Notícias Favoritas

O seu portal favorito de notícias na Internet

26 quilos a mais: Como é o 'bulking' de um
Esporte

26 quilos a mais: Como é o ‘bulking’ de um fisiculturista – 05/05/2026 – Músculo

A maioria dos fisiculturistas estrutura sua preparação em duas fases: o “bulking” (também chamado de “off season”, que significa “fora de temporada”), que é o momento em que o desportista faz uma dieta hipercalórica para edificar mais volume muscular, e o “cutting” (também espargido uma vez que “pré-contest”), que é a hora em que o desportista faz uma dieta hipocalórica para perder a gordura e a retenção de líquidos, dessa forma aumentando a definição de seu físico.

Ultimamente, uma das mudanças mais comentadas no esporte brasílio foi a de Lucas Garcia, que ganhou 26 quilos em tapume de 6 meses.

Em outubro de 2025, o fisiculturista brasílio da categoria 212 subiu no palco do Olympia –campeonato em que ficou com o terceiro lugar– com pouco mais de 88 kg. Já em abril de 2026, no final de seu “bulking”, ele chegou a tarar 114 kg em jejum. Em entrevista à poste, Garcia –que tem 1,64 m de profundidade– detalha o que fez nesse tempo e conta os desafios inerentes ao lucro rápido de peso.

Segundo o desportista, uma de suas maiores dificuldades foi manter a subida ingestão de comida durante toda essa temporada: “Depois de um claro tempo, você perde o gosto (…) você já não aguenta mais consumir depois de um claro ponto, você fica enjoado todo dia”. Outros fatores com os quais ele foi obrigado a conviver são “dores na lombar e no joelho, principalmente, por conta do peso excessivo”.

Uma das áreas mais afetadas nesse período, geralmente, é a respiração. Garcia, no entanto, garante que sua saúde cardiovascular está “em dia” e revela uma técnica que o ajuda a repousar: “Dormir deveria ser um problema quando você fica pesado, mas eu acabei com esse problema com o CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas). É um tanto feito para a apneia do sono, mas faz muito muito para nós, fisiculturistas mais pesados”.

Garcia aponta que, desde o final de sua última competição, seu preparador –Marcello Alfonsi– foi aumentando gradualmente as quantidades de sua dieta até que ela chegasse em seu vértice –6 milénio calorias diárias. Essa estratégia se dá para que o progresso do fisiculturista seja observado incessantemente e para que a subida ingestão de comida não acarrete um acúmulo exagerado de gordura. “Uma meta que eu coloco no ‘off season’ é não perder as marcações no abdômen. Se sumir todas as marcações, se você permanecer barrigudo, aí é um indicativo de que você está fazendo um tanto incorrecto”, relata.

Treinado por Vitor Bizzo, o terceiro melhor 212 do mundo também fala sobre o período de transição entre o “bulking” e o “cutting”. “Oito semanas antes do termo do ‘off season’, nós abaixamos um pouco a ingestão de carboidratos e aumentamos a de proteína, o que fez as calorias da dieta se manterem as mesmas, mesmo com essa mudança”, revela.

No totalidade, o “pré-contest” de Garcia para o Olympia 2026 –que acontecerá entre 24 e 27 de setembro em Las Vegas, nos Estados Unidos– durará 22 semanas: “Estamos descendo as calorias muito aos poucos, pois dessa forma eu consigo manter a intensidade nos treinos de musculação”.

Por termo, o desportista revela os benefícios de fazer um “cutting” mais longo do que o usual: “Esse tempo maior traz mais segurança, reduz a possibilidade de termos que açodar o processo em qualquer momento –isso não é o mais indicado, pois um déficit calórico muito acentuado faz com que a gente perdida volume muscular, quando o objetivo é perder só gordura e retenção hídrica”.

Esse tipo de estratégia usada pelos profissionais do fisiculturismo não deve ser seguida sem orientação médica especializada. Questionado a saudação dos riscos que um eventual aumento repentino de peso pode acarretar, o médico Vinícius Amaral labareda atenção para possíveis problemas articulares e metabólicos. De contrato com o profissional da saúde, esse tipo de estratégia pode aumentar “a retenção de sódio e chuva”, muito uma vez que a “resistência à insulina”. Esse cenário contribui para um aumento da pressão do paciente e, consequentemente, seu débito cardíaco –volume de sangue bombeado pelo coração por minuto.

“O aumento da volume corporal representa um aumento da demanda metabólica. Com mais peso, o coração precisa trabalhar mais. Isso aumenta o débito cardíaco, quadro que pode evoluir para uma hipertrofia ventricular”, explica.

Amaral também destaca que o aumento rápido dos músculos pode gerar uma sobrecarga declamar: “Os tendões se adaptam de uma maneira muito mais lentamente do que os músculos. Dessa forma, esse desenvolvimento pode gerar lesões”.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul inferior.

Folha

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *