Para passar às quartas de final da Despensa do Mundo de 2026, o Brasil terá de quebrar um tabu histórico: vencer a seleção da Noruega.
O encontro entre os países aconteceu quatro vezes, desde 1988 —em três amistosos e no Mundial de 1998, sediado na França.
Com a vitória sobre a Costa do Marfim, nesta terça-feira (30), os noruegueses garantiram vaga nas oitavas de final do torneio e terão pela frente o Brasil —classificado na segunda-feira (29) depois viradela por 2 a 1 sobre o Japão.
A seleção nórdica chega para o confronto diante dos brasileiros ostentando feito individual: ser a equipe que enfrentou o Brasil mais de duas vezes sem ter nunca perdido.
O duelo mais emblemático entre as seleções aconteceu no Vélodrome, em Marselha (França), pela temporada de grupos da Despensa de 1998. O Brasil, já classificado para as oitavas na ocasião, saiu na frente com gol de Bebeto.
Aos 20 anos e vestindo a camisa 19 da seleção, Denílson fez jogada individual pelo setor esquerdo do campo. O portanto ponta-esquerda são-paulino disputou a globo pelo pavimento com um zagueiro norueguês, levou a melhor e cruzou na pequena superfície. O portanto centroavante botafoguense completou de cabeça.
Brasil 1 a 0, aos 33 minutos do segundo tempo. Seria a terceira vitória naquele Mundial, para manter 100% de aproveitamento antes do mata-mata. Seria.
Quatro minutos depois, a Noruega deixou tudo igual na investida do atacante Tore André Flo. O camisa 9, à quadra no Chelsea, da Inglaterra, recebeu lançamento do campo de resguardo, invadiu a superfície pela esquerda, rabiscou para cima de Júnior Baiano e soltou chuto poderoso cruzado contra a meta defendida por Taffarel.
O placar passou de empate a trunfo norueguês nos minutos seguintes. Em disputa pelo cimo na grande superfície brasileira, o avaliador norte-americano Esfandiar Bahamarst viu o puxão de Júnior Baiano na camisa de de Flo e assinalou a penalidade para a seleção nórdica.
O lance virou polêmica. Dentro de campo, o elenco brasílio contestou a marcação com veemência, enquanto a transmissão brasileira fez coro: “Esse juiz é um gaiato, Arnaldo Cézar Coelho”, esbravejou Galvão Bueno, narrador da partida.
Fora do campo, o lance foi esclarecido no dia seguinte, porquê mostrou a Folha, e a seleção dirigida por Mario Zagallo reconheceu o acerto da arbitragem.
A viradela veio dos pés do camisa 10, Kjetil Rekdal, à quadra no Hertha Berlin, da Alemanha. Na cobrança, Taffarel se esticou para o lado evidente, mas o meio-campista acertou o esquina cimo esquerdo do gol, sem dar chance de resguardo ao guarda-redes brasílio, à quadra no Atlético-MG.
Apesar da guião, o Brasil passou para o mata-mata naquele ano para enfrentar o Chile e venceu os vizinhos sul-americanos por 4 a 1.
RETROSPECTO INCÔMODO
Os outros encontros entre a seleção brasileira e a norueguesa aconteceram em partidas amistosas, com dois empates e uma guião para o Brasil.
O primeiro amistoso foi em 1988, em Oslo, capital da Noruega. Os donos da moradia abriram o placar na segunda lanço, e o Brasil buscou a paridade no final do jogo com o atacante Edmar —recém-saído do Corinthians para o futebol italiano.
Um ano antes do confronto em Marselha, pela Despensa de 1998, o Brasil fez outro amistoso diante da Noruega. O confronto, de novo em Oslo, terminou 4 a 2 para os nórdicos e colocou termo à invencibilidade de 42 meses do elenco dirigido por Zagallo. Os gols da seleção foram anotados por Djalminha e Romário.
O último duelo entre os dois países ocorreu há 20 anos, outra vez em solo norueguês, e marcou a estreia de Dunga porquê técnico da seleção brasileira. O placar terminou 1 a 1, depois de os anfitriões saírem na frente. Daniel Roble foi o responsável do gol que salvou o Brasil de outra guião para o mesmo justador.
A seleção brasileira entra em campo contra a Noruega no domingo (5), às 17h, no MetLife Stadium, em East Rutherford (Novidade Jersey).
O encontro também será marcado pela corrida entre Vinicius Jr. e Erling Haaland pela artilharia da Despensa do Mundo. O brasílio tem quatro tentos anotados, diante de os cinco do atacante norueguês.
Lionel Messi entrou na temporada de 32 seleções liderando a disputa entre os goleadores, com seis gols.





