Guia Michelin 2026: veja os restaurantes premiados 13/04/2026

Guia Michelin 2026: veja os restaurantes premiados – 13/04/2026 – Restaurantes

Celebridades Cultura


São Paulo


O pregão da edição do Guia Michelin Rio e São Paulo nesta segunda (13), em cerimônia no Copacabana Palace, trouxe uma aguardada notícia: pela primeira vez, o país tem restaurantes com três estrelas, cotação máxima da premiação francesa.

Os chefs Ivan Ralston, do Tuju, e Luiz Filipe Souza, do Evvai, ambos de São Paulo, são, agora, os primeiros a ostentar três estrelas Michelin na América Latina. No mundo, outros 154 endereços detém a elevação.


Prato servido no restaurante Tuju, em São Paulo


@kato78/Divulgação

Nascido em São Paulo, Ivan estudou na Esculea de Hosteleria Hofman, em Barcelona, antes de trabalhar em cozinhas de restaurantes estrelados porquê Mugaritz, na Espanha, e o RyuGin, no Japão.

Hoje, o Tuju oferece um menu-degustação (R$ 1.500) regido por pesquisas de ingredientes que variam segundo o ciclo de chuvas que rege as estações —produtos do estado de São Paulo têm potente presença também.

A lar, ocasião em 2014, funciona no endereço atual desde setembro de 2023 depois de três anos fechada em um espaço projetado do zero para ser um restaurante de fine dining. Ali, a hospitalidade é destaque no espaço constituído por três andares de uma lar de linhas limpas e assertivas em uma rua sem saída dos Jardins.

“Esse prêmio, primeiro, tem uma valor enorme para a nossa equipe. São eles que puxam isso tudo. Para a gastronomia brasileira e da América Latina, mostra que gente está alcançando esse nível de superioridade. Vai ter mais turismo, gente que quer saber os restaurantes estrelados e também os outros restaurantes”, diz Ivan, por telefone, à Folha.

Luiz Filipe Souza também menciona o potencial da gastronomia para o turismo: “Tem uma valor para o país é que é gigantesca. Agora, podemos expor para o brasiliano, que é muito viajador, que nossos restaurantes, produtos, pessoas, têm o mesmo nível de restaurantes premiados internacionalmente”.

O chef, que abriu o Evvai em 2017, consolidou uma linguagem própria que conecta ingredientes brasileiros com a influência da cozinha italiana trazida pelos imigrantes em um menu-degustação (R$ 1.250). Antes disso, passou por cozinhas premiadas fora do Brasil, porquê na Reale, do chef Niko Romito, lar que tem três estrelas na Itália.

“Eu achei que eu tinha perdido as duas estrelas”, disse o chef Luiz Filipe Souza, que foi chamado ao palco só no final da cerimônia.

A publicação francesa dá a restaurantes três (cozinha sensacional), duas (supimpa) e uma (requintada) estrela, além do título Bib Gourmand (para casas com boa relação entre qualidade e preço).

Nesta edição, três restaurantes mantiveram duas estrelas: D.O.M., do chef Alex Atala, Lasai, de Rafa Costa e Silva, e Oro, de Felipe Bronze. Não houve estreantes na categoria.

O número de casas com uma estrela caiu para 19; em 2025 foram 20. O Madame Olympe, restaurante do chef Claude Troisgros, foi a única novidade na lista.

Mantiveram uma estrela os restaurantes Lar 201, Fame Osteria, Jun Sakamoto, Kan Suke, Kanoe, Kazuo, Kinoshita, Kuro, Maní, Mee, Murakami, Oizumi Sushi, Oseille, Oteque, Ryo Gastronomia, San Omakase e Tangará Jean-Georges.

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A categoria Bib Gourmand trouxe novidades na lista porquê o Jiquitaia, Manioca JK, Ping Yan Thai Bar & Food, Taboa Cozinha Artesanal e Tanit —todos em São Paulo.

