Roxette chega a São Paulo com nova vocalista 13/04/2026

Roxette chega a São Paulo com nova vocalista – 13/04/2026 – Ilustrada

Celebridades Cultura

“O fantasma da Marie está sempre ali. Sempre”. A frase é de Per Gessle, compositor e guitarrista do Roxette, ao falar dos shows atuais da margem sueca.

No palco, ele diz que a recordação de Marie Fredriksson aparece o tempo todo, em cada música, na forma de trovar e na memória do público. A cantora de cabelos curtos e loiríssimos penteados para cima morreu em 2019, aos 61, devido a um tumor cerebral.

Atualmente, quem canta as músicas do Roxette é a também sueca Lena Philipsson, de cabelos compridos e mais escuros. “E a Lena tem plena consciência disso”, diz Gessle, referindo-se ao espírito de Marie no palco.

“Toda vez que você toca essas músicas, você lembra que era ela cantando —de uma vez que soava e de uma vez que se comportava no palco. Principalmente naquele período em que dominamos o mundo, entre 1988 e 1995. Quando penso na Marie, penso naquela quadra, em que ela era simplesmente extraordinária.”

A turnê chegou no domingo ao Rio de Janeiro e, nesta terça-feira (14), chega a São Paulo, no Espaço Unimed. No set list, todos os sucessos da curso, uma vez que “Listen to Your Heart” e “The Look”.

Esse retorno em seguida a morte de Marie não foi inesperado. Gessle diz que não sabia o que fazer com o repertório. “No termo das contas, há unicamente duas escolhas: seguir em frente ou não seguir”, afirma. O compositor chegou a considerar parar.

“São músicas muito fortes. Eu escrevi a maioria delas. Não queria simplesmente deixá-las de lado.” A incerteza durou anos, até que ele começou a procurar uma forma de continuar sem transformar o projeto em outra coisa.

A saída apareceu em estúdio. Gessle trabalhava em um disco com participações quando convidou Lena Philipsson, uma cantora que já tinha uma sólida curso de quatro décadas na Suécia.

“Foi a primeira vez que trabalhei com ela e fiquei impressionado com sua capacidade”, diz. Não houve testes com outros nomes. “Não fiz audições. Simplesmente aconteceu.”

Eles experimentaram versões acústicas de músicas uma vez que “Fading Like a Flower”, “Spending My Time” e “Listen to Your Heart”. “O resultado soava dissemelhante, evidente. Não soava uma vez que Marie —e nem deveria toar. Soava uma vez que Lena.” Segundo ele, foi nesse momento que percebeu que havia encontrado uma forma verosímil de levar as músicas adiante.

Desde logo, a dupla fez murado de 45 shows juntos, passando por Europa, África do Sul e Austrália. A sequência de apresentações no último verão europeu ajudou a solidar o formato da turnê. “Ela sabe mourejar com grandes plateias”, diz Gessle. Lena assumiu o papel de frente do show com estilo próprio, sem tentar reproduzir a versão original.

O projeto, no entanto, tem limites muito definidos. “Não estou criando uma novidade margem”, afirma. Segundo ele, a teoria não é transformar a formação atual em um novo Roxette.

“Estamos trazendo o catálogo de volta ao palco.” Gessle diz que já gravou músicas com Lena, mas elas não devem transpor com o nome do grupo.

Mesmo uma tira recente, “Bad Blood”, segue essa lógica. O lançamento saiu uma vez que um trabalho paralelo, assinado por Per e Lena, e não uma vez que um single do Roxette. Para ele, isso ajuda a manter clara a repartição entre o legado da margem e novos projetos.

Nos shows, a preocupação é manter as músicas próximas das versões originais. Secção disso vem da própria formação, que inclui músicos que já tocaram com o Roxette, uma vez que o produtor Clarence Öfwerman e o guitarrista Jonas Isacsson.

“Queremos ser fiéis às gravações”, afirma. Ele também destaca a decisão de não usar bases pré-gravadas. “Tudo é tocado ao vivo. Sempre foi assim. Às vezes a música fica mais longa, às vezes mais curta. Às vezes funciona melhor, às vezes menos.”

A reação do público, diz ele, mudou — mas não desapareceu. “É dissemelhante.” A presença de Lena altera o show, mas as canções continuam reconhecíveis.

“Soa uma vez que Roxette —mas não é igual.” Para explicar essa transição, ele compara com outras bandas que seguiram em frente em seguida mudanças de vocalista, uma vez que o Queen com Adam Lambert ou o AC/DC que teve Axl Rose avante.

Em 2026, o Roxette completa 40 anos desde o primeiro álbum e alcança uma novidade marca: “It Must Have Been Love”, de 1986, que foi trilha do filme “Pretty Woman”, com Julia Roberts, ultrapassou 1 bilhão de execuções no Spotify, com um pouco entre 600 milénio e 700 milénio reproduções diárias. Muitas outras foram trilhas de novelas brasileiras.

“É difícil entender uma vez que uma cantiga tão antiga ainda é tão ouvida”, diz Gessle. Com mais de 80 milhões de discos vendidos, o Roxette se consolidou uma vez que o maior sucesso pop sueco desde o ABBA.

Ao falar dessa influência, ele volta à formação músico. “A música sueca é muito melódica. Isso faz secção do nosso DNA”, afirma. Ele menciona também a tradição do folk no setentrião da Europa. “Temos mais melodia do que ritmo.” Para ele, essa pode ser uma das razões pelas quais as músicas continuam sendo ouvidas décadas depois. “Não sei exatamente por que funciona. Mas funciona.”

Folha

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