Lionel Messi, Ángel Di María, Kylian Mbappé, Kylian Mbappé, Lionel Messi e Kylian Mbappé. Cinco dos seis gols da final da Despensa do Mundo de 2022, no Qatar, foram marcados pelos dois jogadores que chegam ao Mundial deste ano mais próximos de ameaçar um dos recordes mais emblemáticos do torneio: a artilharia histórica.
Messi inicia a competição com 13 gols marcados em cinco Mundiais. Mbappé tem 12, em duas Copas. Ambos perseguem os 16 gols do teutónico Miroslav Klose, líder solitário da lista desde 8 de julho de 2014.
Foi nesse dia que Klose marcou contra o Brasil na goleada por 7 a 1, no Mineirão, e ultrapassou Ronaldo, que havia assumido a liderança oito anos antes, ao chegar a 15 gols na vitória sobre Gana pelas oitavas de final da Despensa de 2006.
A marca mudou de desportista poucas vezes ao longo de quase um século do torneio. Entre todos os donos do recorde, ninguém permaneceu tanto tempo no topo quanto o teutónico Gerd Müller. Vencedor mundial em 1974, ele encerrou sua trajetória em Copas com 14 gols e manteve a marca por mais de três décadas, até ser superado por Ronaldo na Alemanha, em 2006.
Antes de Klose, Ronaldo e Müller, o posto já havia pertencido a nomes uma vez que Guillermo Stábile, Leônidas da Silva, Ademir Menezes, Sándor Kocsis e Just Fontaine.
Agora, quase 20 anos depois da subida do brasiliano e 12 anos depois Klose assumir a liderança, a disputa volta a ter dois candidatos claros. Aos 38 anos, Messi disputa o que deve ser sua última Despensa do Mundo. Mbappé, 11 anos mais jovem, chega ao torneio precisando de quatro gols para igualar a marca do teutónico e de cinco para se tornar o maior bombeiro da história dos Mundiais.
Ainda que muito mais distantes do primeiro lugar, outros três jogadores que participam desta Despensa têm chance de entender a marca de Klose: o brasiliano Neymar, o português Cristiano Ronaldo e o inglês Harry Kane, todos com oito gols cada. Eles dividem o nono lugar do ranking universal com outros sete jogadores que já morreram ou se aposentaram, uma vez que Maradona e Rivaldo.
Lionel Messi
Messi chega à Despensa mais perto de Klose do que qualquer outro jogador. São 13 gols em 26 partidas de Mundial, três a menos do que o teutónico. Vencedor em 2022, o prateado disputará sua sexta Despensa e terá provavelmente a última oportunidade de fechar a curso também uma vez que maior bombeiro da história do torneio.
A missão parece conciliável com o que produziu no Qatar. Só naquela edição, ele marcou sete gols, mais da metade de tudo o que acumulou nos Mundiais anteriores.
Pelo Inter Miami, chega ao torneio com 13 gols em 16 partidas na temporada, média de 0,81 por jogo.
Kylian Mbappé
Se Messi é quem está mais perto, Mbappé é quem parece reunir as melhores condições para ultrapassar Klose. O gaulês soma 12 gols em exclusivamente 14 jogos de Despensa, média de 0,86 por partida. Para assumir a liderança isolada, precisa marcar cinco vezes.
Aos 27 anos, ele já foi vencedor mundial, vice-campeão e bombeiro de uma Despensa. Em 2022, marcou oito gols, incluindo aqueles três da final contra a Argentina.
O gaulês, por outro lado, vive subida meteórica semelhante à de Thomas Müller, o último predilecto a assumir o recorde. O teutónico fez cinco gols em 2010 e cinco em 2014, mas passou em branco nas edições de 2018 e 2022, aposentando-se da seleção alemã relativamente distante de Klose.
Pelo Real Madrid, chega embalado por uma temporada de 42 gols em 44 partidas, média de 0,95 por jogo.
Neymar
Neymar inicia a Despensa com oito gols em Mundiais e precisa marcar nove vezes para superar Klose. Entre os cinco candidatos, porém, é quem chega ao torneio rodeado por mais dúvidas.
O atacante sofreu uma lesão muscular de proporção 2 na panturrilha direita em maio e segue em recuperação. Convocado por Carlo Ancelotti, não participou do amistoso contra o Egito. A CBF informou nesta semana que exames apontaram uma “boa evolução” no tratamento, mas não definiu uma data para seu retorno aos gramados. Ele deve permanecer fora da estreia contra Marrocos, no sábado (13), estreando contra o Haiti, no dia 19.
Aos 34 anos, Neymar disputa sua quarta Despensa do Mundo. Maior bombeiro da história da seleção brasileira –em jogos considerados oficiais– com 79 gols, ele não atua pela equipe vernáculo desde outubro de 2023 e ainda não entrou em campo sob o comando de Ancelotti.
Os oito gols marcados em Copas aconteceram em 13 partidas, o que representa média de 0,62 por jogo. Já seu desempenho na última temporada pelo Santos foi subordinado, com 6 gols em 15 partidas, média de 0,4 por jogo.
Cristiano Ronaldo
Cristiano Ronaldo também chega à Despensa com oito gols marcados e precisará de nove para ultrapassar Klose. O português, porém, persegue um feito dissemelhante dos demais concorrentes.
Aos 41 anos, é o único desportista a ter marcado em cinco edições diferentes do torneio. Seus oito gols foram todos anotados na período de grupos —ou seja, CR7 nunca balançou as redes em uma partida de mata-mata. Ele já disputou 22 jogos no totalidade, com média de 0,36 por jogo.
Pelo Al-Nassr, marcou 30 gols em 37 partidas na temporada, média de 0,81 por jogo.
Harry Kane
Kane fecha a lista dos candidatos. Assim uma vez que Neymar e Cristiano Ronaldo, soma oito gols em Copas do Mundo e precisaria de nove para assumir a liderança histórica.
O inglês tem um argumento a seu obséquio: a segunda melhor média entre os cinco concorrentes. São oito gols em exclusivamente 11 partidas de Mundial, índice de 0,73 por jogo. Bombeiro da Despensa de 2018, com seis gols, ele chega à competição depois uma temporada de 61 gols em 51 jogos pelo Bayern de Munique, média superior a um gol por partida.





