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Veja onde experimentar comida venezuelana em SP 28/09/2026
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Veja onde experimentar comida venezuelana em SP – 28/09/2026 – Restaurantes


São Paulo


Partida por terremotos e crises políticas, a Venezuela vivenciou um êxodo massivo de sua população nos últimos anos. Somente em 2025, 89.800 venezuelanos chegaram ao Brasil, segundo dados do Sistema do Comitê Vernáculo para os Refugiados (Sisconare) e do OBMigra (Observatório das Migrações Internacionais) da Universidade de Brasília.


Patacone do Rincón de Venezuela

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Divulgação

Com segmento dessa comunidade domiciliada em São Paulo, a cidade vê aos poucos restaurantes de comida típica venezuelana abrindo as portas cá e ali. O mais raiz deles é o Rincón de Venezuela, inaugurado em 2022 na região da Lapa. Comandado pela caraquenha Mayra Angulo, que desembarcou em São Paulo pouco antes da pandemia do coronavírus, o restaurante tem um salão envergonhado, com poucas mesas, mas já se consolidou porquê ponto de encontro de refugiados e exilados. O carro-chefe do cardápio é o pabellón criollo (R$ 35), um PF que ganhou leste nome por ser cromatizado porquê a bandeira (pavilhão) da Venezuela. Parecido com o nosso picadinho, ele é constituído por arroz, feijoeiro preto, tiras de banana-da-terra frita, mesocarpo bovina desfiada e fatias de abacate.

Outros destaques da moradia são as arepas, os patacones e as cachapas. Quitute emblemático da gastronomia venezuelana, a cachapa já era consumida na região antes da chegada dos espanhóis. Há indícios que essas panquecas feitas com milho nasceram entre os chaipas, indígenas que habitavam a região onde hoje se situam os estados de Miranda e Aragua, situados ao setentrião do país. Com um sabor levemente adocicado —semelhante ao das nossas pamonhas—, as cachapas são apreciadas com os mais variados recheios, mas a mais tradicional vêm com queso de mano, um queijo cremoso artesanal de sabor salso e com uma sutil acidez láctea. No Rincón, a cachapa mixta (com mesocarpo desfiada, muçarela e abacate) custa R$ 40.

Comidinhas de rua clássicas das culinárias venezuelana e colombiana, a arepa é uma espécie de pão ou bolinho preparada com farinha de milho. Mas, diferentemente desses seus primos, as arepas não são feitas no vapor, são assadas ou fritas.

Em universal, são recheadas com mesocarpo mechada (desfiada), presunto e queijo ou perico (ovo mexido). Cada uma custa R$ 25 no Rincón.

Curiosidade: o nome arepa vem de “erepa”, vocábulo que os cumanagotos, indígenas do nordeste da Venezuela, usam há séculos para nomear “pão de milho”.

Populares desde a Guatemala até o Equador e as ilhas do Caribe, os patacones são discos de banana-de-terra amassada e frita. No Rincón eles substituem as fatias de pão em sanduíches que têm porquê recheio mesocarpo suína desfiada, salpicón de frango ou camarões em molho picante. Ótima opção para quem tem intolerância ou alergia ao glúten, cada sandubão desses custa R$ 40.

Para ingerir, prove o maltín (R$ 12), bebida gasosa à base de cevada maltada e cana-de-açúcar que parece uma malzbier sem álcool.

Na Pompeia, pertinho da redondel Nubank Parque, o Aromas é um moca venezuelano pilotado por Adriana Camargo, que veio da cidade de Maracay em 2016. Seu cardápio tem as já citadas arepas e cachapas, o pabellón criollo (inclusive em versão vegetariana) e também empanadas, que podem ser recheadas de mesocarpo mechada, frango com abacate ou feijoeiro com banana frita. Além dos recheios muito venezuelanos, elas se diferem dos quitutes homônimos de origem argentina por serem feitas com farinha de milho e serem fritas, enquanto as portenhas têm tamanho de farinha de trigo e são assadas. Cada uma custa R$ 20. Além de cafés, para ingerir a moradia oferece sucos de frutas e um refresco típico da Venezuela, o papelón (R$ 15) —limonada com rapadura. Na hora da sobremesa, experimente a oblea (R$ 21), biscoito tipo wafer em forma de hóstia recheado de caramelo, chocolate ou geleia de frutas.

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Com envolvente moderninho e uma pegada praiana, o La Perla é o mais publicado dos restaurantes venezuelanos de São Paulo. Ele é pilotado pelo cozinheiro Lester Silva e sua esposa Rosalva Cardona, que coordena os trabalhos no salão. Naturais da cidade de Puerto Ordaz, às margens do rio Orinoco, o parelha planejava perfurar um restaurante na Isla Margarita, famoso tramontana de verão do Caribe Venezuelano. Mas acabou vindo para o Brasil por conta das instabilidades econômicas de seu país natal.

Nos salões de um simpático sobrado na Vila Romana, refugiados cubanos e venezuelanos que trabalham porquê garçons servem pratos típicos venezuelanos com toques contemporâneos. O pabellón criollo, por exemplo, é oferecido num bowl com alface e chips de banana (R$ 65); os patacones aparecem cobertos por ceviche (R$ 42 a porção com 3 unidades) ou recheados de reina pepiada (espécie de guacamole venezuelana, feita com abacate, muçarela ralada e frango desfiado, R$ 48); e a cachapa mais pedida é a rumbera (com pernil suíno desfiado, R$ 50).

Mas os grandes hits da moradia são as arepas: há a versão recheada com filé de peixe empanado, fatias de abacate, tiras de cebola roxa e molho privativo (R$ 54), e a pulpotastic (R$ 57) leva polvo grelhado, banana-da-terra frita, chimichurri e abacate. Grandes e fartas, elas chegam à mesa envoltas em papel pardo, para serem comidas com as mãos.

Outra óptimo pedida é o plátano real (R$ 75), uma geração de Lester que mistura tempurá de banana-da-terra, guacamole, camarões GG grelhados com alho e folhas de coentro.

Para quem procura somente um belisco para escoltar as cervejas e drinques da moradia (porquê o hibiscus, à base de rum, chá de hibisco, mix cítrico e hortelã, por R$ 30), o lance é apostar nas porções de cassabe (crocantes de mandioca, R$ 21) ou de tequeños, palitos de queijo envoltos em tamanho crocante (R$ 45 a porção com 6 unidades).

“Muitos compatriotas radicados cá no Brasil vêm de outras cidades só para manducar os nossos tequeños, que lá na Venezuela são petiscos típicos de casamentos e aniversários. Cá, eles são servidos com a nossa salsa verdejante”, conta Rosalva.

Salsa, aliás, é também o ritmo que embala as refeições no La Perla. Por essas e por outras, nas tardes de sábado e domingo o restaurante é tomado por jovens espertos que já descobriram os encantos da cultura e da gastronomia venezuelana.

Aromas

R. Caraíbas, 64, Pompeia, tel. 11 95978-6122.


La Perla

R. Cel. Melo de Oliveira, 651, Vila Romana, tel. 11 98991-3811.


Rincón de Venezuela

R. Belchior Carneiro, 27, Lapa, tel. 11 99491-8256.



Folha

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