2026.

É o progressão científico aplicado ao campo. Ao invés de recorrer à técnica da “tentativa e erro”, a informação genética pode servir porquê um guia preventivo. Não é uma sentença, e sim um trunfo. Pode ser incorporada à rotina de atletas e clubes para individualizar treinamentos, otimizar a recuperação depois treinos, campeonatos e partidas e mitigar as vulnerabilidades de cada jogador.

Saber o perfil genético ajuda o desportista a diferenciar a dor do esforço normal daquela que sinaliza um limite perigoso, capaz de levar a uma lesão –e, quem sabe, até custar um título.

Oriente texto foi publicado no The Conversation. Clique cá para ler a versão original.

Folha

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