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IA impulsiona vendas de tintas para data centers 23/10/2026
Tecnologia

IA impulsiona vendas de tintas para data centers – 23/10/2026 – IA


Pittsburgh (EUA)

| The New York Times
Em um prédio de concreto publicado porquê “o bunker”, pesquisadores da PPG, empresa de tintas com valor de mercado de US$ 24 bilhões (R$ 121 bilhões), apontaram maçaricos para painéis de aço cobertos por uma estrato cinza de revestimento.

Paul Fenton, químico e engenheiro da PPG, ergueu um dos painéis depois de submetê-lo às chamas. A tinta havia se expandido de um milímetro de espessura para formar uma crosta preta de quase dez milímetros de fundura. Isso significava que o revestimento havia cumprido sua função: a estrato espessa impediu que o queimação atingisse o aço por ordinário e o amolecesse.


Funcionário segura amostra do revestimento isolante Pitt-Therm 909, da PPG, usado para manter frias as tubulações de água em data centers e evitar condensação sobre equipamentos elétricos, em Allison Park, Pensilvânia

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Justin Merriman/New York Times

“É porquê um marshmallow tostado, que gosta de se expandir”, disse Fenton, usando jaleco e óculos de proteção sobre seus óculos de armação metálica. O ar retido, explicou, “mantém tudo indiferente”.

O revestimento apresentado por Fenton, chamado Steelguard 951, tornou-se um dos principais produtos da PPG para data centers —e suas vendas dispararam. À medida que Microsoft, Google, Amazon e outras gigantes da tecnologia correm para edificar as instalações de computação que sustentam a febre da perceptibilidade sintético, os negócios da PPG também crescem rapidamente.

A empresa de Pittsburgh afirmou esperar que suas vendas de tintas para data centers tripliquem neste ano em relação ao anterior. O ritmo ficaria muito supra do propagação da companhia porquê um todo, cujas vendas totais avançaram 7%, para US$ 4,5 bilhões, no trimestre mais recente.

“Nunca vi um boom tão grande quanto nascente”, disse Jenn Solcz, vice-presidente da ramificação de revestimentos de proteção e marítimos da PPG para as Américas, responsável pela venda de tintas resistentes ao queimação e à ferrugem para edifícios, pontes, instalações industriais e embarcações.

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Em outras palavras, a vaga de investimentos em IA —que criou fortunas para fabricantes de chips porquê a Nvidia e laboratórios de perceptibilidade sintético porquê OpenAI e Anthropic— agora alcança até produtos comuns. À medida que data centers se espalham por toda secção, eles impulsionam as vendas não exclusivamente de tintas, mas também de brita, usada no concreto de fundações e pisos, e de fios e cabos, que transportam eletricidade e dados para milhares de servidores. Com isso, uma longa masmorra de setores improváveis sai ganhando.

Na indústria de tintas, o efeito dos data centers tem sido particularmente intenso. A Sherwin-Williams, principal concorrente da PPG, afirmou que seus produtos são usados em praticamente todos os cantos dessas instalações, das vigas de aço aos racks de servidores. Em julho, Heidi Petz, presidente-executiva da Sherwin-Williams, disse que as vendas de sua ramificação de revestimentos de proteção e marítimos estavam sendo impulsionadas pela construção de data centers e haviam desenvolvido na moradia dos dois dígitos, na tira intermediária da graduação, em relação ao ano anterior.

“Velocidade importa”, afirmou Petz. A Sherwin-Williams se apresenta porquê uma parceira única, capaz de fornecer todos os tipos de tinta necessários para data centers.

Matthew Giddings, que ajuda a gerir data centers na empresa imobiliária mercantil JLL, disse que a tinta tem influência peculiar nessas instalações porque contribui para a proteção contra incêndios em salas elétricas e reduz a eletricidade estática. Os revestimentos estão por toda secção, “das paredes às coberturas dos telhados, passando pelas estruturas de aço e pela secção externa do prédio”, afirmou. Em uma única construção, os gastos podem chegar a US$ 3 milhões (R$ 15,1 milhões) a US$ 8 milhões (R$ 40,3 milhões), embora representem exclusivamente uma pequena parcela do dispêndio totalidade da obra.

Mulher loira de cabelos soltos veste blazer estampado e calça clara, posando em passarela com estrutura metálica vermelha e vidro nas laterais, iluminada por luz natural.

Amy Ericson, vice-presidente sênior da PPG

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Justin Merriman/New York Times

Mas as tintas não têm zero de glamouroso. A maioria apresenta exclusivamente diferentes tons de cinza —a PPG os labareda de cinza-claro, cinza e cinza-escuro. As empresas de tecnologia cobrem concreto cinza e aço cinza com ainda mais cinza, em secção porque quase não há ninguém por perto para ver o resultado. Os data centers são ocupados principalmente por máquinas, e não por pessoas, disse Solcz.

