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UFC: Poatan perde para francês em disputa na Casa Branca
Esporte

UFC: Poatan perde para francês em disputa na Casa Branca – 15/06/2026 – Esporte

Não deu para Alex Poatan Pereira, 38, lutador brasílio que disputou o cinturão interino peso-pesado na madrugada desta segunda-feira (15), em luta disputada na redondel do UFC (Ultimate Fighting Championship) montada no jardim da Morada Branca.

Poatan buscava chegar ao posto inédito, entre os homens, de um lutador com cinturões em três categorias de peso, uma vez que ele faturou o dos pesos-médios e dos meio-pesados.

O gálico Ciryl Gane, 36, que conquistou o cinturão em disputa em 2021, derrotou Poatan no segundo round, depois desequilibrar o brasílio com uma sequência de socos encaixados.

O UFC Freedom 250 integra o calendário de festividades dos 250 anos da independência do país e é realizado em uma redondel construída no jardim sul da Morada Branca, a sede do governo americano, naquilo que vem sendo lido uma vez que mais um gesto de Donald Trump (aniversariante deste domingo) a seu eleitorado masculino e afeito a demonstrações de virilidade e dominância.

A noite ainda teve a vitória de outros dois brasileiros, em lutas sem cinturão.

Poatan chegou à redondel fazendo sua tradicional ingressão ao som de cantos indígenas –ele é progénito do povo pataxó. Seu sobrenome vem do tupi-guarani para “mão de pedra”. O brasílio passou pelo Hall da Renome dos presidentes dos Estados Unidos e, no topo da escada, ainda no prédio da Morada Branca, simulou o lançamento de uma flecha, usando um círculo imaginário. Um grito encerrou o espetáculo que antecedeu sua chegada à redondel.

O brasílio é considerado um lutador tecnicamente heterodoxo. Vencedor no kickboxing, ele chegou ao MMA com menos domínio em técnicas de solo e de queda do que seus oponentes com experiência em modalidades uma vez que o jiu-jítsu brasílio (BJJ) e a luta greco-romana.

Juliano Spyer, colunista da Folha e pesquisador de esportes de combate, diz que o estilo de Poatan combina força, precisão, velocidade e a capacidade rara de ler o comportamento do contendor. “[Ele] Identifica padrões, provoca reações e cria armadilhas que abrem espaço para nocautes devastadores”, escreveu, na Folha.

Desta vez, o estilo técnico não foi suficiente para prometer o cinturão. Ele, que abriu mão do cinturão dos meio-pesados para subir de categoria de peso, disse que ainda vai discutir com sua equipe se vai seguir nos pesos-pesados. “Se eu não tivesse aventuroso em todas as vezes, eu não estaria cá”, afirmou.

A luta principal da noite foi a mais longa das sete do card. O azarão Justin Gaethje, 37, vencedor interino no peso-leve, derrotou o georgiano-espanhol Ilia Topuria, considerado o predilecto. A luta de unificação do cinturão terminou no quarto e penúltimo round.

Topuria, 29, que já foi vencedor dos pesos-pena, foi estimado por um médico no octógono entre o terceiro e o quarto round e foi liberado para seguir na combate pelo cinturão. Muito machucado, ele chegou a manifestar que não estava enxergando pelo inchaço de um dos olhos.

Ao término do quarto round, sua equipe disse que ele lutaria até o término, mas a arbitragem encerrou a disputa, garantindo o título ao americano Justin Gaethje, que deixou o octógono com o cinturão e praticamente inteiro.

Outros dois brasileiros lutaram nesta noite.

A primeira disputa no octógono da Morada Branca foi vencida pelo manauara Diego Lopes, 31, na categoria peso-pena, que nocauteou o americano Steve Garcia, 34, no segundo round, depois de encaixar uma sequência de socos, levando o contendor ao pavimento.

Diego é o atual número dois do ranking do UFC e já disputou cinturão por duas vezes. Com a vitória deste domingo, ele chega 12 vitórias por nocaute e 15 ainda no primeiro round.

O também brasílio Maurício Ruffy, 29, derrotou Michel Chandler, 40, por nocaute, no primeiro round, confirmado o sobrenome de “One Shot”, um pouco uma vez que “tiro único”. Ruffy, que é paulistano, mas cresceu em Alagoas, acumula agora 13 vitórias por nocautes, em 12 lutas.

Nem os gritos de “USA, USA” da torcida de Chandler antes da luta apagaram o nepotismo de Ruffy. O lutador americano era mais experiente, com 23 vitórias em 33 lutas, mas vinha de uma tempo ruim.

Na breve entrevista ao término da luta, Ruffy pediu a esposa, Nadine, em matrimónio. Ele contou que quando os dois se conheceram, não tinham numerário para uma sarau. “Nadine, quer matrimoniar comigo? Agora podemos fazer uma sarau e agradecer a Deus”, disse o brasílio.

O primeiro confronto de dois americanos terminou com a vitória de Bo Nickal, 30, com um nocaute técnico em confronto com Kyle Daukaus, 33, ainda no primeiro round.

Posteriormente uma sequência de golpes em pé, Nickal conseguiu derrubar Daukaus e finalizou. Ao término da luta, Nickal deixou o octógono para cumprimentar o convidado de honra da noite, o presidente Trump, que estava escoltado, além de White, da primeira-dama Melania Trump.

Na categoria peso-pesado, outra disputa de dois americanos. Josh Hokit, 28, venceu Derrick Lewis, 41, por nocaute técnico no segundo round, depois encaixar uma sequência de jabs. Publicado uma vez que “Black Beast”, ou a Fera Negra, Lewis é o maior nocauteador da história do UFC.

Hokit, que se apresenta uma vez que o “Incrível Hokit”, em menção ao herói dos quadrinhos Hulk, é sectário da “trash talk”. Ao término da luta desta noite, fez elogios ao presidente Trump, a quem cumprimentou na plateia, citou uma peta propagada na extrema-direita, de que a ex-primeira-dama Michelle Obama “é um varão” e provocou Alex Poatan.

Na categoria peso-galo, Sean O’Malley, 31, dos Estados Unidos, chegou à sua oitava vitória seguida ao derrubar o canadense Aiemann Zahabi, 38, no segundo round em um nocaute técnico. Ele já foi vencedor em sua fita de peso e agora luta para retomar o cinturão.

Show político de Donald Trump

Antes do card encetar, Trump e Dana White, o CEO do UFC e seu colega e apoiador de longa data, deixaram juntos o salão oval da Morada Branca até a varanda da renque sul. De lá, acompanharam o hino pátrio cantado por Zac Brown. A cerimônia teve ainda caças da Força Aérea americana sobrevoando a Morada Branca em formação delta. Depois do hino, Trump e White seguiram juntos até a redondel.

Nos intervalos entre as lutas, foram exibidas homenagens aos serviços de emergência que atuaram em tragédias uma vez que o 11 de setembro. Em um desses vídeos, um narrador fala da história de batalhas dos americanos desde a independência e encerra incluindo os lutadores de MMA do UFC uma vez que os guerreiros deste tempo histórico.

Mark Zuckerberg, possessor da Meta, empresa que comanda Facebook, Instagram e WhatsApp, que desde a reeleição de Trump se aproximou do campo da direita, anunciou no pausa de lutas que todos os veteranos cegos receberão gratuitamente os Ray-Ban da Meta, óculos inteligentes desenvolvidos pelas duas empresas.

Folha

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