O evento também apresentou os restaurantes que fazem segmento da seleção anual do guia, mas não ostentam estrelas. Aiô, Borgo Mooca e Cais, em São Paulo, estão entre os endereços recomendados. Nesta lista também apareceram Bar da Dona Onça e Simone, em São Paulo.

A cerimônia também deu prêmios especiais. Três restaurantes mantiveram a estrela verdejante, dada a casas com práticas exemplares de sustentabilidade. Foram A Lar do Porco, o Corrutela e o Tuju.

Foi premiado porquê jovem chef Pedro Coronha, do Koral, no Rio de Janeiro. O profissional tem passagens em casas estreladas porquê o Noma, na Dinamarca, e o Eleven, em Portugal.

Já o reconhecimento de melhor serviço em restaurantes ficou com Raphael Zanon, do carioca Lar 201. Inédito no Brasil o prêmio de coquetelaria, que homenageia a qualidade de drinques, ficou com Anderson Oliveira, do D.O.M.

A noite teve apresentação da atriz Nathalia Dill. Eduardo Cavaliere (PSD), prefeito do Rio, e Gwendal Poullennec, diretor internacional do Guia Michelin, também participaram da cerimônia.

Em 2025, o Brasil teve 25 restaurantes listados no Guia Michelin. Desses, 20 casas conquistaram uma estrela, incluindo as estreantes Lar 201 e Osseile (RJ) e Kanoe e Ryo (SP). Fame, Jun Sakamoto, Maní, Picchi e Cipriani também integraram o grupo.

No último ano, cinco restaurantes receberam ou mantiveram duas estrelas: D.O.M. (SP), Evvai (SP) Oro (RJ), Tuju (SP), e Lasai (RJ). Não houve representantes com a classificação máxima, a de três estrelas.

Os estabelecimentos são avaliados por inspetores de forma anônima. Os profissionais consideram critérios porquê qualidade dos ingredientes, simetria e estabilidade dos sabores, boa realização técnica, personalidade que o chef expressa na cozinha e consistência do menu ao longo do tempo. Os restaurantes são reavaliados todos os anos para prometer que os padrões foram mantidos.

Em sua versão brasileira, o Michelin avalia somente endereços estrelados nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro desde que estreou no país, há 11 anos. A edição brasileira do Guia Michelin foi a primeira publicada na América do Sul.

O guia ficou sem edição no país de 2021 a 2023. No ano seguinte, voltou ao Brasil graças a um investimento conjunto de R$ 9 milhões das prefeituras de São Paulo e do Rio de Janeiro para viabilizar o prêmio até 2026.

Nos contratos com a francesa Michelin, é necessário fazer investimento extra para que uma cerimônia aconteça —o guia é publicado independentemente do evento de premiação e tem um formato online, disponível em site e app do Michelin.

Criado em 1889, o guia foi lançado pelos irmãos Edouard e André Michelin, na França. O projeto era disponibilizado de forma gratuita e trazia informações de onde abastecer e consertar o carruagem, além de onde consumir e se hospedar.

A publicação começou a ser vendida no início da dezena de 1920 e, anos depois, passou a contratar profissionais para visitar os estabelecimentos de forma anônima —hoje, conhecidos porquê inspetores. Em 1926, os restaurantes começaram a receber estrelas e, cinco anos depois, passaram a ser classificados em uma graduação que varia de uma a três.

Veja as estrelas do Michelin 2026

Três estrelas
Evvai (SP)
Tuju (SP)

Duas estrelas
D.O.M. (SP)
Oro (RJ)
Lasai (RJ

Uma estrela
Kan Suke (SP)
Kanoe (SP)
Kuro (SP)
Murakami (SP)
Fame Osteria (SP)
Picchi (SP)
Jun Sakamoto (SP)
Maní (SP)
Ryo Gastronomia (SP)
Kazuo (SP)
Kinoshita (SP)
Oizumi Sushi (SP)
Tangará Jean-Georges (SP)
Madame Olympe (RJ)
San Omakase (RJ)
Lar 201 (RJ)
Oseille (RJ)
Oteque (RJ)
Mee (RJ)



Folha

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