Segundo ela, a estética “não está exatamente entre as principais preocupações de nossos clientes, nem dos proprietários de data centers, arquitetos e engenheiros com quem conversamos”.

A PPG foi fundada em 1883 porquê Pittsburgh Plate Glass Corporation., inicialmente uma operário de vidro. Mais tarde, tornou-se uma das maiores empresas de tintas do mundo, com marcas porquê a Glidden, encontrada com frequência nas prateleiras da rede de materiais de construção Home Depot. Em 2024, a PPG vendeu suas lojas de tintas nos Estados Unidos e no Canadá, incluindo a operação da Glidden, e passou a atender principalmente outras empresas, fornecendo revestimentos para carros, aviões e latas de bebidas.

A PPG, porém, não gosta de invocar seus produtos de tintas. Seus executivos afirmam que a companhia vende “revestimentos”, que incluem um primer para aderir ao aço, uma estrato funcional que oferece proteção e uma estrato final de remate.

Duas mãos seguram uma amostra retangular de material com textura áspera e cor clara, rotulada como 'PPG PITT-THERM 909'. A amostra apresenta duas superfícies texturizadas distintas, uma mais lisa e outra mais rugosa.

Funcionário segura uma amostra do Pitt-Therm 909, revestimento isolante da PPG que mantém frias as tubulações de água em data centers e evita que a condensação pingue sobre equipamentos elétricos

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Justin Merriman/New York Times

“Não é porquê entrar em uma loja, comprar uma lata de tinta e passá-la na parede”, disse Amy Ericson, vice-presidente sênior da PPG.

A sede da empresa, um conjunto de torres de vidro, se destaca no horizonte do núcleo de Pittsburgh e fica a poucos quarteirões da PPG Paints Estádio, moradia do time de hóquei Pittsburgh Penguins. Os revestimentos são desenvolvidos sobre 21 km dali, nos subúrbios, no Coatings Innovation Center, um multíplice de edifícios espelhados que inclui “o bunker”. Nos gramados, perus selvagens circulam e, às vezes, chegam a voar contra as janelas.

Há murado de três anos, depois que a OpenAI lançou o ChatGPT, executivos da PPG começaram a notar uma vaga de anúncios de novos data centers e fábricas de chips. Seus clientes —empreiteiras, fabricantes de estruturas de aço e produtores de equipamentos— passaram, de repente, a disputar contratos para essas instalações.

A PPG também decidiu aproveitar a oportunidade. Os data centers são construídos rapidamente, em murado de um terço do tempo necessário para um projeto de infraestrutura típico, segundo Solcz. Por isso, a empresa montou uma equipe dedicada às gigantes da tecnologia e outra que trabalha com arquitetos, engenheiros e construtores antes mesmo do início das obras, para prometer que seus revestimentos sejam incluídos desde o primícias na lista de materiais aprovados para cada projeto.

Em uma feira do setor realizada em Washington, em abril, a PPG apresentou um pacote de produtos voltado aos data centers. Ele inclui revestimentos que impedem que estruturas de aço percam a resistência e cedam em caso de incêndio, primers que evitam a ferrugem, pisos que impedem que a eletricidade estática danifique equipamentos ou provoque incêndios e revestimentos que bloqueiam interferências elétricas entre máquinas.

O piso foi desenvolvido pensando especificamente em data centers e fábricas de chips, disse Ericson. Os demais itens do pacote já existiam e foram adaptados pela empresa para atender às instalações voltadas à perceptibilidade sintético.

A PPG também fabrica revestimentos para mais de 75 componentes de data centers, incluindo carcaças de câmeras de segurança e equipamentos de refrigeração.

Os produtos da empresa são usados em data centers do Brasil à China, mas mais da metade das oportunidades de venda está nos Estados Unidos, afirmou Ericson. Embora seja difícil contabilizar com precisão o número dessas instalações, os EUA têm murado de 5.500 data centers —aproximadamente dez vezes mais do que o segundo país com maior número deles—, segundo o relatório Sintético Intelligence Índice Report, da Universidade Stanford.

Os data centers ainda representam uma parcela pequena dos negócios da PPG, correspondendo a um percentual de um dígito ordinário das vendas em duas divisões da empresa, segundo seus executivos. Ericson afirmou que essa participação “certamente vai aumentar” e espera que o segmento cresça “várias vezes” mais rápido do que outros mercados de infraestrutura.

O negócio, porém, enfrenta alguns obstáculos. Alguns projetos de data centers foram adiados à espera de fornecimento de força, disse Solcz. A escassez de transformadores e de outros equipamentos elétricos também prolongou os cronogramas de construção. Aliás, a oposição sítio a esses empreendimentos se tornou difícil de ignorar.

Ericson afirmou que cabe às empresas de tecnologia e às concessionárias de força mourejar com a reação contrária aos projetos.

“Cabe a elas conduzir essas conversas”, disse.



Folha

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