O mundo teve que terçar séculos e banhos de sangue para enfim ver as ideias do Iluminismo se tornarem verdade, fuzilar czares e puxar para a guilhotina reis e rainhas. Consolidou-se aos poucos a tese de que um tirano não governava supra das leis.
A Constituição americana, de 1787, começa com três palavras bombásticas: “We The People” (nós o povo). Revoluções liberais e nacionalistas, parlamentos e eleições impuseram direitos individuais e governos baseados no debate, consentimento, livre frase, acordos, pactos.
Acabou o tirania. O poder político deixou de ser legitimado pelo recta divino e hereditariedade. Finalmente, o sangue que jorra em todos é da mesma cor. Mas Flávio Bolsonaro, o 01, varão do ex-presidente Jair, se candidata ao mesmo função que foi do pai.
O nome Bolsonaro já foi franquia em São Paulo em 2018, o BolsoDoria —em baixa nas pesquisas para governador, o ex-prefeito João Doria atentou contra a história do PSDB e se aliou à extrema direita, fincando uma estaca no coração do partido.
Surge agora Hélio Bolsonaro, o Hélio Negão, deputado federalista carioca que concorrerá pelo estado de Roraima e começa a ser chamado de 05. A família ganha a dinâmica de uma dinastia, morada real, um clã —ou, dependendo do ponto de vista, uma gangue.
Concorrem também ao Senado em 2026: Michele, a madrasta, e Carlos, o 02.
O gerente do clã apelida seus filhos por numerais, prática que desumaniza o tipo, torna-o um apêndice do pai, uma vez que se faz no Tropa e no presídio: enumerados soldados e prisioneiros são colocados na requisito de objeto de um sujeito maior, a jerarquia.
É uma família politicamente disfuncional. O pai está recluso e inelegível. O 01 está atolado em escândalos. Eduardo, 03, deputado federalista autoexilado nos EUA, perdeu o procuração por faltas e foi sentenciado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão.
Carlos era indiciado de passar mais tempo numa secretaria clandestina conhecida uma vez que Gabinete do Ódio que na cadeira de vereador do Rio de Janeiro.
O caçula, Jair Renan, 04, é vereador de Camboriú (SC) e foi penalizado por faltas não justificáveis. Ou por outra, em 12 reuniões da Percentagem de Segurança Pública, da qual faz segmento, apareceu em unicamente três. Sairá candidato a deputado federalista por SC uma vez que Jair Renan Bolsonaro.
A ex-mulher, Rogéria Bolsonaro, foi duas vezes eleita vereadora no Rio de Janeiro. Renato Bolsonaro, irmão de Jair, já tentou se seleccionar oito vezes, e só conseguiu uma vitória eleitoral, em 1996, para vereador de Praia Grande. Também sai para deputado federalista.
Pela primeira vez na nossa República, copia-se a prática do regime deposto em 1889: um rebento cobiça o trono que já foi do pai.
Filhos de Collor de Mello, Itamar Franco, FHC e Dilma nem se meteram em carreiras políticas. Tocaram a vida, foram em frente. Luciana Temer, filha de Temer, foi vereadora por São Paulo. Das quatro filhas, foi a única a se tornar Sua Superioridade.
Afonso Pena Júnior, Rodrigo Alves Rebento, Prudente de Moraes Rebento, João Goulart Rebento e Sarney Rebento herdaram o nome do pai e ganharam vagas uma vez que deputado federalista ou estadual, mas não ousaram sentar na cadeira de presidente da República.
Getúlio Vargas teve Alzira, famosa por passar a mão na legenda PTB do verdadeiro herdeiro político do trabalhismo, Leonel Brizola. Lutero Vargas, deputado federalista, chegou a ser citado nas investigações sobre o atentado contra Carlos Lacerda, embora não tivesse participação comprovada.
Márcia Kubitscheck foi eleita deputada federalista e vice-governadora pelo DF. Nenhum rebento de Tancredo Neves seguiu curso política, a não ser o neto, Aécio, senador, governador, responsável por colocar em incerteza o processo eleitoral brasiliano.
Lula tem cinco filhos. Ninguém almejou sua cadeira de presidente. Lurian Cordeiro é jornalista e trabalha em projetos sociais, Sandro Luís é publicitário e associado a uma empresa de consultoria tecnológica, Luís Cláudio, formado em instrução física, atua uma vez que empresário de marketing esportivo.
O adotivo, Marcos Cláudio, psicólogo, foi vereador por São Bernardo do Campo. E tem Fábio Luís, biólogo, aquele que chamam de Lulinha e já foi considerado possuidor da JBS. Tem queixo de vidro. Sempre reaparece em campanhas eleitorais.
É intuito de investigações da Polícia Federalista e do STF por suspeita de tráfico de influência. A lobista Roberta Luchsinger atuava em Brasília e se apresentava uma vez que representante do rebento do presidente. Porém, até onde se sabe, não conseguiu fechar um contrato.
Ou é uma lobista fraca ou ninguém botou muita fé na sua relação com o rebento que não apita zero e é mais útil ao noticiário que à política.





