Londres e Nova York
|Financial Times
O SoftBank procura levantar mais de US$ 11 bilhões (R$ 56,3 bilhões) em uma operação que seria uma das maiores ofertas de títulos de elevado risco já vendidas a investidores, enquanto o conglomerado de tecnologia de Masayoshi Son procura financiar seu investimento multibilionário na OpenAI.
A empresa japonesa está oferecendo US$ 10 bilhões (R$ 51,1 bilhões) e um bilhão de euros (R$ 5,85 bilhões) em títulos a investidores de crédito, porquê secção de uma operação que financiará a terceira parcela de um investimento na OpenAI que deve ser concluído no próximo mês, segundo os termos apresentados aos investidores. Os títulos devem ter seus preços definidos na quinta-feira (24).
Operação deve financiar terceira parcela de investimento na OpenAI, prevista para ser concluída em outubro
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Kim Kyung-Hoon – 14.set.26/Reuters
A operação mais recente do SoftBank aumenta uma dívida que já foi acumulada por um dos maiores investidores em perceptibilidade sintético do mundo, que tomou bilhões de dólares emprestados para financiar apostas na OpenAI e no progresso da IA.
A operação se soma à vaga de emissões de títulos por grandes empresas de tecnologia neste ano, que levou os limites dos mercados de crédito corporativo a novos patamares, embora esse movimento tenha se concentrado principalmente em dívidas com intensidade de investimento, consideradas de menor risco.
As conversas iniciais com investidores indicam que os títulos em dólar, com prazos entre 3 anos e meio e 7 anos e meio, oferecerão rendimentos entre 9% e 10%, segundo pessoas familiarizadas com o tema.
Executivos do SoftBank, incluindo o diretor financeiro Yoshimitsu Goto, realizaram reuniões presenciais com investidores na semana passada, na sede do Citi, em Novidade York. A operação havia amontoado mais de US$ 8 bilhões (R$ 40,86 bilhões) em pedidos iniciais antes de ser oficialmente lançada na segunda-feira (21), segundo uma das pessoas.
O SoftBank fechou no início deste ano um congraçamento para tomar até US$ 40 bilhões (R$ 204,3 bilhões) em empréstimos-ponte de credores, incluindo o banco nipónico Mizuho, para financiar investimentos na OpenAI. Os investimentos seriam realizados em três parcelas, em abril, julho e outubro.
A operação indicava que o SoftBank estava disposto a se aproximar dos limites de endividamento que estabeleceu para si próprio para concordar o setor. O grupo afirmou que pretende manter sua relação entre dívida e valor dos ativos aquém de 25% em condições normais, limite que disse ao Financial Times poder ser ultrapassado temporariamente no horizonte.
No início deste mês, o SoftBank afirmou que pagaria em 15 de setembro o saldo de US$ 25,9 bilhões (R$ 132,3 bilhões) dos empréstimos-ponte e refinanciaria a operação com dívida de prazo mais longo. O grupo informou aos investidores que a terceira parcela do investimento na OpenAI, prevista para ser concluída em outubro e financiada pela emissão de títulos, viria acompanhada do cancelamento dos US$ 10 bilhões (R$ 51,2 bilhões) restantes de capacidade disponível no congraçamento de empréstimo-ponte.
A OpenAI deverá consumir quase US$ 280 bilhões (R$ 1,43 trilhão) até o término de 2030 ao investir agressivamente para ampliar seu aproximação à capacidade computacional e procura convencer investidores a concordar seus planos de gastos elevados, informou o Financial Times.
A capacidade da empresa de obter financiamento é fundamental para uma rede de acordos firmados com outras empresas de tecnologia, incluindo a obreiro de chips Nvidia e a Oracle. O negócio de data centers do SoftBank também depende de contratos com a OpenAI para gerar receitas futuras.
Em janeiro, OpenAI e SoftBank anunciaram um congraçamento para investir US$ 1 bilhão (R$ 5,12 bilhões) na SB Energy, empresa de infraestrutura parcialmente controlada pelo conglomerado nipónico, em mais uma operação destinada a financiar a expansão da startup de IA na construção de data centers.
A parcela em dólar da emissão de títulos do SoftBank será dividida em três vencimentos, enquanto a parcela em euros será distribuída em dois vencimentos. Entre os bancos responsáveis pela comercialização da operação estão Citi, Goldman Sachs, JPMorgan e Morgan Stanley.





